Do UOL, em São Paulo
A Polícia Civil em Taubaté (SP) cogita intimar por meio de notificação
pública, em jornal, a pedagoga Maria Verônica Aparecida César Santos,
25, supostamente grávida de quadrigêmeos. De acordo com o delegado
seccional Ivahir Freitas Garcia Filho, que investiga o caso, desde ontem
equipes da polícia tentam localizá-la para entregar a intimação de
depoimento e de realização de exame no IML (Instituto Médico Legal) que
confirme, ou não, a gravidez.
Depois que uma reportagem da TV Record mostrou o médico que atendeu Maria Verônica contestando a gravidez, a Polícia Civil resolveu abrir uma investigação.
Segundo o delegado, se a gestação for falsa, Maria Verônica poderá ser indiciada por crimes de falsidade ideológica e estelionato, uma vez que se confirme algum tipo de vantagem econômica por parte da pedagoga.
Garcia Filho afirmou ao UOL que os policiais tentam
localizar a suposta grávida desde ontem, sem sucesso. “Tentamos na
residência e no local de trabalho e por telefone, mas ela não foi
encontrada. Se não se apresentar para receber a intimação, poderemos
expedir uma ordem de serviço e notificá-la com publicação em jornal, por
exemplo”, disse.
Além de Maria Verônica, a polícia tenta localizar também o marido dela, Kleber Eduardo Vieira, 37, e nos próximos dias deve tomar o depoimento de médicos que atenderam a pedagoga.
Depois que a suposta gestante apareceu em reportagem da TV uma mulher de Blumenau (SC) acusou Maria Verônica de ter exibido, na realidade, imagens do ultrassom de seu filho divulgadas em um blog.
“Queremos que ela (Maria Verônica) esclareça em depoimento alguns pontos e faça depois o exame para ver se procedem notícias que vimos depois de ela ter anunciado a gravidez e para saber se ela foi beneficiada com algum tipo de doação. Se não está grávida e auferiu vantagem, aí pode-se vislumbrar, em tese, além de falsidade ideológica, também estelionato”, disse.
Em entrevista ontem, contudo, Leite dissera que só após notificação ele próprio –além da pedagoga, em suposto repouso, e o marido –poderia se manifestar sobre o caso. Informado sobre a dificuldade relatada pelo delegado seccional, encerrou: “Meu contato com ela continua sendo por telefone. Acredito na competência da polícia, mas meu código de ética profissional me impede de dizer [à reportagem] o que eu trato com a cliente”.
Depois que uma reportagem da TV Record mostrou o médico que atendeu Maria Verônica contestando a gravidez, a Polícia Civil resolveu abrir uma investigação.
Segundo o delegado, se a gestação for falsa, Maria Verônica poderá ser indiciada por crimes de falsidade ideológica e estelionato, uma vez que se confirme algum tipo de vantagem econômica por parte da pedagoga.
Gravidez de quadrigêmeos pode ser uma farsa
Foto 7 de 7 - A
mulher de vestido longo que passou as últimas semanas dando entrevistas
e posando para fotos exibindo a barriga que, segundo ela, abriga quatro
bebês, pode não estar grávida. O obstetra Wilson Vieira de Souza
mostrou ultrassom feito por Maria Verônica Santos, 25, em 30 de agosto,
que aponta que ela não estaria grávida. Segundo o médico, se a paciente
engravidasse após sua consulta, hoje ela estaria com uma gestação de 16
semanas, e não 35 semanas, como ela afirmou Mais 6.jan.2012 - Jorge Araujo/Folhapress
Além de Maria Verônica, a polícia tenta localizar também o marido dela, Kleber Eduardo Vieira, 37, e nos próximos dias deve tomar o depoimento de médicos que atenderam a pedagoga.
Depois que a suposta gestante apareceu em reportagem da TV uma mulher de Blumenau (SC) acusou Maria Verônica de ter exibido, na realidade, imagens do ultrassom de seu filho divulgadas em um blog.
“Queremos que ela (Maria Verônica) esclareça em depoimento alguns pontos e faça depois o exame para ver se procedem notícias que vimos depois de ela ter anunciado a gravidez e para saber se ela foi beneficiada com algum tipo de doação. Se não está grávida e auferiu vantagem, aí pode-se vislumbrar, em tese, além de falsidade ideológica, também estelionato”, disse.
Advogado crê em "competência da polícia"
O advogado da pedagoga, Marcos Leite, reforçou a versão dada ontem de que a cliente está sob orientação médica de não se manifestar sobre o assunto. Ela teria passado mal com a repercussão das suposições de falsidade da gestação.Em entrevista ontem, contudo, Leite dissera que só após notificação ele próprio –além da pedagoga, em suposto repouso, e o marido –poderia se manifestar sobre o caso. Informado sobre a dificuldade relatada pelo delegado seccional, encerrou: “Meu contato com ela continua sendo por telefone. Acredito na competência da polícia, mas meu código de ética profissional me impede de dizer [à reportagem] o que eu trato com a cliente”.

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