Reportagem publicada nesta sexta-feira (6) pela Agência Brasil aponta
que a expulsão de servidores públicos federais motivadas por
irregularidades subiu 8,2% e bateu recorde em 2011. A afirmação está
baseada em números publicados hoje pela Controladoria-Geral da União
(CGU). De acordo com o órgão, o principal motivo que levou a 564
expulsões no ano passado foi o uso indevido de cargo (24,7%) e
improbidade administrativa (16%).
O secretário executivo da CGU, Luiz Navarro, explica que a abertura de
processo administrativo é a forma mais ágil de punir servidores
corruptos, mesmo com o respeito ao direito de defesa na tramitação das
ações disciplinares.
“A administração deixa de ficar apenas à espera da punição pela via
judicial, que é demorada, e passa, ela própria, a administração, a
aplicar as punições de sua alçada”, explica Navarro.
A maioria das expulsões (433) é relativa a demissões de cargo efetivo,
57 casos foram destituições de cargo em comissão. Também houve 38
cassações de aposentadoria. O órgão que teve mais baixas foi o
Ministério da Previdência Social, com 138 expulsões para 38,4 mil
servidores ativos, seguido pelo Ministério da Justiça, com 133 expulsões
para 31,1 mil servidores ativos. O Ministério da Educação, órgão com o
maior número de servidores ativos (225,9 mil) teve 59 expulsões.
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