Equipes encontram corpo de sexta vítima de naufrágio na Itáli
Mau tempo e águas turbulentas prejudicam operação de resgate que, até suspensão, corria contra o tempo para achar 16 desaparecidos
Equipes de resgate lutaram contra o tempo no início
desta segunda-feira para encontrar sobreviventes do acidente com o navio
Costa Concordia, mais de 48 horas depois de ele ter tombado perto da
costa da Itália. As buscas, porém, tiveram de ser interrompidas
posteriormente pelo movimento do navio causado pelo mau tempo e pela
turbulência das águas. Antes de os trabalhos serem suspensos, mais um
corpo foi encontrado, elevando para seis o número de vítimas.Entenda o caso: Navio naufraga e deixa mortos na Costa da Itália
Investigação: Operadora do Costa Concordia afirma que comandante errou
Foto: AP
Equipes de resgate são vistas no topo do navio
Costa Concordia, que se chocou com rocha e tombou perto da ilha de
Giglio, na Itália (16/01)
O homem não foi identificado. As demais vítimas são dois italianos, um peruano e dois franceses. Nesta segunda-feira, o Itamaraty atualizou o número de brasileiros presentes no navio de 53 para 57, sendo seis tripulantes do Costa Concordia.
As águas estão mais turbulentas e há a previsão de um temporal para esta segunda-feira. O número de desaparecidos subiu de 14 para 16 após parentes de duas mulheres da Sicília que tinham sido colocadas na lista de resgatados terem dito que não sabiam onde elas estavam.
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Antes da paralisação das atividades, o prefeito de Giglio, Sergio Ortelli, afirmou que a missão de resgate estava “em uma das fases mais importantes”, mas admitiu que as chances de as equipes encontrarem sobreviventes está diminuindo.
O fato de as águas estarem turbulentas criou a preocupação de que o navio possa ficar instável. O Costa Concordia carrega cerca de 2,5 toneladas de combustível e, embora nenhum vazamento tenha sido encontrado até agora, especialistas temem a possibilidade de danos ambientais. Uma empresa holandesa foi contratada para ajudar na extração do combustível.
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'Erros de julgamento'
No domingo, a empresa que opera o navio afirmou que investigações iniciais indicam que erros cometidos pelo capitão do cruzeiro causaram o acidente. A acusação foi reiterada nesta segunda-feira pelo chefe-executivo da Costa Cruzeiros, Luigi Foschi. De acordo com a empresa, Francesco Schettino teria conduzido a embarcação perto demais da costa, além de não seguir os procedimentos de segurança determinados pela empresa. "Aparentemente, o comandante cometeu erros de julgamento que tiveram graves consequências", disse o comunicado da empresa.
Schettino é suspeito de homicídio culposo (sem a intenção de matar) e nega todas as acusações. Ele está sendo questionado pela polícia e alega que o sistema de navegação não mostrava obstáculos no local do acidente.
Schettino negou as acusações de que teria deixado a embarcação sem prestar auxílio aos passageiros e afirmou que só deixou o navio após terminar o processo de retirada dos ocupantes.
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