Do UOL, em São Paulo
“Este é um conflito inteiramente político.” A afirmação é de Aldo Sauda, brasileiro que mora no Cairo, sobre a briga entre as torcidas do Al Ahly – a maior do Egito – e Al Massry, ocorrida na última quarta-feira (1º), que deixou 74 mortos e centenas de feridos no estádio de Port Said, norte do país.
Manifestante mascarado se prepara para atirar de volta uma granada de
gás lacrimogêneo lançada pela força de segurança egípicia durante
confronto perto do Ministério do Interior, no centro de Cairo, ocorrido
nesta sexta-feira (3). Novos confrontos eclodiram entre manifestantes e
policiais na capital egípcia após confusão em estádio de futebol que
deixou 74 pessoas mortas Mais Mahmud Hanms/AFP
Sobre as acusações de que a polícia está por trás do massacre, o brasileiro conta que o prédio do Ministério do Interior – que controla a polícia –foi cercado por manifestantes. “Inclusive, o muro erguido em novembro pela polícia na Mohamad Mahmoud, rua que fica entre a [praça] Tahrir e o Ministério, foi derrubado.”
“A situação no Cairo está muito tensa, principalmente nas redondezas da praça Tahrir”, continua Sauda. As forças de segurança estão reprimindo os protestos de forma violenta, e a conjuntura é incerta. “Ninguém sabe o que vai acontecer, mas acho que a oposição não tem organização suficiente para derrubar a junta”, analisou.
As manifestações que se seguiram ao massacre no Egito já deixaram quatro mortos e mais de 1.500 feridos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário