Tiroteio na Rocinha: familiar de adolescente baleado critica horários das operações
"Sempre acontece na hora que estudantes estão saindo ou chegando. Querem exterminar as crianças?"

O radialista considera a localidade que a família de Wesley reside, na parte mais alta da comunidade, um dos mais complexos e impactado quando há confrontos com a PM. "E as operações sempre acontecem nos horários de maior circulação de estudantes e trabalhadores, entre 6 h e 7 h e, na parte da tarde, das 16h às 17h. Isso é brincadeira, estão querendo exterminar as crianças?", reclama Fernandes, destacando ainda que os governos sempre divulgam os horários de atividades escolares, que deveriam ser respeitados pelas forças policiais.
"Já falamos
isso [sobre as operações nos horários de circulação de estudantes] um
milhão de vezes. Lembra um tempo atrás quando um ônibus escolar ficou
entre fogo cruzado? Então, as próprias reportagens já evidenciam este
quadro. E, apesar disso, é uma coisa que sempre acontece em qualquer
comunidade", salienta.De acordo com Fernandes, o menino ficou por um longo tempo em estado de choque e sem entender o que aconteceu. "Ele chegou no hospital sem conseguir falar nada. O adolescente foi atingido de raspão por uma bala perdida no rosto dentro de casa. Wesley foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio. Segundo a secretaria de Saúde, o estado dele é estável, sem risco de morte, e passou por exames na parte da tarde e não há previsão de alta hospitalar.

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