sábado, 6 de setembro de 2014

Moçambique cria estratégia para reduzir casamentos prematuros

Moçambique cria estratégia para reduzir casamentos prematurosMoçambique cria estratégia para reduzir casamentos prematuros

Moçambique está a criar uma estratégia de prevenção e combate ao casamento prematuro. A informação foi dada pelo Ministério da Mulher e Coordenação da Acção Social, em reacção ao relatório que indica que 27% das meninas entre os 15 aos 19 anos foram obrigadas a ter relações sexuais ou qualquer outro acto sexual forçado.

O documento «Escondidos à Plena Luz» foi publicado pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef. A agência aponta que as raparigas são três vezes mais propensas a sofrer de violência sexual do que os rapazes da mesma idade no país.

O estudo baseia-se em dados de 190 nações que documentam a violência em comunidades, escolas e residências «onde as crianças deveriam estar seguras».


A directora nacional adjunta da Acção Social disse à Rádio ONU, em Maputo, que o governo está a envidar esforços para reduzir os casos de violência contra crianças. Francisca Sales citou a sensibilização em palestras e campanhas sobre os direitos das crianças.


«Temos o plano nacional da acção para a criança que é um plano multi-sectorial e deve ser implementado por todos. E neste plano, há metas claras sobre a necessidade de prevenção e combate e assistência às vítimas de violência de modo a reduzir a prevalência deste fenómeno. Também estamos envolvidos no processo de elaboração da estratégia de prevenção e combate ao casamento prematuro»

O relatório indica que, além das raparigas, os meninos também dizem ter sido vítimas de violência sexual, mas em menor proporção. Os casos correspondem a uma escala de 3% contra os 9% das meninas entre os 15 e 19 anos.

Para Francisca Sales, a atenção dada a essa questão abrange todos.


«As raparigas são as mais vulneráveis mas há rapazes que também são envolvidos em casamentos prematuros e outras formas de violência, por isso a mensagem que tem sido levada para as crianças, adultos, as famílias, as comunidades é para a protecção de todas as crianças independentemente do sexo, olhando um pouco com mais cuidado para as necessidades das raparigas.»

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