quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Reforma Agrária: agricultores fazem dois deputados como reféns em protesto no Pará


Em protesto deste a manhã desta terça-feira, aproximadamente 3 mil trabalhadores rurais de 11 cidades próximas à futura usina hidrelétrica de Belo Monte fizeram dois representantes do governo federal e dois deputados estaduais como reféns no início da noite desta quarta-feira (31).  Eles cobram do governo federal celeridade em programas de regularização fundiária e a desburocratização do acesso ao crédito na região.
Entre os reféns está um representante da Casa Civil, Johannes Eck, o coordenador do programa Luz para Todos, Aurélio Galvão, e dois deputados estaduais: Airton Faleiro (PT) e Valdir Ganzer (PT). Todos estão alojados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na cidade de Altamira, distante 1000 quilômetros de Belém.
Os agricultores afirmam que somente vão liberar os reféns depois que conseguirem uma reunião com o governo federal e quando tiverem garantias de que haverá avanço em uma série de demandas. Eles exigem a presença do presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.
No início da noite, segundo integrantes do movimento, o ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho conversou com os agricultores por telefone, mas eles se negaram a libertar os reféns. Eles dizem que somente com a confirmação de uma reunião é que os representantes do governo federal e os dois deputados estaduais serão libertados.
A manifestação dos agricultores começou na terça-feira pela manhã, quando eles interditaram o entroncamento da BR-230 com a PA-415, no sentido Altamira para Vitória do Xingu. A interdição da rodovia durou aproximadamente 30 horas. Nenhum funcionário conseguiu ter acesso ao canteiro de obras da usina Hidrelétrica de Belo Monte, segundo os manifestantes. No local, havia uma fila de aproximadamente 5 km de caminhões e automóveis que esperam a liberação da estrada.
Além de programas de regularização fundiária, os agricultores também reivindicam ampliação do programa “Luz para Todos” na região, estradas, escolas e postos de saúde. Até o momento, eles já tiveram a garantia do governo federal de que o “Luiz para Todos” irá beneficiar pelo menos 20 mil famílias nos próximos 18 meses. Hoje, conforme as lideranças do movimento, o “Luz para Todos” atende a apenas 40% dos moradores da região.

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