Dia do Rim é lembrado com serviços de saúde gratuitos em Valadares
Ação terá testes rápidos de glicose, aferição de pressão e panfletagem.
Nefrologista dá dicas para evitar problemas relacionados à doença.
“Um stand está montado dentro do shopping, distribuindo panfletos educativos, nos quais serão dadas orientações para prevenir a doença renal. No local ainda está sendo feita aferição de pressão arterial e repassadas informações sobre os cuidados para conquistar uma boa saúde e, consequentemente, uma melhoria na qualidade de vida”, explica a relações públicas da AADORT, Daniela Soares.
médico nefrologista, Célio Magalhães, dá dicas
(Foto: Diego Souza/G1)
Fumantes e pessoas com um alto grau de obesidade se enquadram nos fatores de riscos, e merecem atenção redobrada com os cuidados. “Os principais fatores de riscos para a doença renal crônica são as diabetes, hipertensão arterial, obesidade, uso discriminado de medicamentos, tabagismo, a falta de exercícios e as doenças cardiovasculares”.
Para evitar esses e outros problemas relacionados à doença, o médico dá algumas dicas. “Hábitos saudáveis, praticar esportes, ingerir líquidos, tratar doenças da parte cardiológicas, cuidar da diabetes e pressão arterial ajudam a diminuir o surgimento da doença”, orienta Célio Magalhães.
Transplante e alívio
cirurgia para receber a doação de um rim e se diz
aliviado (Foto: Diego Souza/G1)
Em outubro de 2013, Bruno de Souza Gomes, de 33 anos, fez uma cirurgia para receber a doação de um rim. Durante 8 anos ele teve que se submeter a sessões de hemodiálise. Ele diz que após o transplante sentiu alívio por abandonar as sessões do tratamento. “Minha vida mudou consideravelmente. Me senti aliviado. Eu descobri o problema aos 16 anos, mas comecei a fazer a hemodiálise em 2005. Atualmente levo uma vida normal, seguindo as orientações dos médicos e com atenção a alimentação e a ingestão de líquido”, garante Bruno Gomes.
Dados
Considerada um problema de saúde pública, a Doença Renal Crônica atinge pessoas em todo o mundo, sendo que mais de um milhão estão em diálise, e outros tantos apresentam algum grau de perda da função renal. Estudos populacionais divulgados pela Sociedade Brasileira de Nefrologia revelam que a DRC acomete 7,2% das pessoas acima de 30 anos - mas prevalece em pessoas com mais de 64 anos, representando de 28% a 46% dos casos.
Ainda de acordo com Sociedade Brasileira de Nefrologia, no Brasil, entre os anos 2000 e 2014, o número de pacientes que sofrem com este tipo de doença aumentou 134%. Cerca de 90% dos pacientes em diálise são tratados pela modalidade hemodiálise, sendo 85% desse tratamento financiado pelo Sistema Único de Saúde, num gasto anual estimado em R$ 2,2 bilhões.
Já a taxa de mortalidade fica em torno de 15% ao ano, sendo maior no início da terapia, devido ao diagnóstico tardio. O que contribui de forma significativa para esse fator é que cerca de 70% dos pacientes desconheciam ser portadores da doença. Por esses motivos, o diagnóstico precoce é fundamental. Toda e qualquer pessoa que apresentar um dos fatores de risco - como hipertensão, diabetes melitus, idade avançada, casos no histórico familiar -, em qualquer nível de atendimento de saúde, deve passar por triagem, através do exame de urina e da dosagem de creatinina no sangue.
Outra opção de tratamento para a DRC avançada, além da diálise, é o transplante renal. O Brasil tem o maior programa público de transplante renal do mundo; em 2010 foram realizados 4.657 transplantes de rim, sendo 3.003 com doador falecido e 1.654 com doadores vivos.
O número de transplantes com doadores falecidos aumentou cerca de 100% na última década, contra 48% de aumento no caso de doadores vivos. A maior dificuldade para a doação de rim entre pessoas com morte encefálica é a falta de informação por parte da família. Por isso, deve-se estimular que as pessoas expressem a sua vontade de ser doador aos seus familiares, segundo a AADORT.
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