Pelo menos 865 mortos em 50 dias de ataques contra EI
Fonte: EFE - Agencia EFE
Sami Ali/AFP
Sírios em meio aos escombros após ataque da coalizão internacional
Beirute -
Pelo menos 865 pessoas morreram na Síria desde o início, em setembro,
dos bombardeios da coalização internacional liderada pelos Estados Unidoscontra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Entre as
vítimas, pelo menos 50 são civis, dos quais oito menores de idade e
cinco mulheres. Estas mortes foram registradas nas províncias de Al
Hasaka, Deir al Zur, Al Raqa e Idleb, todas no norte do país.
O
organismo, com uma ampla rede de ativistas no terreno, contabilizou as
vítimas desde 23 de setembro, quando se iniciaram os bombardeios, até a
meia-noite passada.
Entre os
integrantes do EI, pelo menos 746 combatentes morreram em bombardeios
da aviação internacional e devido ao lançamento de foguetes em Homs,
Hama, Aleppo, Deir ez Zor, Al Hasaka e Al Raqqah.
Além
disso, pelo menos um rebelde de uma brigada islamita, que era
prisioneiro do EI, morreu em um ataque aéreo contra um quartel do grupo
radical em Madan, em Al Raqqah.
A
coalizão não teve como alvo apenas posições do EI, mas também da Frente
al Nusra, braço da Al Qaeda na Síria. Pelo menos 68 membros do grupo
morreram em bombardeios em Aleppo e Idlib.
Segundo
os EUA, estes ataques se dirigiram contra a organização Khorasan,
vinculada à Frente al Nusra, que supostamente estava conspirando para
realizar ataques no Ocidente.
O
Observatório não descartou que o número total de vítimas fatais possa
ser maior, pois existem locais de difícil acesso e em função do
secretismo que envolve o EI.
O EI
proclamou um califado na Síria e no Iraque no final de junho, onde
conquistou partes do norte e do centro de ambos os países.
Nenhum comentário:
Postar um comentário