domingo, 26 de junho de 2011

Hackers vazam dados da investigação da Guerrilha do Araguaia


Jorge Lourenço
Após as invasões de sábado à noite, hackers da LulzSec Brasil divulgaram uma série de documentos que eles teriam conseguido vazar de órgãos públicos. Os arquivos seriam do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS).
Guiado pela ideologia de livre-disseminação de informações sigilosas, o grupo divulgou ações referentes a pedidos de aberturas de arquivo do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) e a quebra de sigilo dos militares envolvidos na Guerrilha do Araguaia. O material vazado também revela contracheques de funcionários e algumas informações pessoais.
Apesar da tentativa de expor dados "reveladores", os arquivos referentes à guerrilha e ao DOI-CODI não são sequer confidenciais. Além dos ataques a órgãos públicos, a LulzSec também divulgou dados pessoais dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), do Paraná, Beto Richa (PSDB), e dos deputados federais Marcos Medrado (PDT-BA), Pepe Vargas (PT-RS) e Assis Mello (PCdoB-RS). Na página disponibilizada pelos hackers, eles revelam supostos dados pessoais dos políticos, como CPFs, números de identidade, endereços e telefones.
Ainda não há resposta dos órgãos oficiais e dos políticos a respeito da veracidade dos dados e da gravidade das invasões. Até o começo da tarde deste domingo, os sites dos Ministérios da Defesa, da Saúde e do governo do Estado do Pará continuavam fora do ar. A série de ataques da LulzSec Brasil começou logo após a matriz internacional do grupo anunciar o fim das suas atividades.
Ataques à midia
A LulzSec também divulgou, durante a madrugada de sábado, dados pessoais de funcionários de órgãos da mídia. Os alvos dos ataques foram os sites do Diário de São Paulo e do Canal Paraíba. Os hackers disponibilizaram, através do Twitter, supostas senhas e endereços de e-mail dos funcionários das duas empresas.

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