Christiane é mãe de Rafael Yared que morreu em 2009, em Curitiba.
O ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho é acusado pela morte do jovem.
O Ministério Público afirmou que está investigando o caso por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além de Rafael, Carlos Murilo de Almeida, que estava no carro de Rafael também morreu.
O advogado de Carli Filho, René Dotti, afirmou que o episódio é para criar comportamentos que não existiram. “Eu penso que isso aí é mais um expediente para atrair a atenção da opinião pública”, afirmou Dotti. Ainda segundo o jurista a família tenta criar um clima de terror contra o acusado.
saiba mais
O advogado Elias Mattar Assad, que representa a família Yared no
processo contra o ex-deputado, foi quem fez o primeiro contato com o
denunciante. A ligação, de acordo com Assad, foi feita de Guarapuava
no dia 15 de fevereiro. “O interlocutor declarou que necessitava muito
falar com a Sra. Christiane Yared, para informações importantes e
urgentes. Ficou estabelecido que no dia seguinte essa mesma pessoa
receberia uma ligação, por volta das 14h30, da própria Sra. Christiane
Yared no mesmo número que originou a chamada”, diz trecho na nota
divulgada pelo jurista.Na conversa, que foi editada pela família para evitar a identificação do delator, o homem afirma que a pessoa que foi contratada não está preocupada em manter o possível assassinato em segredo. Segundo ele, o homem está “garganteando” que recebeu R$ 300 mil para matar Christiane e está disposto a pagar R$ 50 mil para quem aceitar levá-lo para Curitiba.
Ouça a conversa entre o denunciante e Christiane Yared
Ainda conforme informações do denunciante, o homem contratado está em liberdade condicional e é “de periculosidade altíssima, é um homicida que mata brincando”. Além disso, um promotor que atua em Guarapuava também estaria condenado a morte.
Gilmar Yared, postou na quinta-feira (23), em uma rede social, a existência das ameaças, contrariando as orientações do Gaeco de não tornar pública o conteúdo da ligação. “Onde há fumaça, há fogo (...), eu achei por bem denunciar”, afirmou Gilmar Yared. Ele disse também que optou por divulgar a ligação porque o Gaeco não ofereceu segurança alguma à família. “Eles falaram para que nós ficássemos em casa e evitássemos sair”, complementou Yared. O Ministério Público não comenta as declarações.
A Christiane está internada porque sente fortes cólicas em decorrência de dois cistos diagnosticados nos ovários. “Tenho certeza que agravou em função desta preocupação da ameaça de morte”, afirmouYared.
Após a morte do filho, Christiane Yared, Gilmar Yared, fundaram o Instituto Paz no Trânsito (IPTRAN) que tem como objetivo apoiar as famílias de vítimas de acidentes de trânsito. Atualmente, 100 mães são atendidas por Christiane que é presidente do Instituto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário