Nélson Marinho perdeu filho de 40 anos em acidente aéreo de 2009
"Um dos meus desejos depois de perder o meu filho neste acidente aéreo vai ser realizado hoje, que é seu sepultamento digno. Depois de quase dois anos de espera, consegui os restos mortais dele e a sensação é de alento", desabafou o presidente da Associação das Vítimas do Voo 447.
Marinho entregou um documento do Sindicato de Pilotos Franceses com inúmeras reclamações sobre defeitos neste modelo de aeronave à presidente Dilma Rousseff, ministro Celso Amorim, e então ministro da Defesa Nélson Jobim. Sem resultados, ele recorreu este ano ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cesar Peluso, pedindo uma investigação paralela feita pelo Brasil sobre as responsabilidades do acidente.
"Precisamos de uma investigação paralela feita por brasileiros. Quando colocamos um órgão francês para investigar as causas de um acidente que envolve duas empresas francesas (a Airbus e a AirFrance), há interesses daquele país diretamente envolvidos", afirmou.
O mecânico de engrenagens Nelson Marinho Filho, que tinha 40 anos na época da tragédia, será enterrado nesta segunda-feira, às 16 horas, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Pelo menos outros dois brasileiros também já estão no país.
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