quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Ministro Joaquim Barbosa mantém quarentena da OAB


O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a liminar que havia impedido a Ordem dos Advogados do Brasil de estender a quarentena de três anos imposta a juízes aposentados que voltam a advogar a todo o escritório do ex-magistrado. Barbosa aceitou pedido do Conselho Federal da OAB e manteve a ampliação do impedimento, imposta em setembro, quando a Ordem decidiu, por unanimidade, que toda a banca que contrata ex-juiz não pode advogar na jurisdição em que ele atuou como magistrado.
Segundo o ministro, o princípio de liberdade de exercício de profissão não serve como fundamento para o pedido de suspensão da quarentena. Isso porque, cabe aos advogados a decisão de acolher ou não o magistrado aposentado em seus quadros.
Em relação ao âmbito territorial em que o aposentado pode atuar, Barbosa disse que tal restrição (artigo 95, inciso V) deve ser compreendida à luz da noção de jurisdição, "limitada ao alcance jurisdicional do órgão ao qual se refere a quarentena", afirmou na decisão.
Isto porque, segundo Barbosa, "sua vinculação pura e simples a uma unidade territorial acabaria por incluir, em contrariedade ao sentido da norma, mais de um órgão judicial específico na limitação imposta ao magistrado aposentado, considerada a sobreposição, em único território, de mais de um juízo ou tribunal".
A decisão, publicada nessa terça-feira (8/10), é a resposta do STF à medida cautelar formulada pelo conselho da OAB contra decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. No caso, o tribunal rejeitou pedido da Ordem e suspendeu a Ementa 018/2013/COP que impôs a quarentena.
Na Medida Cautelar enviada ao Supremo, a OAB afirma que o sentido da regra é preservar a imparcialidade do poder judiciário e evitar o tráfico de influência e a exploração do prestígio dos magistrados.
Além disso, a Ordem disse que a liminar [que suspende a quarentena] coloca em risco princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade, devido processo legal, ampla defesa e paridade de armas.
Decisões contrárias
A decisão do ministro Joaquim Barbosa é contrária aos recentes entendimentos dos Tribunais Regionais Federais. Em menos de uma semana, os presidentes do TRF-1 e do TRF-3 mantiveram decisão liminar — concedida em 20 de setembro pelo juiz Francisco Neves da Cunha, da 22ª Vara Federal do Distrito Federal — contra o ato da Ordem dos Advogados do Brasil.
Na liminar que havia suspendido a restrição, Neves da Cunha disse que a vedação constitucional “não pode desbordar da pessoa do magistrado” e, ao fazer isso, a OAB afrontou o princípio da razoabilidade.
No dia 30 de setembro, o desembargador Mário César Ribeiro, presidente do TRF-1 disse que não estavam configurados os pressupostos necessários para suspender a liminar. Segundo ele, não há “grave lesão aos bens tutelados” apenas por conta da possibilidade de novas decisões idênticas, como a OAB alegou no pedido de suspensão. Para ele, sem que seja demonstrada a real potencialidade ofensiva da decisão, ela não pode ser suspensa.
Com entendimento similar, o presidente do TRF-3 Newton De Lucca também manteve a liminar contrária ao ato da OAB. A decisão foi proferida na última sexta-feira (4/10) e determinou que não há risco à ordem administrativa ou ao interesse público que justificasse a suspensão da liminar.
Primeiro a impedir a restrição a escritórios imposta pela Ordem, o juiz federal Fabiano Lopes Carraro, da 21ª Vara Federal Cível de São Paulo, afirmou que ampliar a vedação de três anos sem advogar na jurisdição em que atuava, por meio de ato administrativo, faz “lembrar os atos de força do regime de exceção que a OAB, noutros tempos, tão arduamente combatia”.
Clique aqui para ler a decisão.

Maddie: Polícia prepara-se para divulgar foto de suspeito


Maddie: Polícia prepara-se para divulgar foto de suspeito

A polícia britânica prepara-se para divulgar uma fotografia do possível suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, segundo acaba de avançar a Sky News.


Recorde-se que Maddie desapareceu a 3 de Maio de 2007, na Praia da Luz, no Algarve.
A polícia quer interrogar um homem que, segundo testemunhas, foi visto a rondar o apartamento onde a criança estava na altura do seu desaparecimento.
Segundo a Sky News, nos próximos dias a Scotland Yard vai lançar um retrato-robot deste suspeito e na próxima segunda-feira serão divulgados mais pormenores.
«Na altura, darão mais informações sobre o que a testemunha disse ter visto sobre o comportamento do suspeito», acrescentou o meio de comunicação.

Piloto adoeceu em voo e passageiro aterrou avião



 
Piloto adoeceu em voo e passageiro aterrou avião Um piloto sentiu-se mal durante um voo, acabando por falecer depois. O único passageiro a bordo, ajudado via rádio por instrutores em terra, aterrou a aeronave em segurança, no Reino Unido, após três tentativas falhadas.
 
foto DR

 
O piloto de um pequeno avião comercial sentiu-se mal durante um voo e deu o alerta. A sua situação piorou e a responsabilidade de aterrar o avião acabou por recair no único passageiro a bordo, que nunca tinha pilotado.
"Por acaso fez uma aterragem bastante boa. Não conhecia o painel de instrumentos do avião, tinha as luzes desligadas, por isso aterrou completamente às cegas", disse Roy Murray, que trabalha numa escola de pilotagem no aeroporto de Humberside, no Reino Unido, e ajudou a orientar a aterragem de emergência.
"Creio que tinha viajado uma vez como passageiro, mas nunca tinha pilotado", acrescentou Murray. Em declarações ao jornal britânico "The Guardian", o instrutor disse que a grande preocupação foi evitar que o passageiro entrasse em pânico.
As estradas em redor do aeroporto foram encerradas e voos provenientes da Escócia e da Holanda foram retardados por causa do incidente.
À quarta tentativa, o avião aterrou em segurança, causando apenas uma explosão de alegria e aplausos no aeroporto de Doncaster, que tinha colocado em marcha o plano para aterragens de emergência.

Durão Barroso insultado por populares em Lampedusa


Durão Barroso insultado por populares em Lampedusa

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, foi hoje recebido na ilha de Lampedusa, juntamente com o primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, com insultos e gritos de «vergonha» e «assassinos».

Uma pequena multidão exibindo fotografias de refugiados africanos esperava os dois na ilha, onde Barroso se deslocou a convite do primeiro-ministro para homenagear as vítimas do naufrágio da semana passada, cujo balanço ascende já a perto de 300 mortos.
Barroso vai também apresentar um plano com que Bruxelas pretende reforçar a vigilância no Mediterrâneo.
A comitiva foi insultada até chegar ao local onde se encontram  os corpos de 289 mortos no naufrágio, que foi o primeiro ponto da visita.
A presidente da câmara, Giusi Nicolini, considerou que esta visita era «indispensável» para os responsáveis europeus e italianos verem a «imensa tragédia» que ali se vive.
«Penso que os governantes italianos deviam pedir desculpas às crianças e aos sobreviventes pela forma como o nosso país trabalha. Só depois poderemos exigir que a Europa cumpra as suas responsabilidades», disse Nicolini, citada pela ANSA.
O centro de acolhimento dos sobreviventes está superlotado e lamacento devido à chuva dos últimos dias. Os imigrantes têm exigido ser transferidos para lugares com melhores condições, mas o Governo italiano tem-nos mantido na ilha.
A seguir à visita a Lampedusa, Durão Barroso deverá reunir-se na base aeronáutica da guarda civil em Môle Favarolo com responsáveis da guarda-costeira, que, por lei, não pode ajudar, levando para bordo, por exemplo, imigrantes em dificuldades, e comrepresentantes de organizações não-governamentais e um grupo de refugiados sírios.
A comissária Malmström vai defender que a UE deve iniciar uma vasta operação de «segurança e salvamento» no Mediterrâneo, como os Estados-membros a fornecer navios e aviões e a garantirem os fundos que serão necessários.

Marcha de professores no Rio acaba em confrontos

Marcha de professores no Rio acaba em confrontos

por Sofia FonsecaOntem
Fotografia © REUTERS/Ricardo Moraes
Marcha de professores no Rio acaba em confrontos
Mais de 10 mil pessoas, professores e apoiantes, terão estado nas ruas do Rio de Janeiro na noite de segunda-feira. O protesto, que se queria pacífico, descambou em confrontos.
No Rio de Janeiro, grupos de manifestantes, supostos integrantes do Black Blocs (com as caras cobertas), tentaram invadir a Câmara e entraram em confronto com a polícia, que lançou gás lacrimogénio para os dispersar. Estes grupos usaram marretas e pedras para partir montras de lojas e vidros das cabines telefónicas, queimaram sacos do lixo e lançaram alguns cocktail molotov.
Nas ruas, estariam, segundo a polícia, cerca de 10 mil pessoas, e, segundo os organizadores, 50 mil. Os professores, sem concordar com a violência, acabaram por dispersar.
No Rio de Janeiro, os professores estão em greve há dois meses contra o novo plano de cargos e os salários que lhes estão a ser oferecidos. Cerca de 60 mil alunos estão a ser afetados pela paralisação.
Os sindicatos alertam que o novo plano para a carreira docente só afeta 7% dos professores (aqueles que trabalham 40 horas por semana na mesma escola). Atualmente, ganham 25 reais (8 euros) por hora.
Antes da manifestação, o presidente da Câmara da cidade, Eduardo Paes, lamentou a radicalização do protesto, numa entrevista à Rádio Globo. "Entendo que os professores têm que ganhar mais, mas o que peço é que os professores conheçam o plano, se aprofundem no que foi aprovado", disse. O autarca lembrou ainda que no Rio de Janeiro se chega a pagar o maior salário de professor do Brasil.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Professores em greve no Pará decidem manter paralisação

Categoria está em greve desde o último dia 23 de setembro.
Reunião com o Governo, realizada nesta terça, 7, não chegou a um acordo.

Do G1 PA
Os professores em greve no Pará decidiram manter a paralisação nesta terça-feira (8), após participar de uma reunião com Ministério Público do Estado (MPE), Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e Secretaria Estadual de Administração (Sead). Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Mateus Ferreira, uma assembleia entre a categoria será realizada nesta quarta-feira (9), para discutir os rumos da paralisação.
Durante a reunião desta terça (8), realizada na Procuradoria Geral do Estado (PGE), o governo apresentou duas minutas técnicas sobre as reivindicações dos professores, mas as expectativas da categoria não foram atingidas. “A reunião foi mais para debater esclarecimentos sobre as minutas. Apresentamos alguns pontos e ouvimos a contrapartida. O governo garantiu que não haverá prejuízos [salariais], mas apesar disso, não avançamos na redução da jornada de trabalho, por exemplo”, explicou Ferreira.
Por conta disso, a categoria continuará em greve. “Vamos ficar [em greve] até que a gente consiga avançar na negociação”, garantiu Ferreira. “A negociação pode continuar sem greve. O governo demonstra estar de portas abertas, procurando encaminhar as propostas. É preciso que haja consenso e que se pense no problema maior, no prejuízo que os alunos estão tendo”, contrapôs a promotora de justiça Graça Cunha, do MPE. Desde a última segunda-feira (7), o órgão está intermediando as negociações entre os professores e o governo.
Entre as reivindicações da categoria estão a regulamentação das horas suplementares, diminuição da jornada de trabalho, lei específica do sistema de ensino modular, eleições diretas para diretor, pagamento retroativo do piso salarial de 2011, reforma das escolas e da sede da Seduc, além da inclusão dos funcionários de escola no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).
Uma nova assembleia dos professores está marcada para esta quarta-feira (9), a partir das 9h, na Praça do Operário, no bairro de São Brás.

PM eleito vereador é preso suspeito de chefiar grupo de extermínio

Operação 'Ultimato' foi desencadeada pelo MP e polícias Civil e Militar.
Durante a ação seis pessoas foram presas e nove armas apreendidas.

Diego Souza Do G1 Vales de Minas Gerais
Resultado da operação foi divulgado durante entrevista coletiva pela major Lirliê, pelo promotor Evandro Ventura e pelos delegados Iure de Mota e Daniely Muniz. (Foto: Diego Souza/G1)Resultado da operação foi divulgado durante entrevista coletiva pela major Lirliê Aparecida, pelo promotor Evandro Ventura e pelos delegados Iure de Mota e Daniely Muniz. (Foto: Diego Souza/G1)

Fabiano Bino da Costa, de 37 anos, vereador de Central de Minas (MG), foi preso na manhã desta terça-feira (8), suspeito de envolvimento com uma organização criminosa que praticava homicídios na região. A prisão foi feita durante a operação "Ultimato", realizada em conjunto pelas Polícias Civil e Militar e o Ministério Público de Minas Gerais.

De acordo com o delegado Iure de Mota, outras cinco pessoas também foram detidas, três foram soltas após pagarem fiança pelo crime de porte ilegal de armas. Além do vereador, permanecem presos Areni Gomes de Souza e Welton Gonçalves da Silva.
As investigações começaram há cerca de 10 meses. Segundo o delegado, há indícios de que o grupo agia na região desde 2001, Welton Gonçalves da Silva e Areni Gomes de Souza seriam os executores dos crimes.
Fabiano Bino da Costa é Policial Militar aposentado. Em 2012 foi eleito vereador em Central de Minas pelo PDT. Segundo a polícia, ele teria assumido o comando da quadrilha após a morte do antigo líder, também policial da reserva, ocorrida em 27 de junho de 2012.
"As nossas investigações começaram em 2012, quando Lafayette Albino dos Santos, de 48 anos, foi morto em um local de intenso movimento em Central de Minas. Ele teria sido vítima de uma possível queima de arquivo, uma vez que tinha informações sobre outros homicídios praticados pela organização”, revela o delegado Iure de Mota.
O delegado destaca que as investigações ainda não permitem afirmar se o ex-líder também foi morto como queima de arquivo.
O resultado da operação foi divulgado no fim da tarde desta terça, na 8ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP) de Governador Valadares, durante entrevista coletiva com a participação da major da Polícia Militar, Lirliê Aparecida de Souza, pelo promotor Evandro Ventura da Silva e pelos delegados Iure de Mota e Daniely Muniz Oliveira.
Durante Operação "Ultimato", nove armas foram apreendidas. (Foto: Diego Souza/G1)
Pistolagem e queima de arquivo
Durante Operação 'Ultimato', nove armas foram
apreendidas. (Foto: Diego Souza/G1)
O promotor de justiça da comarca de Mantena, Evandro Ventura da Silva, diz que não é possível informar o número de assassinatos cometidos pelo grupo criminoso.
“Ainda não podemos afirmar, mas é possível dizer que os crimes começaram através da prática de pistolagem na região, envolvendo empresários e políticos da cidade. Com o passar do tempo a motivação dos crimes passou a ser queima de arquivo. O grupo tinha a prática de extorquir, ameaçar e até pegar dívidas para receber, devido a fama que vinha ganhando na região”, revela o promotor.
Ainda durante a operação, nove armas e várias munições foram apreendidas. Entre os suspeitos presos e que pagaram fiança, um é militar da ativa, e o outro, tenente aposentado. O terceiro é irmão do vereador preso. Segundo a polícia, o trio não teria envolvimento com o grupo criminoso. Eles foram presos por porte ilegal de armas.
Processo administrativo
Segundo a major Lirliê Aparecida de Souza, a Polícia Militar vai instaurar um processo administrativo para avaliar a permanência do Policial Militar na corporação.

“Este será o procedimento adotado em relação ao PM da ativa, preso por suspeita de posse irregular de arma de fogo. É preciso destacar que desde o início das investigações a PM deu todo o respaldo à Polícia Civil e ao Ministério Público para o esclarecimento dos fatos.”, diz a major.
Posicionamento
Até o momento da publicação desta reportagem os suspeitos não foram localizados para comentar sobre o assunto.

Truculência da polícia faz black blocs ganharem força, diz pesquisador

Por Clarice Sá - iG São Paulo 

Para Rafael Alcadipani, da FGV, ação dos manifestantes encapuzados deve ficar mais intensa em novos protestos

Glaucon Fernandes/Futura Press
Black blocs protestam no Rio de Janeiro
A atuação dos black blocs nos protestos do Rio de Janeiro e de São Paulo nesta segunda-feira (7) foi a mais violenta desde as passeatas de junho e tende a se intensificar, na avaliação de Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que conduz uma pesquisa sobre a série de manifestações que tomaram as ruas do País este ano.

Entenda o grupo: a pós protestos, Black Blocs chegam à 2ª geração no Brasil
"O que aconteceu ontem no Rio de Janeiro e em São Paulo foi um recrudescimento da forma deles atuarem. Eles foram mais preparados para o conflito. Havia pessoas com coquetel molotov, marreta, uma série de coisas. E essa tendência do black bloc sair para a violência simbólica, atacar símbolos do capitalismo, começar a ficar mais agressivo já se demonstrava no 7 de setembro", afirma Alcadipani.
Na noite desta segunda, no Rio, eles entraram em confronto com policiais que estavam dentro da Câmara Municipal. Picharam o muro, forçaram a entrada lateral, quebraram vidraças do prédio, e lançaram fogos de artifício nas entradas do prédio. Como resposta, receberam bombas e balas de borracha.
Mais:
Black blocs cativam e assustam manifestantes mundo afora
PM e black blocs entram em confronto nas proximidades da Câmara
Veja abaixo imagens do protesto desta segunda-feira:
Estudantes da USP organizaram um protesto em apoio aos professores grevistas do RJ. 
 Alcadipani atribui a ação mais intensa do grupo a uma resposta à atuação da força policial. "Se você analisar, os black blocs estavam meio fora das ruas do Rio de Janeiro, mas eles voltaram depois da violência da PM contra os professores. A convocação para os protestos foi para defender os professores", diz o pesquisador.
Na semana passada, professores foram duramente reprimidos durante manifestação no centro do Rio. Eles protestavam contra o plano de cargos e salários que estava em votação e foi aprovado pela Câmara. O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, reconheceu que houve excesso por parte da PM.
A tentativa de defesa dos professores, segundo o pesquisador, pode explicar essa simpatia maior que alguns grupos começam a ter pelos black blocs. A coordenadora Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Ivanete Conceição, afirmou na semana passada que o grupo passou a ganhar apoio de manifestantes que os viam com desconfiança. "Eles fazem parte do grupo. Eles são manifestantes também e usam a violência como estratégia", diz Alcadipani.


Troca de indexador pode reduzir dívidas de estados e municípios

Djalba Lima
Estados e municípios poderão pagar menos encargos de suas dívidas, com a troca do indexador das dívidas, do IGP-DI para o IPCA, e a redução dos juros fixos de 6% a 9% para 4% ao ano.  O assunto foi tratado nesta terça-feira (8), em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com a participação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator do Projeto de Lei Complementar 238/2013. Ele anunciou que a proposta deverá ser votada nesta quarta-feira (9) pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Em seguida, a matéria será enviada ao Senado.
A solução encontrada pelo relator, para viabilizar a votação,  foi excluir do projeto a parte que trata da convalidação (atribuição de efeito legal) dos incentivos concedidos sem a unanimidade do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).  Se o texto fosse aprovado, a lei complementar resultante flexibilizaria as regras de aprovação de convênios para legalizar situações do passado. Depois de afirmar ser favorável à convalidação, Eduardo Cunha disse que a manutenção dos dois assuntos no projeto estava travando sua tramitação na Câmara.
Cunha informou que o projeto a ser votado pela Câmara prevê a retroatividade a 1º de janeiro de 2013 do novo arranjo para as dívidas de estados e municípios, com “um gatilho na Selic”, ou seja, a taxa de juros básicos da economia será o limite máximo para os encargos. O relator anunciou também um Programa de Ajuste Fiscal em benefício das capitais.
Outro participante da audiência, o secretário executivo interino do Ministério da Fazenda, Dyogo de Oliveira, confirmou o entendimento dos parlamentares com a pasta. Segundo ele, a nova regra – do IPCA, mais juros reais de 4% ao ano – vale daqui para a frente. No período de 1º de janeiro à aprovação da nova lei, o teto para os encargos será a Selic.
Excluída do projeto, a convalidação dos incentivos fiscais poderá tramitar em proposta autônoma na Câmara dos Deputados ou no Senado, de acordo com o relator.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Bala de borracha volta a ser permitida contra "grupo de vândalos", diz Grella

Bala de borracha volta a ser permitida contra "grupo de vândalos", diz Grella
Bala de borracha volta a ser permitida contra "grupo de vândalos", diz Grella Secretário da Segurança diz que estado terá "força-tarefa" contra "baderna". (Reprodução/Portal G1) Clique para ampliar a imagem
Secretário da Segurança diz que estado terá 'força-tarefa' contra 'baderna'.
Na segunda-feira, 11 foram detidos após ataque a bancos e carro da PM.

O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, anunciou nesta terça-feira (8) que os policiais militares estão autorizados a usar bala de borracha contra grupos de vândalos durante manifestações públicas em São Paulo. Ele disse ainda que será criada uma força-tarefa para identificar e punir "baderneiros". Segundo Grella, o grupo de trabalho tem a missão de "impedir que uma minoria de baderneiros atrapalhe o direito de manifestação".

Os anúncios ocorrem no dia seguinte ao ato que foi encerrado com confronto e vandalismo na região da Praça da República. Ao todo, 11 manifestantes foram detidos na noite de segunda-feira (7). Ao menos oito agências tiveram vidros e caixas eletrônicos destruídos. Um carro da polícia foi virado e depredado.

Grella ainda disse que a policia poderá empregar a "força progressiva" em casos de vandalismo como os registrados na segunda. "Sim, inclusive a bala de borracha. Ela não retorna contra manifestantes. Estamos falando em grupo de vândalos, dessas pessoas, e não dos manifestantes", disse Grella.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia anunciado no dia 17 de junho que o uso de balas estava proibido em manifestações públicas. O anúncio foi feito quatro dias após um dos protestos de rua de junho terminar com vários feridos e pelo menos dois jornnalistas atingidos nos olhos. "Nós proibimos o uso de balas de borracha em manifestações públicas", afirmou Alckmin na ocasião.

Força-tarefa
Sobre a força-tarefa, Grella disse que participarão do grupo representantes das polícias Militar, Civil e ministério publico. O secretário afirmou ainda que a "dinâmica" ainda vai ser definida por delegados e promotores. "A força-tarefa será uma via rápida para apurar como esses criminosos agem. E não permitir que fiquem impunes. Basta de vandalismo e baderna", diz Grella. Questionado sobre a possível proibição de uso de máscaras, Grella apenas respondeu: "isso é irrelevante", disse.

Pela manhã, o governador Geraldo Alckmin disse que o vandalismo tinha extrapolado todos os limites. "Esse vandalismo extrapolou todos os limites. Inclusive, afasta manifestações legitimas de famílias. É inaceitável", disse o governador. "A polícia já está trabalhando. Todos serão identificados e vão responder por esses fatos."

Força progressiva
Procurador-geral da Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa disse que o Ministério Publico destacou um grupo de promotores da área da infância e juventude para trabalhar nessa Força-Tarefa "para identificar com maior rapidez aqueles que praticam condutas que colocam em risco o direito à livre manifestação e danos ao patrimônio".

Assista ao vídeo no Portal G1


Fonte: Portal G1

Alterações no texto adiam votação da PEC do Orçamento Impositivo

Alterações no texto adiam votação da PEC do Orçamento Impositivo

Da Redação
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) adiou, mais uma vez, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 22A/2000, que torna obrigatória a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento da União e cria uma fonte permanente de financiamento para a saúde pública. Com o adiamento desta terça-feira (8), a PEC deve ser votada na manhã de quarta-feira, como primeiro item da pauta.
O adiamento se deu em razão de alterações feitas pelo relator, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que levaram à concessão de vista coletiva aos senadores. Entre as alterações está a previsão de que os valores das emendas repassadas a estados e municípios não serão contabilizados na Receita Corrente Líquida (RCL). Segundo o senador, a mudança evitará o aumento de gastos desses entes, como as transferências para outros poderes.
- O estado receberia um determinado volume de recursos para investir na saúde e teria que colocar mais dinheiro nesses outros poderes e em outras áreas porque aumentaria a base de cálculo, a Receita Corrente Líquida – explicou.
Além disso, o senador retirou do texto a previsão de que a liberação das emendas dependeria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O objetivo é evitar que essa obrigatoriedade passe por novas condicionantes todos os anos, a cada LDO.
- A LDO é refeita todo ano e aí poderiam ser estabelecidas exigências adicionais todos os anos através da lei infraconstitucional. Não faz sentido colocar a obrigatoriedade como mandamento do texto permanente da Constituição e subordiná-la a uma lei infraconstitucional.
O senador também explicou ter tornado claro no texto que as transferências a estados e municípios serão efetivadas independentemente da adimplência do ente federativo. A intenção é impedir que sejam punidos os municípios em vez dos maus gestores.
Saúde
O substitutivo de Braga à PEC 22A/2000 limitou a vinculação de emendas parlamentares individuais ao Orçamento a 1% da RCL da União e tratou de tornar sua execução obrigatória. Também determinou a liberação desses recursos de forma equitativa, para afastar "favorecimentos, preferências e privilégios de qualquer sorte".
Além de destinar metade dessas emendas individuais para custear ações e serviços públicos de saúde, Braga estabeleceu a vinculação de 15% da RCL da União, de forma progressiva, até 2018 para financiamento do setor. A estimativa do relator é de que, com isso, a área da saúde ganhe mais de R$ 50 bilhões entre 2013 e 2018. A ideia é superar a defasagem da União frente a estados e municípios quanto ao financiamento da saúde pública.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Funcionários da Suzano Papel e Celulose morrem “Carbonizados” ao tentar apagar fogo em eucalipto

Por Antonio Marcos
Mortos Aarbonizados
Corpos das vítimas, mortos carbonizados no momento em que eram resgatados pelo corpo de Bombeiros
Cidelândia – Uma tragédia foi registrada neste sábado no município de Cidelândia. Três trabalhadores, identificados como Edione Pereira Souza, funcionário da Suzano, Renato Cunha Linhares e Luís Fontinelli, funcionários da empresa Emflors, que presta serviços para a Suzano, morreram “carbonizados”, segundo informações, quando tentavam apagar um fogo que consumia toda vegetação de uma fazenda, inclusive uma plantação de eucalipto, pertencentes às referidas empresa.
Ainda de acordo com informações colhidas no local, os homens não tinham técnicas de combate a incêndio e também estariam trabalhando sem equipamentos de segurança.
O caso que já ganhou repercussão em todo estado deve se tornar objeto de investigação. O titular deste blog (Antonio Marcos) teve no local onde checamos “in loco” a situação.
Todas as informações (MATÉRIA EM VIDEO) no Programa Açailândia Urgente da TV CIDADE CANAL 5 (BAND AÇAILÂNDIA) desta segunda-feira (7) a partir das 12h30, com Antonio Marcos; Antonio Martins e Alexssandro Bbzão.
Foto/Isisnaldo Lopes

Maioria dos trabalhadores resgatados em trabalho escravo é do Maranhão

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que de 1995 a 2011 foram resgatadas 41,6 mil pessoas

por Agência Brasil
O Maranhão é um dos principais estados de origem dos trabalhadores resgatados em todo o país em trabalho escravo. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que de 1995 a 2011 foram resgatadas 41,6 mil pessoas. Desses, a organização não governamental (ONG) Repórter Brasil estima que 28,31% são maranhenses.

Em Vargem Grande, no interior estado, esses trabalhadores não são apenas números ou percentuais. Eles têm nome: José, Genival, Mateus, Sebastião, entre outros. A Agência Brasil e a TV Brasil visitaram dois povoados na zona rural da cidade, Riacho do Mel, com 68 famílias, e Pequi da Rampa, com 42. Em todas as casas, há algum morador, parente ou amigo próximo que deixou a comunidade para se submeter a péssimas condições de trabalho.
As histórias se repetem. São a falta de oportunidade no povoado e a vontade de melhorar de vida que levam os trabalhadores a ir para estados como São Paulo, Pará, Mato Grosso e Goiás. Grande parte trabalhou e trabalha no corte da cana. Na maioria dos casos, antes de deixar as comunidades, eles sabem das longas jornadas e das dificuldades que encontrarão. Mas acreditam que o esforço dos anos fora é compensado pela geladeira, televisão ou moto - objetos mais cobiçados - que compram quando voltam.
Na zona rural de Vargem Grande, as principais fontes de renda são a roça e o babaçu. Com o dinheiro que se ganha, não é possível comprar mais do que o necessário para viver e sustentar a família. Na cidade, também não há muita oferta de emprego, o município tem um dos 300 piores índices de Desenvolvimento Humano, ocupa a 5.293ª posição em um ranking de 5.565, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. A renda por pessoa é de R$ 165,37 por mês.
“Na quinzena eu ganhava, em média, R$ 380, R$ 400. Aqui é dinheiro que eu não pegava nem no ano. Melhorou muito”, diz Genival Morais da Silva. Ele tem 30 anos e mora em Pequi da Rampa. Em 2007, passou nove meses em São Paulo, trabalhando no corte da cana. “Quando voltei, comprei uma motosserra, uma moto e uma geladeira. Aqui eu não ia conseguir”.
Maioria dos trabalhadores resgatados em trabalho escravo é do Maranhão (Foto: Agência Brasil)
Maioria dos trabalhadores resgatados em trabalho escravo é do Maranhão (Foto: Agência Brasil)
Em São Paulo, Genival dividiu um quarto com quatro pessoas. Ele acordava às 2h para fazer comida e pegar o ônibus às 5h. Trabalhava até as 16h. Quando chegava ao barraco - como ele mesmo define - onde morava, ainda lavava a roupa e fazia o jantar. Desse tempo, ele guarda duas fotos, pelas quais pagou R$ 8. “As fotos são do dia 15 de agosto. Foi o dia em que o facão caiu da minha mão. Fazia muito frio, não consegui segurar”. Quando voltou para a comunidade, Silva casou-se e teve uma filha. Para ele, esse trabalho ficou para trás.
Cada trabalhador que vai e volta com dinheiro acaba incentivando os demais. Foi assim na família de Maria Batista dos Reis, moradora de Riacho do Mel. Os três filhos passaram ou passam por essa experiência. Mateus Batista dos Reis é um deles. Trabalhou quatro anos no corte da cana, um ano como tratorista e dez meses como motorista, tudo na mesma usina em São Paulo. Voltou com R$ 35 mil. O dinheiro lhe deu uma casa, uma vendinha, dois açudes para pesca e um carro.
“Eu tinha uns parentes que foram para lá e chegaram com algum dinheiro. A gente fica com aquela vontade de ir também e conseguir alguma coisa. Porque aqui não tem serviço, não tem emprego. Vamo pra lá por conta disso”, diz Reis. Ele e o irmão Matias estão de volta. Maria, no entanto, aguarda o retorno de Ananias, há cinco anos em São Paulo. “Se fosse por mim, eles nunca tinham ido, mas querem dinheiro. Não posso privar. São de maior [maior de idade]. Mas, fico preocupada demais”, diz a mãe.
Ir é fácil. Os chamados gatos são acessíveis na cidade, eles são responsáveis pela comunicação entre as empresas e os trabalhadores. “Toda sexta-feira sai um ônibus ali da avenida [BR 222] cheio de gente e vai deixando. Deixa em Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, onde eles acham lugar para ir trabalhar”, diz Maria Helena da Silva, moradora de Pequi da Rampa e integrande da Cáritas, entidade vinculada à Igreja Católica, que atua no combate ao trabalho escravo na região.
De acordo com Helena, os principais destinos são São José dos Campos (SP), para o corte da cana, e Ribeirão Preto (SP), para a construção civil. Outro destino comum é Rio Verde (GO). “Tem uma rua lá onde todo mundo é de Vargem Grande ou Nina Rodrigues [município vizinho]. Trabalham lá no que o pessoal de Goiás não quer de jeito nenhum. Aí eles chamam as pessoas do Maranhão”, diz. A principal atividade em que atuam é o abate de frango.

PT, PSDB e aliados disputam 'melhor tradução' para decisão de Marina Silva

PT, PSDB e aliados disputam 'melhor tradução' para decisão de Marina Silva

Os primeiros afirmam que o projeto de Aécio Neves, senador mineiro que deve ser o nome do PSDB na sucessão ao Planalto, é o principal atingido pelo acordo

 por Agência Estado
Petistas, tucanos e seus aliados entraram numa disputa pela "melhor tradução" do anúncio da parceria entre a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Os primeiros afirmam que o projeto de Aécio Neves, senador mineiro que deve ser o nome do PSDB na sucessão ao Planalto, é o principal atingido pelo acordo. Os segundos adotaram o discurso de que a união de Marina e Campos, dois antigos aliados dos petistas, fortalecerá a oposição à presidente Dilma Rousseff
 Ao participar de evento neste domingo, 06, na zona leste da capital paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tentará a reeleição no ano que vem, afirmou ter ficado "feliz" com o acordo da ex-ministra do Meio Ambiente com o governador de Pernambuco para a disputa ao Planalto. Alckmin negou que a parceria venha a prejudicar Aécio."Estava preocupado de ela (Marina) não se filiar a nenhum partido e se autoexcluir do processo eleitoral", disse o governador, referindo-se ao fato de a Rede, partido que a ex-ministra queria criar Alckmin, ter sido rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral por falta de assinaturas de apoio. "A decisão é dela, mas eu fiquei feliz com ela ter se filiado porque isso garante a sua participação no cenário político-eleitoral do ano que vem. Fortalece a democracia."

O ex-ministro José Dirceu, ainda influente no PT apesar de condenado no julgamento do mensalão, defendeu a tese de enfraquecimento do projeto de Aécio. "Na ocasião, em abril, chamávamos atenção para o fato de a Rede enfrentar dificuldades para sua criação. E que a candidatura de Marina não atendia a estratégia da oposição. Daí a união com um candidato da oposição De qualquer forma, essa mudança do quadro eleitoral não é necessariamente contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT. Pode ser que Aécio Neves seja o principal perdedor. Basta avaliar o novo cenário, se tudo se confirmar no final do prazo legal", escreveu Dirceu em seu blog na internet. "Mas sem dúvida a aliança Marina-Eduardo muda o quadro eleitoral de 2014", afirmou o petista.
ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), firmaram parceria (Foto: Agência Brasil)
ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), firmaram parceria (Foto: Agência Brasil)
Líder do PT na Câmara, o deputado federal cearense José Nobre Guimarães bateu na mesma tecla no Twitter. "Quem deve estar muito preocupado com essa aliança é o PSDB", escreveu o petista.
‘Zeros’
Secretário da Saúde do governo de seu irmão Cid Gomes no Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes afirmou neste domingo que Marina e Campos são "dois zeros". "Eles não têm proposta para o Brasil. São dois zeros. O Brasil precisa de reflexão. O debate que está aí é alienado. Exceto Dilma (Rousseff), quais dos pré-candidatos têm propostas? O que Marina entende de economia? O Brasil tem jeito e para cada desafio tem quatro soluções, mas os candidatos não têm essas soluções. Não têm plano", afirmou Ciro, que até a semana passada integrava o PSB do governador de Pernambuco. Agora, ele está filiado ao recém-criado PROS.
Ciro defende a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Ele é um dos cotados para ajudar na coordenação da campanha da petista no Nordeste.

Egito: confrontos deixam 34 mortos e mais de 200 feridos.

Egito: confrontos deixam 34 mortos e mais de 200 feridos.

O domingo (6) foi de confrontos no Egito  entre manifestantes contrários ao governo e as forças de segurança, deixando pelo menos 34 mortos e 209 feridos. Segundo Khaled Al Khatib, responsável pelos serviços de urgência egípcios, 30 pessoas morreram no Cairo (a capital), a maioria na Praça Tahir, símbolo da resistência civil no país, e quatro no Sul do Egito. Durante os confrontos, 423 pessoas foram detidas.
No Cairo, os incidentes envolveram simpatizantes do presidente deposto, Mohamed Mursi, e policiais. No dia 4, quatro pessoas morreram na capital durante confrontos entre os simpatizantes de Mursi, opositores e as forças de segurança.
Mursi foi destituído e detido pelo Exército em 3 de julho, depois de manifestações de milhões de egípcios exigindo sua renúncia. Os militares nomearam um governo interino encarregado de reescrever a Constituição e de organizar eleições legislativas e presidenciais para o início de 2014.
Desde 14 de agosto, no entanto, há uma campanha de repressão contra os simpatizantes de Mursi e, em particular, a Irmandade Muçulmana, organização que apoia o presidente deposto. Mais de 2 mil integrantes da organização são mantidos presos pelos militares egípcios.
O Ministério do Interior chamou alguns dos feridos e detidos de sabotadores e responsabilizou os manifestantes pelo uso de armas de fogo durante os incidentes, o que, alega, obrigou a polícia a intervir. (*) Fonte: Agência Brasil.

Helicóptero cai em praça de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo

De acordo com os bombeiros, três pessoas ficaram levemente feridas
Do R7*, com Agência Record
Destroços da aeronave na praça da Bíblia João Paulo Bechara/Internauta
Um helicóptero caiu na praça da Bíblia, que fica na avenida Goiás, esquina com a avenida Senador Roberto Simonsen, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, por volta das 12h30 desta sexta-feira (4). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros.

O helicóptero Águia-21, do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, foi chamado e pousou no local para dar apoio à ocorrência. De acordo com os bombeiros, quatro pessoas ficaram levemente feridas com a queda: três ocupantes da aeronave e uma mulher que estava na praça.
Jair Carlos, aposentado, testemunhou a queda da aeronave. Ele estava atravessando a avenida Goiás, sentido praça da Bíblia, quando ouviu o barulho e se abaixou.
— Foi um barulho estrondoso, me assustei.
A avenida Goiás chegou a ser interditada na altura da rua Major Carlos e da Espírito Santo, segundo informações da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. Às 14h20, a via foi liberada.
Leia mais notícias de São Paulo 
*Colaborou Thiago Pássaro, estagiário do R7

Cinco acidentes em rodovias federais deixam pelo menos cinco mortos

Três pessoas morreram vítimas de atropelamento por veículo na BR-101.
Colisões ocorreram entre noite de sábado e madrugada deste domingo.

Do G1 SC
Veículo do acidente ocorrido em Araquari ficou totalmente destruído (Foto: Cinthia Raasch/ RBS TV)Veículo do acidente ocorrido em Araquari ficou totalmente destruído (Foto: Cinthia Raasch/ RBS TV)
Cinco acidentes com morte foram registrados em rodovias federais de Santa Catarina entre o início da noite de sábado (5) e a madrugada deste domingo (6). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), pelo menos cinco pessoas morreram, três por atropelamento na BR-101, e outras duas ficaram gravemente feridas.
Uma colisão entre três veículos na BR-116, em Correia Pinto, na Serra, deixou uma vítima fatal próximo às 18h50 deste sábado (5). De acordo com a PRF, Vinicius Muller Pires, 23 anos, que pilotava uma motocicleta morreu no local. A polícia não informou as circunstâncias do acidente, que envolveu um Golf e um Voyage. O motorista e a passageira do Golf, bem como o condutor e os três que estavam no Voyage não sofreram ferimentos.
Em Araquari, no Norte do estado, Klaiton Kastehlen, de 31 anos, morreu após o automóvel que estava dirigindo, um Gol, bater frontalmente contra um Audi. O motorista e os dois passageiros do Audi tiveram ferimentos leves. A PRF informou que o acidente aconteceu por volta das por volta das 18h30 na BR-280.
Atropelamentos na BR-101
Em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, um homem de 61 anos que se encontrava fora do veículo, às margens da BR-101, foi atropelado por um Polo perto das 19h50 deste sábado (5). O carro acabou batendo na traseira de uma Toyota, que se chocou contra um Volvo. Os policiais informaram que Pedro Antunes de Souza, 61 anos, que morreu na hora era condutor da Toyota. Ele estava parado na pista quando foi atingido.
Segundo a PRF, o condutor e a passageira do Polo, uma idosa de 77 anos, tiveram lesões graves e foram encaminhados para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão. A unidade disse que não podia dar informações sobre o estado clínico deles.
Por volta das 3h20 deste domingo (6), uma pessoa ainda não identificada pela polícia morreu após ser atropelada por um carro na BR-101. O motorista, de 19 anos, teve lesões leves. O acidente ocorreu no km 427, na cidade de Sombrio, no Sul do estado.
Um pedestre também morreu na noite de sábado (5) após ser atingido por uma Pegeot na mesma rodovia. O choque aconteceu no km 250, em Paulo Lopes, município da Grande Florianópolis, por volta das 19h. Conforme a PRF, Danilo Nogueira Andrade, de 23 anos, morreu no local. O condutor ficou levemente ferido.

Idosa morre após carro onde estava sair da pista e bater em boca de lobo

Idosa morre após carro onde estava sair da pista e bater em boca de lobo

Acidente ocorreu na BR-101, em Sombrio, às 12h45 de
Mulher chegou a ser levada para hospital, mas teve parada cardíaca.

Do G1 SC

Uma idosa de 62 anos morreu após um acidente de carro na BR-101, em Sombrio, no Sul de Santa Catarina, no início da tarde de domingo (6). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ocorrência foi registrada às 12h45 no km 436. A mulher chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu a caminho do hospital.
A PRF informou que o veículo, um Duster com placas de Balneário Camboriú, no Litoral Norte, saiu da pista e bateu em uma boca de lobo. No automóvel, estavam mãe, pai e filha. De acordo com os bombeiros, a idosa faleceu antes de chegar ao Hospital Dom Joaquim, de Sombrio. Ela teve uma parada cardíaca.
O marido dela, de 67 anos, dirigia o carro no momento do acidente. Conforme as informações da polícia, o homem saiu ileso. A filha deles, de 34 anos, teve ferimentos leves.
Outro acidente em Sombrio
Por volta das 3h20 de domingo (6), uma pessoa ainda não identificada pela polícia morreu após ser atropelada por um carro na BR-101. O motorista, de 19 anos, teve lesões leves. O acidente ocorreu no km 427 da BR-101.

domingo, 6 de outubro de 2013

Atentados deixam 30 mortos no Iraque
(AFP) – 7 hours ago 
Kirkuk — Pelo menos 30 pessoas, incluindo 10 crianças, morreram neste domingo em atentados no Iraque, incluindo ataques contra uma delegacia e uma escola na região norte do país.
Cinco policiais e 10 estudantes morreram em atentados com carros-bomba contra uma delegacia de polícia e uma escola vizinha na localidade xiita turcomana de Qabat, perto da fronteira com a Síria.
As explosões também deixaram 44 feridos, informou Abdulal Abas, funcionário do governo local.
A explosão na escola provocou o desabamento do teto do edifício.
Em Bagdá, um homem-bomba matou nove peregrinos xiitas e feriu outros 20, um dia depois de outro ataque similar que matou 49 peregrinos xiitas.
A explosão aconteceu no bairro de Qahira, norte de Bagdá, quando os peregrinos caminhavam para um santuário em uma cerimônia em homenagem ao imã Mohamed al-Jawad, o nono imã do islã xiita.
Outro atentado ao leste de Bagdá matou cinco pessoas de deixou 15 feridas. Um integrante das forças de segurança cyrdas morreu em um ataque em Kirkuk, ao norte do país.
No sábado, vários atentados no Iraque provocaram 73 mortes.

Maioria dos trabalhadores resgatados em trabalho escravo é do Maranhão

Maioria dos trabalhadores resgatados em trabalho escravo é do Maranhão

Mariana Tokarnia - Agência Brasil 

- O Maranhão é um dos principais estados de origem dos trabalhadores resgatados em todo o país em trabalho escravo. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que de 1995 a 2011 foram resgatadas 41,6 mil pessoas (Maristela Leão/Creative Commons)
Vargem Grande (MA) - O Maranhão é um dos principais estados de origem dos trabalhadores resgatados em todo o país em trabalho escravo. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que de 1995 a 2011 foram resgatadas 41,6 mil pessoas. Desses, a organização não governamental (ONG) Repórter Brasil estima que 28,31% são maranhenses.
Em Vargem Grande, no interior estado, esses trabalhadores não são apenas números ou percentuais. Eles têm nome: José, Genival, Mateus, Sebastião, entre outros. A Agência Brasil e a TV Brasil visitaram dois povoados na zona rural da cidade, Riacho do Mel, com 68 famílias, e Pequi da Rampa, com 42. Em todas as casas, há algum morador, parente ou amigo próximo que deixou a comunidade para se submeter a péssimas condições de trabalho.
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As histórias se repetem. São a falta de oportunidade no povoado e a vontade de melhorar de vida que levam os trabalhadores a ir para estados como São Paulo, Pará, Mato Grosso e Goiás. Grande parte trabalhou e trabalha no corte da cana. Na maioria dos casos, antes de deixar as comunidades, eles sabem das longas jornadas e das dificuldades que encontrarão. Mas acreditam que o esforço dos anos fora é compensado pela geladeira, televisão ou moto - objetos mais cobiçados - que compram quando voltam.
Na zona rural de Vargem Grande, as principais fontes de renda são a roça e o babaçu. Com o dinheiro que se ganha, não é possível comprar mais do que o necessário para viver e sustentar a família. Na cidade, também não há muita oferta de emprego, o município tem um dos 300 piores índices de Desenvolvimento Humano, ocupa a 5.293ª posição em um ranking de 5.565, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. A renda por pessoa é de R$ 165,37 por mês.
“Na quinzena eu ganhava, em média, R$ 380, R$ 400. Aqui é dinheiro que eu não pegava nem no ano. Melhorou muito”, diz Genival Morais da Silva. Ele tem 30 anos e mora em Pequi da Rampa. Em 2007, passou nove meses em São Paulo, trabalhando no corte da cana. “Quando voltei, comprei uma motosserra, uma moto e uma geladeira. Aqui eu não ia conseguir”.
Em São Paulo, Genival dividiu um quarto com quatro pessoas. Ele acordava às 2h para fazer comida e pegar o ônibus às 5h. Trabalhava até as 16h. Quando chegava ao barraco - como ele mesmo define - onde morava, ainda lavava a roupa e fazia o jantar. Desse tempo, ele guarda duas fotos, pelas quais pagou R$ 8. “As fotos são do dia 15 de agosto. Foi o dia em que o facão caiu da minha mão. Fazia muito frio, não consegui segurar”. Quando voltou para a comunidade, Silva casou-se e teve uma filha. Para ele, esse trabalho ficou para trás.
Cada trabalhador que vai e volta com dinheiro acaba incentivando os demais. Foi assim na família de Maria Batista dos Reis, moradora de Riacho do Mel. Os três filhos passaram ou passam por essa experiência. Mateus Batista dos Reis é um deles. Trabalhou quatro anos no corte da cana, um ano como tratorista e dez meses como motorista, tudo na mesma usina em São Paulo. Voltou com R$ 35 mil. O dinheiro lhe deu uma casa, uma vendinha, dois açudes para pesca e um carro.
“Eu tinha uns parentes que foram para lá e chegaram com algum dinheiro. A gente fica com aquela vontade de ir também e conseguir alguma coisa. Porque aqui não tem serviço, não tem emprego. Vamo pra lá por conta disso”, diz Reis. Ele e o irmão Matias estão de volta. Maria, no entanto, aguarda o retorno de Ananias, há cinco anos em São Paulo. “Se fosse por mim, eles nunca tinham ido, mas querem dinheiro. Não posso privar. São de maior [maior de idade]. Mas, fico preocupada demais”, diz a mãe.
Ir é fácil. Os chamados gatos são acessíveis na cidade, eles são responsáveis pela comunicação entre as empresas e os trabalhadores. “Toda sexta-feira sai um ônibus ali da avenida [BR 222] cheio de gente e vai deixando. Deixa em Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, onde eles acham lugar para ir trabalhar”, diz Maria Helena da Silva, moradora de Pequi da Rampa e integrande da Cáritas, entidade vinculada à Igreja Católica, que atua no combate ao trabalho escravo na região.
De acordo com Helena, os principais destinos são São José dos Campos (SP), para o corte da cana, e Ribeirão Preto (SP), para a construção civil. Outro destino comum é Rio Verde (GO). “Tem uma rua lá onde todo mundo é de Vargem Grande ou Nina Rodrigues [município vizinho]. Trabalham lá no que o pessoal de Goiás não quer de jeito nenhum. Aí eles chamam as pessoas do Maranhão”, diz. A principal atividade em que atuam é o abate de frango.
Edição: Fernando Fraga
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