segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pela 4ª vez, Justiça tenta notificar Iesa de suspensão das demissões no RS

Pela 4ª vez, Justiça tenta notificar Iesa de suspensão das demissões no RS

Despacho foi emitido no último sábado (24), concedendo liminar ao MPT.
Justiça também determina que funcionários fiquem em licença remunerada.

Do G1 RS
Fechamento de fábrica da Iesa provoca demissões em massa em Charqueadas (Foto: Reprodução/RBS TV)
Iesa havia anunciado demissão em massa de
trabalhadores na unidade de Charqueadas
(Foto: Reprodução/RBS TV)
A Justiça do Trabalho fará pela manhã uma nova tentativa de notificar a Iesa Óleo & Gás sobre a decisão que suspendeu a demissão de mil trabalhadores da fábrica de Charqueadas, na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul. Outras três tentativas foram realizadas durante o fim de semana, mas sem sucesso. O desligamento em massa dos funcionários estava marcado para esta segunda-feira (24).
O despacho judicial foi emitido no sábado (22), menos de 24 horas depois da ação impetrada pelo MPT, e prevê multa de R$ 100 milhões em caso de descumprimento. O dececisão, da juíza do Trabalho Lila Paula Flores França, da Vara de São Jerônimo, também determina que os trabalhadores sejam colocados em licença remunerada.
"Não resta dúvida de que a situação é grave, pois Charqueadas e São Jerônimo são municípios pequenos e grande parte da economia local dependia das atividades da empresa ré. São, no mínimo, 950 famílias que estão prestes a perder seu modo de subsistência: o posto de trabalho. O prejuízo econômico, familiar e comunitário é impactante", escreveu a juíza no despacho.
A Iesa Óleo & Gás investiu R$ 100 milhões na construção da fábrica de Charqueadas para produzir módulos de plataformas de petróleo, em um negócio de R$ 1,3 bilhão com a Petrobras. A empresa, que tem mais de mil trabalhadores e gera outros cinco mil empregos indiretos, já enfrentava dificuldades financeiras, tendo entrado, recentemente, com pedido de recuperação judicial. Instalada no Polo Naval do Jacuí, a companhia rescindiu o contrato com a Petrobras, em uma decisão tomada pela estatal na última terça-feira (18).
O presidente da empresa, Valdir Lima Carreiro, e o diretor de operações, Otto Garrido Sparenberg, haviam sido presos pela Polícia Federal na operação Lava Jato. Eles são suspeitos de participar do esquema de pagamento de propina a políticos para obter contratos com a Petrobras. Os executivos já foram liberados.

Diretor entrega notas de pagamentos de R$ 8,8 mi a suposto operador

Diretor entrega notas de pagamentos de R$ 8,8 mi a suposto operador

Dinheiro seria propina para manutenção de contratos na Petrobras, diz defesa.
Pagamento foi feito a empresário que teria ligações com diretoria da estatal.

Fernando Castro* Do G1 PR
Comprovante de pagamento de propina da Galvão Engenharia (Foto: Reprodução)Cópia de uma das notas apresentadas pelo dirigente da Galvão Engenharia como comprovante de pagamento de propina ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras (Foto: Reprodução)
A defesa de Erton Medeiros Fonseca, diretor da Galvão Engenharia preso pela Operação Lava Jato, enviou à Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (24) comprovantes de pagamentos de R$ 8.863.000 referentes a uma suposta propina repassada pela construtora ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
Segundo os advogados de Fonseca, os pagamentos foram feitos ao empresário Shinko Nakandakari – apontado pelo dirigente da Galvão Engenharia como operador da Diretoria de Serviços da Petrobras, à época comandada por Renato Duque –, para evitar que a empreiteira fosse prejudicada em contratos que mantinha com a estatal do petróleo.
O documento anexado ao processo da Lava Jato pela defesa de Fonseca mostra que a Galvão Engenharia efetuou 20 transferências para a LFSN Consultoria, nas contas de Luis Fernando Sendai Nakandakari e Juliana Sendai Nakandakari, sócios da empresa. Os repasses foram feitos entre 8 de janeiro de 2010 e 25 de junho de 2014.
À frente da defesa do diretor da Galvão Engenharia, o advogado Pedro Henrique Xavier disse ao G1 na última terça (18) que seu cliente admitiu aos delegados federais ter pago suborno para executar contratos com a petroleira. Na ocasião, Xavier não havia revelado para qual diretoria da Petrobras a propina era paga.
No documento enviado nesta segunda-feira à Polícia Federal, os advogados voltam a ressaltar que Fonseca pagou propina sob a "efetiva ameaça de retaliação das contratações que a Galvão Engenharia S/A tinha com a Petrobras".
Ainda de acordo com o criminalista, seu cliente afirmou durante depoimento à PF que o ex-deputado José Janene (PR), antigo líder da bancada do PP, afirmou que a Galvão Engenharia seria prejudicada em contratos firmados com a estatal caso não pagasse o suborno. Janene era um dos réus do processo do mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, porém, não chegou a ser condenado porque morreu em 2010, antes de o julgamento ser realizado.
Em nota enviada ao G1, a assessoria do Partido Progressista disse que o partido "não tem conhecimento oficial do teor dos depoimentos, mas está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações."
'Grupo A'
Em outra petição encaminhada nesta segunda-feira à Polícia Federal, a defesa de Erton Fonseca reafirmou que a Galvão Engenharia não participou de "qualquer conluio, cartel ou combinação envolvendo procedimentos licitatórios da Petrobrás".
De acordo com os advogados, a empreiteira chegou a integrar o chamado "grupo A", que reunia empresas bem avaliadas em um ranking elaborado pela própria Petrobras para classificar suas fornecedoras de serviços de engenharia. Conforme o defensor, de uma hora para outra, a empresa deixou de receber, "sem motivo aparente", cartas-convite de inúmeros processos licitatóriso para os quais estava apta e tecnicamente capacitada a enviar propostas".
Entre 2006 e 2014, ressaltou a defesa, a Galvão Engenharia enviou mensagens e requerimentos à Petrobras solicitando sua inclusão nos processos licitatórios de obras da petroleira, já que "não havia razões técnicas para que fosse impedida de apresentar propostas".
"Caso a Galvão Engenharia S/A integrasse qualquer esquema ou combinação nos processos licitatórios, não precisaria repetidamente requerer à Petrobrás que fosse convidada para participar dos certames mesmo estando tecnicamente habilitada para tanto, nem reforçar a todo tempo que possuía condições de realizar as obras em preço competitivo", alega a defesa.
Acareação
A petição anexada nesta segunda-feira ao processo da Lava Jato destaca que o executivo da Galvão Engenharia aceita se submeter a uma acareação com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e com o doleiro Alberto Youssef, ambos presos pela operação Lava Jato sob a acusação de integrarem a organização criminosa que tinha tentáculos na estatal. Os dois admitiram à Justiça que eram os operadores da suposta cota do PP no esquema de corrupção.
A defesa de Fonseca alega que o fato de o diretor da empreiteira se colocar à disposição da Justiça demonstra que ele foi "vítima" de crimes praticados pelos dirigentes da petroleira.
Duque
Em depoimento prestado à PF, Renato Duque, que está preso preventivamente na Superintendência da PF em Curitiba, negou ter participado ou ter tido conhecimento de qualquer esquema de propina na Petrobras.
O ex-diretor também negou ter conhecimento de que Pedro Barusco, gerente da estatal subordinado a ele, tivesse recebido propina ou mesmo que mantivesse contas bancárias no exterior. Barusco assinou um acordo de delação premiada no qual se compromete a devolver cerca de US$ 100 milhões aos cofres públicos.
O G1 tentou contato com o advogado Alexandre Oliveira, que coordena a defesa de Renato Duque, mas ele não atendeu às ligações.
* Colaborou o G1, em Brasília
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

VALE ESTE 4 - Arte quem é quem Lava Jato (Foto: Editoria de Arte G1)

Órgão regulador dos EUA faz investigação sobre a Petrobras

Órgão regulador dos EUA faz investigação sobre a Petrobras

SEC solicitou documentos à empresa brasileira na última sexta-feira (21).
Informações foram solicitadas porque estatal negocia ações em Nova York.

Do G1, em São Paulo
A Securities and Exchange Commission (SEC) socilitou na última sexta-feira (21) à Petrobras documentos relativos a uma investigação que o órgão está fazendo sobre a empresa brasileira, informou a estatal nesta segunda-feira (24). A SEC é o órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos e que, no Brasil, seria correspondente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Petrobras tem ações negociadas nos mercados de Nova York, o que justifica o interesse dos EUA nas denúncias.

Em comunicado, a empresa informou que os documentos serão enviados "após um trabalho conjunto com o escritório nacional Trench, Rossi e Watanabe Advogados e com o norte-americano Gibson, Dunn & Crutcher, já contratados pela Petrobras para fazer uma investigação interna independente".

"A Petrobras reitera o seu compromisso de atender as autoridades públicas americanas com o mesmo empenho que vem atendendo as autoridades públicas brasileiras", finaliza o texto.
A estatal não informou quais documentos a SEC pediu.
No dia 10 de novembro, o jornal britânico “Financial Times” informou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra a Petrobras por conta das denúncias de corrupção na companhia. De acordo com a reportagem, as autoridades dos Estados Unidos estão investigando se a estatal ou funcionários da empresa receberam propina.  O jornal diz que as autoridades dos EUA querem saber se a Petrobras, seus funcionários ou intermediários violaram o Ato de Práticas Corruptas Estrangeiras, um estatuto anti-corrupção que considera ilegal subornar oficiais estrangeiros para conseguir ou manter negócios.

A Reuters também noticiou que o órgão norte-americano realiza investigação sobre a petroleira. As atividades da Petrobras estão sendo investigadas por uma unidade do Departamento de Justiça dos EUA que analisa potenciais violações à legislação do país contra corrupção no exterior, informou a agência.
Denúncias
A Petrobras está no centro das investigações da operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O esquema, segundo a PF, foi usado para lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, e movimentou cerca de R$ 10 bilhões. De acordo com a PF, as investigações identificaram um grupo brasileiro especializado no mercado clandestino de câmbio.

Os principais contratos sob suspeita são a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que teria servido para abastecer caixa de partidos e pagar propina, e o da construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, da qual teriam sido desviados até R$ 400 milhões.

PARÁ TEM MAIS DE 80 CASOS REGISTRADOS DA DOENÇA DE CHAGAS

PARÁ TEM MAIS DE 80 CASOS REGISTRADOS DA DOENÇA DE CHAGAS

No total, 88 pessoas foram diagnosticadas com a enfermidade.
Número foi divulgado pela Sespa nesta segunda-feira (24).



O número de pessoas atingidas pela doença de Chagas em 2014 no Pará já chega a 88, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). A maior incidência é em Belém, com 20 casos confirmados até o último dia 17. A maioria dos casos diagnosticados (80%) ocorreu por ingestão de alimentos contaminados, principalmente o açaí.
Outros municípios que também têm casos registrados são: Barcarena, Curralinho, Muaná, Abaetetuba, São Sebastião da Boa Vista, Breves, Limoeiro do Ajuru, Bragança, Cametá, Moju, Ponta de Pedras, Irituia, Acará, Curuçá, Ananindeua e Santarém Novo.
No mesmo período do ano passado, 133 pessoas apresentaram a doença, o que configura uma redução de 33,83% de incidência. No mesmo período do ano passado, a capital paraense registrou 26 casos, configurando uma redução de 23,07% de incidência da doença.

Casos Os pacientes encontram-se sob tratamento e acompanhamento de profissionais do Instituto Evandro Chagas (IEC). É possível que outros casos associados a este surto sejam detectados, tanto pelo Laboratório de Doença de Chagas (Lab-Chagas) quanto por outros laboratórios da rede de saúde pública.
As investigações deste surto estão sendo realizadas pelo IEC/Lab-Chagas, Sesma e Sespa.

Doença de Chagas Aguda Quando identificada e tratada precocemente, a doença tem amplas chances de cura e controle. A doença é transmitida por insetos conhecidos como “barbeiros”, que no seu intestino abrigam um protozoário denominado Trypanosoma cruzi. Este protozoário, quando eliminado junto com as fezes dos insetos pode contaminar o homem.
No Pará, a forma de transmissão mais comum da doença acontece pela ingestão de alimentos contaminados, como o açaí. As alternativas de contaminação seriam as seguintes: “Barbeiros” infectados podem voar de matas vizinhas para os pontos de processamento de açaí, atraídos pela luz e caindo dentro da máquina e são triturados com os frutos.

Fonte: G1 PA.

PC PRENDE 33 SUSPEITOS DE FRAUDAR PROVAS DO ENEM

PC PRENDE 33 SUSPEITOS DE FRAUDAR PROVAS DO ENEM

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu 33 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema para fraudar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e vestibulares de medicina no Estado, neste domingo (23), em Belo Horizonte. Entre os detidos estão 22 candidatos que, segundo a polícia, pagavam entre R$ 70 mil e R$ 200 mil para passar nos exames com a ajuda de pontos eletrônicos nos ouvidos.
Eles foram presos no momento em que faziam a prova para concorrer a uma vaga na Faculdade de Ciências Médicas da capital mineira. A fraude ocorria com a ajuda de micropontos eletrônicos e um moderno sistema de transmissão de dados. No esquema, membros da quadrilha que tinham bom conhecimento do conteúdo das provas faziam o exame rapidamente, saíam com o gabarito e repassavam as respostas aos candidatos que pagaram pela vaga e que usavam o ponto eletrônico.
A polícia suspeita que a quadrilha atuava também com postulantes do Enem e que o exame nacional tenha sido fraudado pelo grupo em cinco Estados. Além das prisões, policiais também apreenderam nesta segunda-feira (24) carros de luxo, dinheiro, aparelhos de escuta e documentos, como gabaritos de provas, nas cidades de Teófilo Otoni (MG) e Guarujá, no litoral paulista.
Os locais têm ligação com membros da quadrilha. Entre os 11 organizadores do esquema que foram detidos está um policial civil da cidade mineira de Governador Valadares e um empresário de Guarujá, no litoral paulista.
 

MPE AJUÍZA AÇÃO CONTRA PREFEITURA DE SALINÓPOLIS

MPE AJUÍZA AÇÃO CONTRA PREFEITURA DE SALINÓPOLIS

O Ministério Público do Estado do Pará (MPE) ajuizou uma ação civil pública de reparação de dano ambiental contra a prefeitura de Salinópolis, no nordeste do Estado. A medida tem como base um auto de infração contra o governo municipal sobre o tratamento de resíduos sólidos.
Segundo o MPE, foi constatado que a prefeitura estava despejando e queimando lixo urbano na estrada que dá acesso à Vila de Cuiarana, na zona rural do município, o que representava riscos e danos aos moradores da região.
A ação pede que a prefeitura, através do prefeito Paulo Henrique, do PSDB, seja condenada a pagar R$ 100 mil em indenização, valor que será revertido ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. O MPE pediu ainda que seja expedida uma decisão proibindo que o município despeje na estrada e queime o lixo coletado até a comprovação dos autos de obtenção de licença ambiental de instalação de aterro sanitário.

sábado, 22 de novembro de 2014

Justiça decreta prisão preventiva do lobista Fernando Baiano

Justiça decreta prisão preventiva do lobista Fernando Baiano

Ele está detido na carceragem da PF em Curitiba desde terça-feira (18).
Juiz transformou prisão temporária que terminaria no sábado (22).

Fernando Castro Do G1 PR
Fernando Baiano se entregou à PF na terça-feira
(Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, chega ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba(PR), onde o fará exame de corpo de delito (19-11-2014) (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
O juiz federal Sergio Moro decretou nesta sexta-feira (21) a prisão preventiva do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ele estava em prisão temporária até sábado (22), mas, baseado em parecer do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça decretou a prisão por tempo indeterminado. Sobre a prisão de Adarico Negromonte Filho, que está foragido, Moro informou que decidirá posteriormente.
O G1 falou com um Ricardo Calil, um dos advogados de Fernando Baiano, que informou que não comentaria o caso. Ao contrário da prisão temporária, que tem prazo de cinco dias, a prisão preventiva não tem data para terminar, dependendo de decisão judicial.
Fernando Baiano é apontado pelo doleiro Alberto Youssef como operador do PMDB no esquema de corrupção que envolve a Petrobras. Na avaliação de Mário de Oliveira Filho, o lobista está sendo usado como “bode expiatório” no processo da Lava Jato. Em delação, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa acusou o PT, PMDB e PP de receber dinheiro oriundo de propina – os partidos negam.
Nesta sexta, Fernando Baiano prestou depoimento por três horas na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Ao sair da PF no fim desta tarde, o advogado Mário de Oliveira Filho, que o representa, disse que seu cliente respondeu a todas as perguntas, colaborando "no que podia" com as investigações. Ele negou qualquer relação com o PMDB, de acordo com o advogado.
O advogado não passou mais informações sobre o depoimento, que começou às 14h30 e encerrou por volta das 17h30 desta sexta. Fernando Baiano está preso na carceragem da Polícia Federal, na capital paranaense, desde terça-feira (18), quando se entregou à polícia. Baiano era considerado foragido desde 14 de novembro, dia em que a sétima fase da Operação Lava Jato, da PF, foi deflagrada.
Na quarta-feira (19), logo após saber que o depoimento do cliente havia sido transferido para esta sexta-feira, o advogado negou que Baiano tenha a intenção de oferecer uma delação premiada à Justiça. Ele, inclusive, garantiu que quer uma acareação entre o lobista e o doleiro Alberto Youssef. “Uma coisa é ele conhecer um ou outro [do PMDB], que até deve conhecer, mas ter negócios, ser operador, isso aí é o Youssef falando o que quer. Tem que provar. […] Ele conheceu o Youssef, todo mundo conhece, mas não tem negócios. A acareação só depende do delegado”, completou.
Lava Jato
A Operação Lava Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A nova fase da operação policial teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões.
Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, 24 pessoas foram presas pela PF durante esta etapa da operação. Porém, ao expirar o prazo da prisão temporária (de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco), na última terça (18), 11 suspeitos foram liberados. Outras 13 pessoas, entre as quais o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, continuam na cadeia.
Lava Jato presos e soltos 21.11 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Explosão de gás deixa feridos em hotel de luxo de Londres

Explosão de gás deixa feridos em hotel de luxo de Londres

12 funcionários do Hyatt Regency ficaram feridos; cinco foram para hospital.
Explosão aconteceu no porão de imóvel e causou danos no piso térreo.

Do G1, em São Paulo
Danos são vistos do lado de fora do hotel Hyatt Regency em Londres neste sábado (22); explosão de gás no local deixou 12 feridos (Foto: Olivia Rudgard/PA/AP)Danos são vistos do lado de fora do hotel Hyatt Regency em Londres neste sábado (22); explosão de gás no local deixou 12 feridos (Foto: Olivia Rudgard/PA/AP)
Uma explosão de gás no porão do prédio de um hotel de luxo de Londres deixou pelo menos 12 pessoas feridas neste sábado (21), informaram os serviços de emergência locais.
Segundo os bombeiros de Londres, cerca de 400 pessoas foram retiradas do hotel Hyatt Regency, em Berkeley Mews, após a explosão causar diversos danos no porão e no piso térreo do hotel.
Os feridos são funcionários do hotel, segundo uma porta-voz do Hyatt. Segundo a agência Reuters, cinco pessoas foram hospitalizadas - as outras vítimas tiveram ferimentos menores e foram tratadas no local. Nenhum hóspede foi atingido.
Os hospedes do hotel foram levados para outros hotéis da região, e os danos causados pela explosão serão avaliados ainda neste sábado, segundo a porta-voz.
80 bombeiros que foram ao hotel trabalharam durante a madrugada para assegurar que a estrutura do edifício não corre risco de desabamento.

DESDE QUE NÃO SEJA COM MEUS FILHOS: Romário se diz a favor do casamento gay, mas não para seus filhos.

Romário se diz a favor do casamento gay, mas não para seus filhos.

O deputado federal Romário, que acaba de ser eleito senador pelo Rio de Janeiro, falou sobre a homossexualidade no mundo do futebol e sobre questões que são motivo de luta da comunidade LGBT. Ele se diz a favor do casamento gay, mas não gostaria que algum de seus seis filhos casassem com uma pessoa do mesmo sexo. 

“Quero que as pessoas sejam felizes da sua forma. Mas, se você me perguntar se eu quero que meu filho case com homem, a resposta é não. Se quero que minha filha case com mulher, também não. Mas, se casar, que sejam felizes assim. O Estado é laico. Não tem de haver abordagem religiosa sobre esse ponto”, declara o Baixinho, que estampa a capa da atual edição da revista “Trip”.

Romário é pai de Romarinho e Moniquinha, de seu casamento com Mônica Santoro; Dani Favatto, filho do ex-jogador com Danielle Favatto; Raphael Faria, seu filho com Edna Velho, reconhecido por um teste de DNA; e de Isabellinha e Ivy, frutos de seu relacionamento com Isabella Bittencourt.

Romário se diz “100% a favor” da Lei da Homofobia, que ainda não foi aprovada pelo Congresso, e defende os jogadores de futebol que permanecem “dentro do armário”: “Cada pessoa tem o direito de escolher se quer falar da sua intimidade... Se ela não quer falar se expor, se acha que assumir vai expô-la de alguma maneira, tem direito de ficar na sua... Acredito que tenha jogado com gays, mas nunca vi ninguém dando na minha frente não”.

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Fonte: Extra

O governo a reboque da mídia

O governo a reboque da mídia


Mais um pouco, e o povo brasileiro, através da imprensa, estará pedindo desculpas às grandes empreiteiras e outros fornecedores de obras e serviços públicos. Pelo andar do noticiário e levando-se em conta alguns artigos plantados aqui e ali, tem-se a impressão de que a Petrobras é uma organização criminosa que achacou os pobres empreendedores com a ajuda de uma quadrilha de coletores de dinheiro.
O ponto de partida desse movimento é o advogado do lobista apontado como intermediário na distribuição de propinas milionárias. Na sua opinião, sem “composição ilícita”, ninguém consegue fazer negócios com o Estado, seja um complexo petroquímico ou um assentamento de paralelepípedos. O portador do discurso dos empresários corruptores ganhou destaque em todos os principais jornais – aFolha de S.Paulo ofertou quase uma página inteira para sua aleivosia.
O mote ecoou por quase todos os outros advogados ouvidos pela imprensa, e vem se juntar às alegações de que, se forem condenadas, as empresas ficarão impedidas de fazer futuros contratos com todas as instâncias do setor público, o que poderia congelar importantes obras em andamento e inviabilizar futuros projetos de interesse municipal, estadual ou nacional.
O fato de um delegado haver acusado sem fundamento o atual diretor de Abastecimento da Petrobras, tendo que se retratar em seguida, está sendo explorado como uma evidência de que outros suspeitos podem ter sofrido a mesma injustiça. Paralelamente, corre no noticiário a versão de que algumas confissões obtidas no sistema de delação premiada podem produzir contradições nocivas ao processo, o que invalidaria denúncias já tornadas de conhecimento público por meio dos vazamentos seletivos de informações do inquérito. Ao mesmo tempo, os jornais acompanham os esforços do governo federal e seus aliados para reduzir o impacto do escândalo no funcionamento da máquina estatal.
Tudo isso vem nos principais diários de circulação nacional na quinta-feira (20/11), feriado em que parte do Brasil comemora o “Dia da Consciência Negra”.
Gabinete de crise
Na versão politicamente incorreta, a “consciência negra” era a definição da má consciência, aquela que supostamente estaria motivando os autores das delações. Mas, a julgar por declarações de advogados, políticos, policiais e outros personagens do escândalo, todos os movimentos conduzem a um propósito comum a todas as crises: minimizar os danos. O governo quer um fôlego para renovar seu ministério, os políticos querem seus nomes fora das listas de propina, os advogados querem a absolvição ou uma pena mínima para seus clientes.
A imprensa parece sensibilizada com a possibilidade de a economia do país vir a sofrer abalos no final do processo, principalmente se as empresas envolvidas chegarem a ser condenadas, perdendo a condição de idoneidade que lhes permite negociar com instituições públicas. Mas há vozes discordantes, lembrando que não há punição sem perda, e que, no caso das pessoas jurídicas, junto com o ressarcimento pelos danos causados ao erário vem automaticamente a exclusão do clube seleto daqueles que operam com o Tesouro.
Paralelamente, colunistas e repórteres com acesso à intimidade do Planalto informam que o núcleo político do governo tem feito longas reuniões em busca de uma estratégia para recuperar a imagem da Petrobras e, por extensão, afastar os olhares inquisidores para outra direção.
Como é praxe desde a primeira posse de Lula da Silva, o comando petista demonstra pouca habilidade para lidar com problemas de comunicação. A começar da formação do “gabinete de crise”, composto apenas por gente “da casa”, o resultado tem grandes possibilidades de produzir graves erros de avaliação.
O escândalo envolvendo a estatal do petróleo é o desaguadouro natural do sistema da corrupção modernizado pela Constituinte – origem do modelo de organização partidária que não sobrevive sem a injeção constante de dinheiro sujo. Nestes doze anos de predomínio do Partido dos Trabalhadores, o sistema que foi usado por outros partidos se consolidou como parte do processo de gestão.
Se ninguém tem coragem ou independência para dizer isso em voz alta no tal “gabinete de crise”, o transatlântico do governo continuará sendo conduzido pelo rebocador da imprensa em meio à tempestade.

Luciano Martins Costa
No OI
Texto replicado : CONTEXTO LIVRE

'Seu Lunga' morre aos 87 anos em Barbalha, no Ceará

'Seu Lunga' morre aos 87 anos em Barbalha, no Ceará

"Seu Lunga" em imagem de julho de 2013 (Foto: Lucas de Mendes/Agência Diário)
Joaquim Santos Rodrigues, o "Seu Lunga", morreu por volta das 9 horas deste sábado (22) na cidade de Barbalha, no Cariri cearense.

O cearense é um dos mais folclóricos nomes da cultura popular nordestina. Tornou-se personagem de inúmeras anedotas por suas respostas ao ''pé da letra'', diretas e intempestivas.

Pai de 13 filhos, natural do Cariri, da cidade de Caririaçu, "Seu Lunga" viveu em Assaré e, desde a adolescência, em Juazeiro do Norte. Ele Tinha 87 anos e estava internado no Hospital São Vicente de Paulo, onde se tratava de um câncer de esôfago. 

G1 CE

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lobista Fernando Baiano depõe na sede da Polícia Federal em Curitiba



Depoimento à polícia começou por volta das 14h30 desta sexta-feira (21).
Baiano está entre as 24 pessoas que foram presas na 7ª fase da Lava Jato.

Do G1 PR
O lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, começou a prestar depoimento por volta das 14h30 desta sexta-feira (21), na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Ele está preso no local desde terça-feira (18), quando se entregou à polícia. Baiano era considerado foragido desde 14 de novembro, dia em que a sétima fase da Operação Lava Jato, da PF, foi deflagrada.
Baiano é apontado pelo doleiro Alberto Youssef como operador do PMDB no esquema de corrupção que envolve a Petrobras. Na avaliação de Mário de Oliveira Filho, advogado que defende o lobista, seu cliente está sendo usado como “bode expiatório” no processo da Lava Jato. Em delação, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa acusou o PT, PMDB e PP de receber dinheiro oriundo de propina – os partidos negam.
Na quarta-feira (19), logo após saber que o depoimento do cliente havia sido transferido para esta sexta-feira, o advogado negou que Baiano tenha a intenção de oferecer uma delação premiada à Justiça. Ele, inclusive, garantiu que quer uma acareação entre o lobista e o doleiro Alberto Youssef. “Uma coisa é ele conhecer um ou outro [do PMDB], que até deve conhecer, mas ter negócios, ser operador, isso aí é o Youssef falando o que quer. Tem que provar. […] Ele conheceu o Youssef, todo mundo conhece, mas não tem negócios. A acareação só depende do delegado”, completou.
Lava Jato
A Operação Lava Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A nova fase da operação policial teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões.
Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, 24 pessoas foram presas pela PF durante esta etapa da operação. Porém, ao expirar o prazo da prisão temporária (de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco), na última terça (18), 11 suspeitos foram liberados. Outras 13 pessoas, entre as quais o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, continuam na cadeia.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)
 

Conheça detalhes do plano de Obama para imigrantes ilegais

Conheça detalhes do plano de Obama para imigrantes ilegais

Jim Bourg/Reuters
Barack Obama: cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais vive nos EUA
Da AFP
Washington - O presidente Barack Obama prometeu nesta quinta-feira um sistema mais justo para que milhões de imigrantes ilegais que vivem no país possam resolver sua situação sem ter medo de deportação.
A seguir, os detalhes do plano, segundo a Casa Branca
População sem documentos:
Cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais vive nos Estados Unidos, menos que em 2007, quando somavam 12,2 milhões, segundo o Pew Research Center.
Cerca de 60% entre eles vive em seis estados: Califórnia, Flórida, Illinois, Nova Jersey, Nova York e Texas.
Quase metade do total de imigrantes é de origem mexicana e a metade vive nos Estados Unidos há mais de 13 anos.
Novo programa:
Com o novo programa, cerca de quatro milhões de imigrantes ilegais poderá solicitar a partir da primavera uma autorização de trabalho por três anos e uma proteção contra a deportação.
Os candidatos devem:
- Estar no território americano há pelo menos cinco anos.
- Ter um filho com cidadania americana e residência permanente (green card), nascido antes de 20 de novembro de 2014, independentemente da idade.
Rota especial para os jovens:
Os critérios de um programa criado em julho de 2012 especialmente para os imigrantes que foram trazidos quando ainda eram crianças por seus pais serão ampliados, o que permitirá acrescentar 270.000 imigrantes aos 600.000 que já beneficiaram do projeto.
Os novos critérios são:
- Estar presente em solo americano desde 1º de janeiro de 2010 (em vez de 15 de junho de 2007).
- O limite de idade de 31 anos em 2012 passa a ser nulo para participar do programa.
- Os candidatos devem ter chegado à América antes dos 16 anos (inalterado).
- As condições de diploma (bacharelado) e antecedentes criminais (não tendo sido condenados) permanecem.
Expulsões:
As autoridades federais concentrarão seus recursos em expulsar os imigrantes ilegais perigosos, detidos na fronteira ou que chegaram a partir de 1º de janeiro de 2014, incluindo menores de idade.
Também serão destinados recursos para reforçar a fronteira com o México e ao sistema judicial para acelerar o processamento dos casos de deportação.
Imigração legal:
O governo também aumentará a entrega de vistos para trabalhadores muito qualificados e estudantes científicos, o que poderia incluir 500.000 pessoas.
Em particular, os estrangeiros graduados em universidades americanas em carreiras de grande demanda (ciência, engenharia, matemática) poderão trabalhar por mais tempo nos Estados Unidos após obter seus títulos sem ter que realizar os trâmites de visas, devido à ampliação do programa "Optional Practice Training".

Peña Nieto enfrenta protestos sem precedentes no México


Milhares de pessoas manifestaram-se frente ao Palácio Nacional e pediram a demissão do Presidente mexicano. Violência e corrupção na origem do descontentamento.
Peña Nieto está no centro da contestação Daniel Becerril / Reuters
O México e, mais propriamente, o seu Presidente, Enrique Peña Nieto, enfrentam uma das maiores crises dos últimos anos, num clima de incessante contestação. Milhares de pessoas manifestaram-se nesta quinta-feira à noite em frente ao Palácio Nacional, no coração da capital, e chegou a haver confrontos violentos com a polícia.
Nas últimas semanas foram-se acumulando os ingredientes que dão origem a uma tempestade perfeita desfavorável ao líder mexicano. Ao caso dos 43 estudantes desaparecidos – símbolos da violência que ainda grassa no país – juntam-se as polémicas em torno da mansão da mulher de Peña Nieto, que põe a nu as relações entre o Presidente e uma construtora que terá sido favorecida em concursos públicos.
O desaparecimento dos 43 “normalistas”, designação dada aos alunos do magistério, tem estado na origem de várias acções de protesto. Os jovens, raptados no final de Setembro em Iguala (a 190 quilómetros da Cidade do México), terão morrido às mãos de membros dos Guerreros Unidos, um cartel do narcotráfico.
Esta quinta-feira, dia que assinalava os 104 anos da Revolução Mexicana, dezenas de milhares de pessoas enlutadas desfilaram pelas ruas da capital do país, pedindo justiça pelos 43. “Levaram-nos vivos, devolvam-nos vivos", gritavam os manifestantes.
Foi quando as três marchas convocadas chegaram à Praça da Independência que os protestos se tornaram violentos. Um grupo mais reduzido tentou alcançar a porta do Palácio Nacional, a sede do Governo mexicano, enquanto atirava cocktails Molotov. As forças de segurança ripostaram fazendo uso de gás lacrimogénio e jactos de água, descreveram os correspondentes da AFP. Cerca de trinta pessoas ficaram detidas, revelaram as autoridades.
A ira dos manifestantes tinha um alvo muito definido: o Presidente Peña Nieto. Um boneco que simbolizava o chefe de Estado foi queimado durante os protestos e a sua demissão foi pedida por muitos. “Fora Peña! Não há mais medo, o México acordou”, gritava-se.
“Há uma indignação justificada e difusa, fruto de uma acumulação de agravos, desde o desgaste com a corrupção até ao desencanto de muitos eleitores que desejavam que o PRI [Partido Revolucionário Institucional, no poder] conseguisse controlar a hemorragia de violência”, explica ao El País o historiador Enrique Krauze. Apesar de reunir vários sectores da sociedade, “a resposta social não está articulada e nem há sequer um líder”, observa Krauze, para quem o Presidente ainda pode “mudar de direcção”.
As raízes do descontentamento
Em poucos meses, Peña Nieto parece ter ido do céu ao inferno, pelo menos aos olhos da opinião pública. Em Fevereiro a revista Time punha-o na capa com o título Saving Mexico (A Salvar o México) e elogiava as reformas introduzidas pela sua administração desde que foi eleito em 2012 e que estariam a “mudar a narrativa de uma nação manchada pelo narcotráfico”.
Os 43 de Iguala poderiam ser apenas mais uns na história da violência da última década, em que morreram mais de cem mil pessoas. No entanto, os contornos que foram sendo conhecidos e a aparente resposta tardia e pouco eficaz das autoridades não têm deixado a contestação morrer. Os jovens foram vistos pela última vez numa esquadra da polícia em Iguala e há fortes indícios de que tenham sido entregues pelas próprias forças de segurança aos Guerreros Unidos. As relações demasiado próximas entre as redes criminosas e as autoridades ficaram patentes na detenção do autarca de Iguala, José Abarca Velázquez, e da sua mulher, suspeitos de estarem por trás do rapto dos estudantes.
A esta convivência entre o lícito e o ilícito junta-se a resposta que tem sido dada pelas autoridades – frequentemente através da mão pesada do Exército – ao narcotráfico, muitas vezes considerada muito dura e abusiva para os cidadãos comuns. Em Junho, foram mortas 22 pessoas numa pequena cidade no estado do México (centro), no âmbito de um ataque a uma rede de raptos. Por esclarecer ficou, porém, se as vítimas teriam tido efectivamente algum envolvimento criminoso. Um relatório recente da Amnistia Internacional alerta para a prática generalizada de tortura por parte das forças de segurança mexicanas.
Nos últimos dias um novo escândalo veio colocar Peña Nieto ainda mais na mira do descontentamento popular. Foi descoberto que a mansão que a mulher do Presidente, a actriz Angelica Rivera, comprou uma propriedade da empresa subsidiária do Grupo Higa – uma construtora que venceu vários concursos quando Nieto era governador do estado do México. Para proteger a “integridade” da família presidencial, Rivera anunciou esta semana que iria vender casa.

Nível do Cantareira cai para 9,7%, com reduções diárias de volume

Nível do Cantareira cai para 9,7%, com reduções diárias de volume

Marli Moreira - Agência Brasil 
O nível de água do Sistema Cantareira, principal manancial da Grande São Paulo, voltou a baixar de ontem (20) para hoje (21), passando de 9,9% para 9,7%, segundo o registro diário feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Desde o último dia 15, a retirada para abastecimento está sendo bombeada da segunda cota do volume morto ou da reserva técnica, água que fica abaixo da captação por gravidade.

O Sistema Cantareira está com o nível mais baixo dos últimos 10 anos.
Com diminuições de volume de água diários, nível do Sistema Cantareira cai para 9,7% nesta sexta-feira (21)Divulgação Sabesp


Esse é o último recurso de armazenamento disponível. Quando começou o bombeamento havia 105 bilhões de litros. Assim como o Cantareira, os outros cinco mananciais administrados pela Sabesp tem apresentado reduções diárias de volume, já que as chuvas tem sido esporádicas e ainda de fraca intensidade.
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No Alto Tietê, o nível oscilou de 6,5% para 6,4%; no Sistema Guarapiranga (33,3% para 33%); no Alto Cotia (28,6% para 28,4%); no Rio Grande (64,6% para 64,3%); e no Rio Claro (34% para 33,3%).
A previsão meteorológica do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da prefeitura de São Paulo, é de que a formação de uma zona de calor com a temperatura chegando aos 33 graus Celsius nesta sexta-feira, em confronto com a aproximação de uma frente fria deve provocar áreas de instabilidade com rajadas de ventos e trovoadas. Para o amanhã (22), são esperadas chuvas com potencial entre moderada e de forte intensidade.
Editor: Marcos Chagas

Itinga do Maranhão: prefeita e vice permanecem com seus diplomas cassados pela Justiça Eleitoral

Itinga do Maranhão: prefeita e vice permanecem com seus diplomas cassados pela Justiça Eleitoral

São Luis - Luzivete Botelho da Silva e Francisco Bosco do Nascimento, reeleitos prefeito e vice de Itinga do Maranhão nas eleições 2012 permanecem com seus diplomas cassados, o que os tornam inelegíveis por 8 anos.

A decisão proferida pelo juízo da 98ª zona eleitoral (Açailândia) em dezembro de 2013 foi confirmada na manhã desta quinta-feira, 20 de novembro, pelos membros do Tribunal Regional Eleitoral maranhense.
De acordo com o julgamento, ambos foram condenados a perder seus cargos e ficar inelegíveis por praticarem revisão de servidores da saúde e educação em período vedado, o que configurou abuso de poder econômico e político.

Em sua defesa, eles argumentaram que a revisão não contrariou a Resolução n.º 23.370/TSE, pois o referido aumento vem sendo implementado desde 2009, em conformidade com a Lei Federal n.º 11.738/2008; e que não foi demonstrado qualquer abuso de poder político ou econômico ou que o benefício teria sido concedido com fim eleitoreiro.

No entanto, como ponderado pelo juízo de base, apesar de não caracterizarem conduta vedada, os fatos narrados configuram abuso de poder político e econômico, afinal, o conjunto de servidores de saúde e educação constituem grande parcela dos funcionários do município e o aumento concedido pode influir decisivamente na normalidade e legitimidade do pleito eleitoral.

“Para a caracterização do presente ilícito eleitoral não há necessidade de investigar o elemento subjetivo que motivou a prática do ato, bastando a demonstração de sua existência e de seu resultado lesivo ao processo democrático, caracterizado pela possibilidade da decisiva influência na tomada de decisão por parte dos eleitores, que na circunscrição do pleito confundem-se com grande parcela dos servidores efetivos do município, beneficiados diretamente com a concessão de aumento do seu poder de compra, além do efeito multiplicador de tal conduta sobre a vontade de inúmeros outros familiares beneficiados indiretamente”, assinalou em seu voto o desembargador eleitoral Clodomir Sebastião Reis, relator do processo no TRE-MA.

Dessa forma, a Corte unanimemente considerou constatado o uso de ato administrativo por Luzivete e Francisco para fins de beneficiar suas candidaturas, ou seja, restou caracterizado o abuso do poder político, pois não visou beneficiar a população, mas sim obter efeitos eleitorais.

Por fim, Reis ressaltou que a eleição 2012 em Itinga do Maranhão foi decidida por diferença de apenas 64 votos, o que evidenciou a potencialidade lesiva da conduta em questão.

TRE-MA

JUSTIÇA BUSCA ACORDOS APÓS BLOQUEAR R$ 48 MILHÕES NO BRASIL

JUSTIÇA BUSCA ACORDOS APÓS BLOQUEAR R$ 48 MILHÕES NO BRASIL

Maior volume de dinheiro foi encontrado em contas do vice-presidente da Engevix.


A Justiça Federal vai buscar nos bancos de países como Suíça, Alemanha, Holanda, China, Estados Unidos, Canadá, Peru e Uruguai a "verdadeira fortuna" que teria sido desviada pelo esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato.
Por decisão do juiz federal Sérgio Moro, foram bloqueados em contas no Brasil R$ 47,8 milhões em nome dos acusados e de empresas ligadas a eles, valor abaixo do previsto pelas autoridades.
As contas pertencem a 14 executivos de empreiteiras sob investigação, ao ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato Duque, ligado ao PT, e ao empresário Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB. Três empresas ligadas a esses dois investigados também são alvo do bloqueio.
A Justiça Federal conseguiu bloquear R$ 3,2 milhões em uma conta de Duque. Outros R$ 8,5 milhões estavam em nome de duas empresas de Fernando Baiano, e R$ 10,2 milhões pertencem ao presidente da UTC Engenharia, Ricardo Ribeiro Pessoa. Para a Polícia Federal, ele é o coordenador do "clube" de empreiteiras que formaram um cartel para fraudar contratos com a estatal.


Suposto operador do PMDB no esquema de propinas da Petrobras depõe hoje
O maior volume de dinheiro foi encontrado em cinco contas do empreiteiro Gérson de Mello Almada: R$ 22,6 milhões. Almada é vice-presidente da Engevix Engenharia.
Moro determinou o embargo de até R$ 20 milhões nas contas brasileiras dos acusados. Parte estava com contas zeradas ou com valores irrisórios. Por isso, há suspeitas de que alguns investigados foram alertados com antecedência e fizeram movimentações financeiras a fim de burlar o bloqueio judicial.
Agora, as autoridades federais da operação Lava Jato vão buscar a identificação das contas mantidas fora do Brasil para fazer acordos de cooperação internacional e tentar, com isso, o bloqueio legal desses valores.
As investigações detectaram contas no exterior em nome de outros envolvidos no esquema e acredita-se que a praxe se repita. No caso do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, por exemplo, a maior parte do dinheiro que ele aceitou devolver, cerca de R$ 70 milhões, estava na Suíça. O ex-gerente de Engenharia Pedro Barusco, braço direito de Duque, que concordou em devolver US$ 100 milhões depositados no exterior, teve US$ 20 milhões bloqueados por autoridades suíças. Por ter aceito iniciar um acordo de delação premiada, ele não foi preso.
O bloqueio foi determinado pela Justiça Federal como medida cautelar, tendo como objetivo o ressarcimento ao erário de recursos desviados no esquema de corrupção da Petrobrás





Fonte: R7

Crimes são desvendados após morte de traficante em Tomé-Açu

Crimes são desvendados após morte de traficante em Tomé-Açu



Segundo o delegado Marco Antônio de Oliveira, os crimes ocorreram depois de um negócio mal sucedido entre Charles, Leandro e Evalso. Leandro e Evalso tinham interceptado um avião no estado do Mato Grosso, que transportava grande quantidade de cocaína de fora do país. Parte dos lucros da droga seriam repassados à Charles, o que não ocorreu e motivou o planejamento das mortes dos dois.
           
A morte da jovem Joseane Noronha, que acompanhava Leandro em uma viagem a Belém foi 'de graça', de acordo com a polícia. Ela teria sido testemunha da morte de Leandro e por isso foi assassinada. Quatro pessoas participaram das execuções, entre elas o pistoleiro Rayfran das Neves, condenado pela morte da missionária americana Dorothy Stang em 2005.
Mulher de Charles sabia de tudo
Segundo a polícia, a esposa do traficante Charles, Liziane Weimer, de 26 anos, sabia de todo o envolvimento do companheiro com o tráfico e nos homicídios. 'Ela sabia de tudo e também traficava com ele no município. Ela foi presa em flagrante com três tabletes de pasta base de cocaína', contou o delegado Marco Antônio. A polícia apresentou a arma usada por Charles na troca de tiros com a polícia no distrito de Quatro Bocas, também em Tomé-Açu.
Liziane Weimer, esposa de Charles, acusado da morte de três pessoas. Foto: Fábio Will (ORM News)
Liziane foi presa com drogas. No detalhe, foto de Charly
De acordo com o delegado Marco Antônio, com o dinheiro das drogas Liziane e o companheiro adquiriram um caminhão por R$130 mil e um trator por R$25 mil. Com os equipamentos, eles extraíam toras de madeiras de forma ilegal em uma área quilombola em Quatro Bocas. A mulher responderá por tráfico de drogas e por crime ambiental.

Drogas encontradas com Liziane Weimer e arma usada pelo marido Charles (foto) na troca de tiros com a polícia. Foto: Fábio Will (ORM News)
Relembre os casos
No dia 5 de setembro deste ano Leandro Kesting de Vargas transportava drogas em uma pick up, acompanhado de Joseane Noronha. Os dois foram mortos, porém Joseane, não tinha envolvimento com o tráfico.
Já Evalso Fagundes da Silva foi morto com um tiro na cabeça no km 24 da rodovia no município do Acará. A esposa dele, Luana Cássia Castro e Silva, estava com ele no momento do crime e também foi baleada. Ela conseguiu sobreviver.
Blog do Odecy Guilherme
Fonte Portal ORM     

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Petrobras esclarece “dança das cadeiras”

Petrobras esclarece “dança das cadeiras”Petrobras esclarece “dança das cadeiras”

Crédito: REUTERS/Sergio Moraes
A Petrobras divulgou nota de esclarecimentos sobre as mudanças no quadro gerencial e desconsidera notícias na imprensa de se tratar de “demissões”.
“A companhia informa que vem promovendo mudanças em seu quadro gerencial em função dos resultados de comissões internas de apuração que apontaram o não cumprimento de procedimentos normativos internos.As funções gerenciais não são permanentes, sendo portanto de livre nomeação a qualquer momento por parte da Petrobras.”
A petroleira ressalta também que “não houve demissões da companhia já que não há evidência até o momento de dolo, má fé ou recebimento de benefícios por parte desses empregados citados nos relatórios das comissões internas de apuração.”

Leia Mais sobre a Notícia nesse Link: Petrobras esclarece "dança das cadeiras" - Ultimoinstante Notícias de Hoje
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Fundador das Casas Bahia, Samuel Klein morre aos 91 anos em SP


Fundador das Casas Bahia, Samuel Klein morre aos 91 anos em SP

Empresário estava internado no Hospital Albert Einstein.
Klein morreu de insuficiência respiratória.

Do G1 São Paulo
Samuel Klein em dezembro de 2004, O proprietário e fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (d), na abertura da 'Super Casas Bahia', no Pavilhão do Anhembi, Zona Norte de São Paulo (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)Samuel Klein em dezembro de 2004.
(Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)
Samuel Klein, o fundador da rede de lojas de departamento Casas Bahia, morreu na manhã desta quinta-feira (20) em São Paulo. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein.
O corpo está sendo velado no Cemitério Israelita do Butantã, onde também ocorrerá o enterro. As informações são da assessoria de imprensa da família Klein.
Samuel Klein havia completado 91 anos em 15 de novembro. Polonês naturalizado brasileiro, ele deixou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em São Caetano do Sul, no ABC.
Nascido em Lublin em 1923, ele foi o terceiro de nove irmãos. Chegou a ser preso aos 19 anos pelos nazistas e enviado com o pai para o campo de concentração em Maidanek, na Polônia, enquanto a mãe o cinco irmãos foram exterminados no campo de Treblinka.
Ele relatava que, no campo de trabalhos forçados, sobreviveu graças às habilidades de carpinteiro. Samuel conseguiu fugir durante uma transferência de presos em 1944. Depois, foi para Munique em busca do pai. Após um período vendendo artigos para as tropas aliadas, se mudou em 1951 para a América do Sul.
A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos"
Samuel Klein
Seu primeiro destino no continente foi a Bolívia. Ao Brasil, chegou em 1952 trazendo a mulher Ana e o filho Michael, então com dois anos e que tinha nascido na Alemanha.
Em São Caetano começou a atuar como mascate revendendo roupas de cama, mesa e banho de porta em porta usando uma charrete. À época, segundo relato da família, já adotava a possibilidade de pagamentos parcelados, cuja contabilidade era executada pela mulher.
A primeira loja foi adquirida em 1957 e ficava no Centro de São Caetano, no número 567 da Avenida Conde Francisco Matarazzo. Ela já recebeu o nome de Casa Bahia em homenagem aos nordestinos que se deslocaram para o ABC para atuar na indústria.
Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence"
Samuel Klein
Pensamentos
No livro “Samuel Klein e Casas Bahia – Uma Trajetória de Sucesso”, lançado em novembro de 2003, Samuel Klein registrou suas memórias.
Veja abaixo alguns de seus pensamentos:
"Acredito no ser humano. Caso contrário, não abriria as portas das minhas lojas todos os dias. O que ajuda a me manter vivo é a confiança que tenho no próximo.”
"Em nossa vida profissional, não podemos falhar. São justamente nossos erros que estragam nossos acertos."
"Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence.”
De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio."
Samuel Klein
“Que país abençoado esse Brasil. O povo também é pacato e acolhedor. O Brasil é um país que dá oportunidades para quem quer trabalhar e crescer na vida. Cresci junto com o Brasil. Não fiquei parado vendo o país crescer.”
“De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio.”
“O segredo é comprar bem comprado e vender bem vendido.”

"A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos.”

Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim"
Samuel Klein
"Temos que amar o País em que vivemos. A palavra crise não existe no meu dicionário. Eu sempre comprei por 100 e vendi por 200.”
“Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim”.
“Eu vivo e deixo os outros viverem”
Empresa ressalta empreendedor
Em comunicado divulgado à imprensa, a a empresa lamentou o falecimento do fundador e ressaltou seu "espírito empreendedor", destacando sua contribuição para o desenvolvimento do varejo brasileiro.

"Foi a visão e o pioneirismo de Samuel Klein na oferta de crédito às camadas populares da população que possibilitou a realização dos sonhos de milhões de famílias brasileiras", informa a nota.
Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos (Foto: Divulgação/Casas Bahia)Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC (Foto: Divulgação/Casas Bahia)Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia (Foto: Divulgação)Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia (Foto: Divulgação)
O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005 (Foto: Sebastião Moreira/Estadão Conteúdo/Arquivo)O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005 (Foto: Sebastião Moreira/Estadão Conteúdo/Arquivo)
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O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da 'Super Casas Bahia', em São Paulo, em dezembro de 2004 (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da 'Super Casas Bahia', em São Paulo, em dezembro de 2004 (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)


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