PF vai investigar mensagens de ódio no Facebook contra presidente Dilma
Por
Agência Brasil
Funcionária
fez publicação no Facebook dizendo que teria o 'prazer' de fazer o
evento para Dilma toda equipe: "Queria saber dos meus colegas se alguém
tem algum pedido especial"
Roberto Stuckert Filho_11Set2015/ PR
Presidente Dilma Rousseff esteve em Teresina
(PI) para discutir com movimentos sociais convidados a proposição de
políticas públicas
A Secretaria-Geral da Presidência da República
informou neste sábado (12) que pediu à Polícia Federal para investigar a
empresa que prestaria serviços de bufê no evento Dialoga Brasil, em
Teresina, na sexta-feira (11), durante visita da presidenta Dilma
Rousseff.
Segundo a nota, informações publicadas horas antes do
evento, em rede social, poderiam colocar em risco a segurança da
presidenta da República, com possível caracterização de incitação a
crime contra a sua pessoa.
Uma funcionária do bufê La Trufel,
contratado pela Presidência da República, fez uma postagem controversa
no Facebook. Ela fez uma publicação com a seguinte frase:“Hoje, a nossa
presidente Dilma está em Teresina, e vou ter o 'prazer' de fazer o
evento para ela e toda equipe. Queria saber dos meus colegas se alguém
tem algum pedido especial, afinal é uma oportunidade única”.
A
publicação foi respondida por internautas com mensagens de ódio,
inclusive com sugestões de envenenamento da presidente. A assessoria da
Secretaria-Geral disse que a mensagem foi vista pela equipe de
monitoramento das redes sociais da Presidência, e o serviço foi suspenso
duas horas antes do evento.
"Repudiamos qualquer forma de incitação a crime ou a atentado contra qualquer pessoa", diz a nota.
A Advocacia-Geral da União vai avaliar as medidas cabíveis para eventual responsabilização penal e civil dos envolvidos.
Até
o fechamento desta matéria, a Agência Brasil não conseguiu contato com o
bufê La Trufel nem com a funcionária que fez a publicação.
Rei saudita promete investigar queda de grua sobre mesquita em Meca
O rei Salman da Arábia Saudita prometeu hoje que descobrirá o que
provocou a queda da grua que matou 107 pessoas na Grande Mesquita de
Meca.
«Vamos investigar todas as razões e depois apresentar
os resultados aos cidadãos», declarou o monarca no final de uma visita
ao local do acidente, um dos mais santos do Islão.
A Agência de Imprensa Saudita, oficial, noticiou que Salman «debateu
as causas do acidente e os seus efeitos na mesquita sagrada» depois de
ver onde a gigantesca grua caiu durante uma forte trovoada na
sexta-feira.
Era uma de várias gruas instaladas no local para obras de ampliação da mesquita.
O incidente ocorreu quando centenas de milhares de crentes de todo o mundo já tinham chegado a Meca para a peregrinação anual.
Entre os mortos, incluem-se indianos e indonésios.
A agência noticiosa saudita indicou que o rei Salman expressou
condolências às famílias dos mortos e, em seguida, se deslocou ao
hospital local «para inquirir sobre a saúde dos feridos de várias
nacionalidades, entre as quais iranianos, turcos, afegãos, egípcios e
paquistaneses».
Diário Digital com Lusa
Pelo menos 35 pessoas morreram e 75 ficaram feridas em um depósito de gás num restaurante no estado de Madhya Pradesh
Agência Brasil
Pelo menos 35 pessoas
morreram e 75 ficaram feridas devido à explosão de um depósito de gás
num restaurante na Índia, no estado de Madhya Pradesh, no centro do
país.
A explosão ocorreu
hoje às 8h30 locais (0h30 no horário de Brasília) numa localidade do
distrito de Jhabua. Os feridos foram transferidos para diferentes
hospitais, de acordo com um porta-voz da polícia local.
Explosão aconteceu em um depósito de gás de um restaurante (Foto: EBC)
“As
equipes de resgate estão à procura de pessoas entre os escombros do
restaurante porque o edifício desmoronou. Estamos investigando as causas
da explosão do depósito”, disse o policial.
De
acordo com a polícia, o número de mortos pode aumentar. De acordo com a
imprensa local, após a explosão do tanque de gás, houve uma segunda
explosão, aparentemente de material pirotécnico num edifício de dois
andares contíguo ao restaurante, que desmoronou. A polícia ainda
investiga essa hipótese.
Turquia, Líbano e Jordânia receberam 3,6 milhões de refugiados do país vizinho em conflito.
Da BBC
A Turquia recebeu quase dois milhões de refugiados sírios desde o início da guerra em 2011
(Foto: BBC/Getty)
As imagens comovem pelo tamanho da multidão: milhares de pessoas que se
agrupam em caravanas humanas para tentar chegar aos países da União
Europeia. Elas fogem do horror da guerra civil na Síria, iniciada em 2011.
Mas apesar do que foi apresentado como uma crise migratória sem
precedentes nas fronteiras da Europa, trata-se de pouco em comparação
com o que vivem os países vizinhos da Síria – que receberam a maior
parte dos quase 4,6 milhões de refugiados que escaparam da Síria.
Na que foi considerada pela ONU como "a maior crise humanitária" desde a
Segunda Guerra Mundial, a maioria dos refugiados se deslocou para
países vizinhos como Turquia, Líbano e Jordânia para escapar da guerra
que envolve o grupo do presidente Bashar Assad, rebeldes aliados e a
ameaça do grupo autodenominado "Estado Islâmico".
De acordo com os dados revelados pela Comissão Europeia e o Alto
Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), chegaram à
Turquia 1.9 milhão de sírios nos últimos quatro anos. No Líbano foram
1,1 milhão, e na Jordânia, 629,6 mil.
Enquanto a União Europeia discute e analisa onde colocar os 120 mil
beneficiários de solicitações de refúgio que planeja receber nos
próximos dois anos, os três países mencionados acima já receberam em
conjunto 3,6 milhões de sírios – 30 vezes a cifra europeia.
Só para se ter ideia: a Alemanha, a potência europeia, afirmou que
receberia 800 mil refugiados em seu território. Enquanto isso a Turquia,
país que aspira entrar no grupo europeu, já aceitou o triplo.
"A desorganização e o sistema de asilo extremamente disfuncional da
Europa contribuíram para agravar a crise dos refugiados", afirmou nesta
semana à imprensa o representante da Acnur, Antonio Guterres.
"Estamos falando de 4 mil a 5 mil pessoas por dia em um bloco que tem
508 milhões de habitantes". Até o momento a União Europeia recebeu 281,4
mil solicitações de refúgio por parte de sírios.
O Brasil concedeu status de refugiados a mais de dois mil sírios desde
2011 até agosto deste ano, segundo dados do Conare (Comitê Nacional para
os Refugiados). O número é maior do que o de alguns dos principais
portos de destino na Europa e do que quase todos os países do continente
americano, exceto pelo Canadá, que recebeu aproximadamente 2.500 no
mesmo período, de acordo com o Ministro da Imigração Chris Alexander.
Em janeiro, o país anunciou planos de receber cerca de 10 mil
refugiados sírios nos próximos três anos, mas foi criticado por
priorizar minorias étnicas e religiosas perseguidas, como cristãos.
Na quinta-feira, o presidente americano Barack Obama também anunciou
que os Estados Unidos devem receber "no mínimo" 10 mil refugiados sírios
no próximo ano, de acordo com um porta-voz da Casa Branca. Até o
momento, o país havia concedido refúgio a cerca de 1.200, desde 2011. Gastos em solidariedade
A imagem da crise que emocionou o mundo – a foto do corpo de Alan
Kurdi, um menino de 3 anos – ocorreu nas praias do país que mais abriga
refugiados sírios em seu território: a Turquia.
A situação lá é crítica.
De acordo com a Acnur, o governo turco construiu 25 acampamentos de
refugiados – onde atualmente estão alojadas 275 mil pessoas.
O restante dos sírios se estabeleceu em dez cidades do país.
O ex-premiê turco Ahmet Davutoglu afirmou que nos últimos anos seu país
gastou cerca de US$ 6 bilhões para atender a emergência.
"Foi um gasto que assumimos quase na totalidade. A União Europeia só
investiu US$ 165 milhões. Não podemos enfrentar sozinhos esta crise",
escreveu Davutoglu ao jornal The Guardian.
Segundo autoridades turcas, a maioria dos refugiados está satisfeita
com o suporte nos acampamentos e ao menos 90% utilizaram serviços de
saúde locais. Líbano e Jordânia
Crise de refugiados na Síria se agravou com o avanço do Estado Islâmico
Uma das situações mais complexas é vivida pelo Líbano – país em que um em cada cinco habitantes é sírio.
Desde o início do conflito, 1,1 milhão sírios buscaram refúgio no país.
"Na Síria nos acostumamos a viver como reis mas aqui somos como
mendigos. Pedimos ajuda às pessoas e nos sentimos envergonhados", disse
Hanaa, uma síria que chegou a Beirute após escapar da guerra na cidade
de Yarmuk.
Na Jordânia a situação é similar. No acampamento de Zaatari, residem
cerca de 100 mil das 600 mil pessoas que chegaram nos últimos anos. O
governo gasta US$ 50 milhões por ano para mantê-lo. Deslocamento interno
De acordo com um relatório da Acnur, cerca de 7,6 milhões de pessoas
tiveram que se deslocar dentro da Síria para tentar escapar da
violência.
"Damasco recebeu nos últimos anos quase 2 milhões de pessoas, o que
duplicou sua capacidade habitacional em um dos últimos bastiões de
Assad", afirmou o editor de Oriente Médio da BBC, Jeremy Bowen.
Segundo ele, o que para os analistas do Ocidente é uma crise que está
emergindo, para os países vizinhos essa é uma preocupação que existe
desde o início da guerra, há mais de quatro anos.
"A diferença agora é que os refugiados, em grande número, estão tratando de chegar aos países mais ricos da Europa", disse ele.
"Mas a razão fundamental para que eles continuem fugindo está na Síria, em um conflito que não tem um final à vista".
Nesta terça-feira
(8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou em Assunção,
capital do Paraguai, de um seminário sobre os 10 anos do programa de
transferência de renda do país, o Tekoporã. Lula contou a experiência do
Brasil na redução da pobreza, levando o país a sair do Mapa da Fome da
ONU.
O presidente paraguaio Horácio Cartes apresentou Lula como
“um amigo do Paraguai”, ressaltando que as políticas públicas de seu
governo tiraram dezenas de milhões de brasileiros da pobreza e
inspiraram as políticas sociais também em seu país, em busca de um
desenvolvimento econômico inclusivo. O programa Tekoporã passou por três
administrações no país ao longo de 10 anos e beneficia mais de 600 mil
pessoas. O objetivo é o objetivo é eliminar a pobreza de uma geração
para a outra. Horácio Cartes, presidente do Paraguai, segura o cartão do Bolsa Família, e Lula mostra o do TekoporãLula
lembrou que quando chegou ao governo o Brasil tinha 54 milhões de
pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. “Era naquele instante, que
não tinha dinheiro, que nós tínhamos que dar o exemplo da inclusão dos
mais pobres no orçamento da União.” E das várias viagens que tem feito
pelo mundo após deixar o mandato, defendendo políticas públicas de
inclusão social e transferência de renda. “Eu tenho viajado por vários
países da África e da América Latina, e tenho tentado convencer os
presidentes a colocar um dinheirinho para os pobres que não estão aqui,
para tentar incluí-lo no orçamento da União com o mesmo carinho que eu
incluo outros setores da sociedade”, lembrou Lula.
>> Berzoini: governo estuda criação de tributo para perseguir superávit fiscal
>> Levy estuda maior Imposto de Renda para reduzir déficit e ajustar contas
O
ex-presidente defendeu o papel insubstituível do Estado nas políticas
sociais, já que nenhuma empresa fará investimentos sem esperar retornos
financeiros. “Só quem pode fazer o investimento que o único retorno é a
saúde a escola de uma criança e não ter retorno financeiro, é o Estado.
Só o Estado pode garantir que as pessoas tenham igualdade de
oportunidades e condições”.
O papel central da mulher, da mãe de
família, que recebem mais de 90% dos cartões do benefício, também foi
lembrado. “A mulher tem mais compromisso com a família, com o bem-estar
dos seus filhos”.
Outras políticas sociais, que integradas ao
Bolsa Família tiraram 36 milhões de pessoas da miséria, também foram
lembradas, como os 50 milhões de hectares disponibilizados para a
Reforma Agrária, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e o Luz
Para Todos, que levou energia para cerca de 15 milhões de pessoas.
Informações do Instituto Lula
Avião da British Airways pega fogo no aeroporto de Las Vegas
Boeing 777 tinha 172 pessoas a bordo; veja vídeo. Aeroporto informou que 2 pessoas foram atendidas por 'ferimentos leves'.
Do G1, em São Paulo
Um avião da British Airways pegou fogo no Aeroporto Inernacional
McCarran, em Las Vegas, nesta terça-feira (8). Segundo a rede CNN, duas
pessoas foram levadas para receber cuidados médicos após "ferimentos
leves", segundo o aeroporto.
O incidente ocorreu após as 16h00 (hora local). O fogo foi apagado. O
Boeing 777 tinha 159 passageiros e 13 tripulantes a bordo, e voaria para
o Aeroporto de Gatwick, que serve Londres. Veja VÍDEO de quando avião estava em chamas publicado em rede social.
Avião pegou fogo antes de decolar de Las Vegas (Foto: Reprodução/Twitter/@pberberian)
Um
recém-nascido, cuja família de refugiados acabava de chegar à ilha
grega de Agathonissi, morreu este sábado, enquanto a polícia e
deslocados entraram em confrontos no porto de Lesbos, no leste do mar
Egeu.
O
bebé de dois meses morreu algumas horas após a sua chegada à ilha,
proveniente das costas turcas nas proximidades, após ter sido admitido
num centro de acolhimento local com escassos meios, precisou à cadeia de
televisão pública ERT o presidente da câmara local, Evangelos Kottoros.
As autoridades não forneceram detalhes sobre a sua identidade ou as causas da morte.
Em
Lesbos, mais a norte no leste do mar Egeu, forças antimotim usaram gás
lacrimogéneo contra milhares de refugiados que tentavam ultrapassar
barreiras de segurança para embarcar ao início da noite num navio
especialmente fretado para transferir para Atenas os migrantes que têm
chegado à ilha, indicou fonte policial.
Segundo a mesma fonte, um refugiado ferido durante os confrontos foi hospitalizado.
Durante
o dia de hoje, centenas de refugiados e migrantes já se tinham
manifestado aos gritos de "Asilo, Asilo" frente ao principal centro de
acolhimento da ilha em protesto pela lentidão dos processos de registo e
que têm atrasado a sua transferência para Atenas. Na ocasião, as forças
policiais foram atingidas por pedras.
As autoridades das ilhas
gregas do leste do mar Egeu, em particular Lesbos e Kos, têm referido
não ter meios suficientes para enfrentar o fluxo de migrantes, e quando a
Grécia já registou 230.000 chegadas por mar desde janeiro.
A Procuradoria-Geral da República obtém
evidências de que os senadores Renan Calheiros, Edison Lobão e Romero
Jucá receberam propina de empreiteiras pelo contrato da usina nuclear
DIEGO ESCOSTEGUY
(Versão reduzida da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana)
Às vésperas das eleições do ano passado, já com a Lava Jato fazendo a República tremer, o empreiteiro Ricardo Pessôa, dono da UTC, encontrou-se com o presidente da Eletronuclear, almirante Othon Pinheiro. O almirante era o responsável pela retomada da construção da usina nuclear de Angra 3, parada desde a década de 1980. Naquele momento, após anos de negociações, os contratos, que somavam R$ 3,1 bilhões,
estavam prestes a ser assinados com o consórcio de empreiteiras
liderado por Pessôa. O almirante Othon, que fora indicado ao cargo pelos
senadores do PMDB, foi direto: “Vocês estão muito bem
qualificados, vão ganhar, então vocês vão precisar contribuir para o
PMDB”. Estava verbalizada, mais uma vez na longa história da corrupção
política do Brasil, a chamada regra do jogo – o uso criminoso da máquina
pública para enriquecer políticos e empresários, mantendo ambas as
partes no comando do Estado.
Até agora, sabia-se que Pessôa, que se tornou um dos principais delatores da Lava Jato, acusara Lobão de participar do esquema nas obras de Angra 3. Houve menções vagas, também, a negociações entre o cartel do petrolão,
com Pessôa à frente, e chefes do PMDB. Muito do que já se conhece da
delação de Pessôa, porém, restringe-se às propinas para as campanhas presidenciais do PT em 2006 (Lula), 2010 (Dilma) e 2014 (Dilma novamente), cuja investigação foi pedida sigilosamente
pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro relator
do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki. Quase
nada se sabe sobre os bastidores – e as provas – da negociação e dos
pagamentos de propina das empreiteiras do consórcio de Angra 3 aos
senadores do PMDB. Segundo as investigações, se cartel havia entre as
empreiteiras, cartel havia também entre os senadores do PMDB. E esse
cartel do Senado é o próximo alvo de Janot e sua equipe – uma caça que
se desenrolará nas semanas que virão, ameaçando ainda mais a frágil
estabilidade política que ainda resta no Congresso, especialmente após a
dura denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também do PMDB. >> Expresso: Janot encaminha ao STF pedidos para investigar propina em campanhas do PT
ÉPOCA obteve acesso ao material de caça de Janot. Trata-se de um
conjunto de documentos das investigações da Procuradoria-Geral da
República (PGR), da Polícia Federal e da força-tarefa da Lava Jato em
Curitiba sobre a participação dos senadores do PMDB no esquema de Angra 3
– a maioria deles, inéditos. A reportagem também entrevistou
investigadores, parlamentares e operadores do PMDB. Dessa apuração,
emergem os detalhes desconhecidos do caso que, até o momento, destaca
com mais força o envolvimento da trinca do PMDB do Senado – o presidente
da Casa, Renan Calheiros, Romero Jucá e Lobão
– na Lava Jato. Eles já são investigados no Supremo por suspeita de
participação no petrolão. Renan, por exemplo, será denunciado em breve
num desses processos. No eletrolão, que mimetizava a roubalheira da
Petrobras na Eletronuclear e na Eletrobras, descobre-se não somente que
os três chefes do PMDB no Senado são acusados de receber propina –
descobre-se que eles negociaram o pedágio pessoalmente, sem intermediários, como homens de negócio.
Nas próximas semanas, Janot pedirá a Teori autorização para investigar Renan e Jucá no
caso de Angra 3 – Lobão já é investigado. Entre os investigadores, as
últimas semanas foram tensas. Muitos queriam denunciar a turma do PMDB
do Senado antes da sabatina de Janot na Casa. Também pressionavam para
que o procurador-geral pedisse logo, formalmente, a investigação contra
Renan e Jucá no caso Angra 3. No final de julho, os delegados da PF que
atuam na Lava Jato, em Brasília, cobraram Janot e sua equipe, por
escrito: por que não investigar Renan e Jucá no caso Angra 3? Janot
optou pela estratégia de aguardar a recondução para, em seguida, partir
para o ataque à turma do Senado. Ele foi reconduzido há duas semanas, com tranquilidade. Agora, sua equipe acelera os trabalhos para preparar os torpedos contra o PMDB do Senado.
O questionamento dos delegados sobre Renan e Jucá também foi enviado ao
ministro Teori. Eles tinham razão em reclamar. As provas do caso
apontam igualmente para os três senadores do PMDB. Há quatro delações
premiadas, fechadas ou em andamento, algumas conhecidas e outras
sigilosas, que fornecem as principais provas do que ÉPOCA narra nesta
reportagem. A principal é a do empreiteiro Ricardo Pessôa, que tratava
diretamente com os senadores e o almirante Othon. Há, também, as
delações de dois executivos da Camargo Corrêa: Dalton
Avancini e Luiz Carlos Martins. Martins era o homem da Camargo no
projeto Angra 3. Está falando aos procuradores em Brasília. Há, por fim,
a delação de Walmir Pinheiro, diretor financeiro da
UTC, o encarregado de entregar a propina aos senadores do PMDB – e a
muitos outros políticos. Teori, até agora, ainda não homologou a delação
de Walmir Pinheiro. Em sigilo inquebrantável estão, por enquanto, as
provas de que políticos com foro recebiam propinas em contas secretas em
paraísos fiscais. Neste caso, também, há mais delações premiadas.
Outro lado
Os senadores do PMDB negam, veementemente, qualquer
participação no eletrolão. Lobão disse, por meio de seu advogado: “A
hipótese é completamente uma fantasia e o delator não tem nenhum
compromisso com a verdade. Pura ficção mental”. Renan admitiu ter se
encontrado com Pessôa – mas apenas isso. “O senador informa que esteve
com o empresário mencionado. A doação obtida em nome do Diretório foi
dentro do que prevê e permite a lei. O Senador agrega que jamais
solicitou doações que fossem consequência de quaisquer impropriedades e
que não se sente devedor de nenhum doador. O Senador também não conhece
nenhum diretor da empresa responsável pela obra citada”, disse, em nota.
O senador Romero Jucá também negou tudo. “Não tenho conhecimento da
delação e estou à disposição para prestar qualquer esclarecimento que o
Ministério Público pedir. Não participei de nenhuma irregularidade em
contratos com qualquer estatal”, disse, por meio da assessoria. Rodrigo
Jucá não quis se pronunciar. O Consórcio Angramon, composto das empreiteiras que venceram os contratos de R$ 3,1 bilhões, negou qualquer irregularidade:
“O Consórcio Angramon nunca efetuou nenhum pagamento de propina. Não
podemos responder pelo que supostamente teria sido feito individualmente
por qualquer pessoa ou empresa, mas podemos afirmar que todo ato
relativo ao consórcio foi e está sendo executado dentro da legislação”. A
UTC diz que não comenta casos sob investigação. Sibá Machado não
retornou as ligações de ÉPOCA.
Na quinta-feira, o juiz Sergio Moro aceitou denúncia do MPF contra o
almirante Othon e dirigentes das empreiteiras do cartel. Em sua decisão,
Moro disse: “O caso é um desdobramento dos crimes de cartel, ajuste de
licitação e propinas no âmbito da Petrobras, sendo identificadas provas,
em cognição sumária, de que as mesmas empresas, com similar modus
operandi, estariam agindo em outros contratos com a Administração
Pública, aqui especificamente na Eletrobras Termonuclear S/A –
Eletronuclear”. A regra do jogo está sob perigo.
>> Continue lendo esta reportagem em ÉPOCA nas bancas
Em cinco pontos: Qual a solução para a crise de refugiados na Europa?
Laurence PeterDa BBC News
Image copyrightReutersImage caption
Refugiados chegam a ilha grega após travessia do Mediterrâneo
A União Europeia
(UE) admite que seu procedimento para lidar com pedidos de asilo é
inadequado diante do maior fluxo de imigrantes experimentado pela Europa
desde a Guerra dos Bálcãs, na década de 90.
A Europa e o mundo
estão em choque com as tragédias que têm acontecido no Mediterrâneo e
com o desespero dos refugiados – a maioria deles, vinda da Síria -, que
são explorados por traficantes de pessoas.
Mas, em vez de trocarem acusações, os governantes europeus poderiam se unir para acabar com a crise?
Aqui estão cinco pontos-chave para um possível acordo da UE para amenizar a situação.
Regras de asilo
A Hungria se juntou à Grécia e à Itália na rota de entrada dos milhares de imigrantes que buscam asilo na Europa.
Os
centros de acolhimento desses países estão superlotados e eles estão
tendo dificuldade para administrar uma enxurrada de pedidos de asilo.
Um
compartilhamento maior das informações sobre os imigrantes - por
exemplo, do registro de suas impressões digitais e identidade - poderia
permitir um melhor acompanhamento dos seus movimentos na região.
Mais
equipes de especialistas da UE também vêm sendo prometidas para ajudar
as autoridades de cada país a dar rapidez ao procedimento de recebimento
dos imigrantes.
Mas também é necessária uma reforma na chamada
"Regulação de Dublin", pela qual o imigrante precisa pedir asilo para o
primeiro país europeu em que põe os pés - e não para seu destino final.
O
sistema não foi criado para aguentar uma crise como a atual. Tanto que
na "Agenda Europeia da Imigração" a própria Comissão Europeia diz que a
Regulação de Dublin não está funcionando.
Em 2014, apenas cinco Estados europeus tiveram de processar 72% de todas as solicitações de asilo.
A
Hungria, por exemplo, defende que a Áustria e a Alemanha deveriam
registrar os milhares de refugiados que pretendem se estabelecer por
ali.
Outros países na "linha de frente" da rota de entrada dos
refugiados e alguns de seus parceiros do leste europeu também costumam
ressaltar que a maioria dos imigrantes quer ir para países mais ricos,
como Alemanha, Suécia e Reino Unido. "Então, por que registrar esses
imigrantes em países onde eles não pretendem ficar?", questionam.
O
contra-argumento é que nenhum governo deveria fugir das suas
responsabilidades humanitárias - ou "empurrá-las" para estados vizinhos.
Pela
legislação internacional, as pessoas que fogem de guerras ou
perseguições têm o direito de obter asilo. E fazer pouco ou nada para
ajudá-los apenas prolonga o seu sofrimento.
Leia mais: Navio de guerra brasileiro resgata 220 imigrantes no Mediterrâneo
Leia mais: 'Espetáculo de cadáveres em praias europeias' era previsto, diz brasileiro da ONU
Cotas para o acolhimento de refugiados
Há
uma grande discussão sobre uma proposta da UE para a criação de "cotas
nacionais de asilo" para dividir o "fardo" do acolhimento dos refugiados
igualmente entre os países do bloco. Image copyrightEPAImage caption
Imigrantes caminham para a Áustria após viverem momentos de caos e desespero em Budapeste
E é cada vez maior a pressão para que haja um aumento no número de pessoas recebidas na Europa.
A
Comissão Europeia tentou, sem sucesso, convencer seus estados-membros a
aceitarem uma cota obrigatória de 40 mil sírios e eritreus nos próximos
dois anos.
Em julho, eles concordaram em aceitar 32,5 mil de forma voluntária.
A
Grã-Bretanha rejeitou qualquer cota, exercendo um direito que o país
havia negociado. A Irlanda poderia ter optado pelo mesmo caminho, mas
não o fez.
Os governos do Leste Europeu se opõem às cotas dizendo que os imigrantes não gostariam de ficar em seus países.
Em
uma nota conjunta divulgada nesta sexta-feira, os líderes da República
Checa, Hungria, Polônia e Eslováquia disseram que "qualquer proposta
estipulando a introdução de cotas obrigatórias e permanentes como
medidas solidárias seria inaceitável."
Mas o projeto para a criação de cotas ainda não foi descartado – e tem o apoio da França, Alemanha e Itália.
A Comissão Europeia deve anunciar um mecanismo permanente para distribuir os refugiados pelos 28 países do bloco.
No
entanto, mesmo se aceitas, nesse caso as cotas só se aplicariam para
refugiados vindos da Síria e da Eritreia - o que significa que o sistema
não resolveria toda a crise.
O presidente do Conselho Europeu,
Donald Tusk, quer uma meta mais ambiciosa, defendendo a "distribuição
justa de pelo menos 100 mil refugiados".
Ação no ponto de saída dos imigrantes
A
União Europeia intensificou a ação de patrulhas navais perto da costa
da Líbia – de onde saíram muitos imigrantes que acabaram mortos em
tragédias no oceano. Também há planos para destruir barcos de
traficantes de pessoas.
O governo britânico está entre os que
reforçam a necessidade de conter o fluxo de imigrantes na fonte, para
acabar com as viagens muito arriscadas até a Europa.
Mas as razões
que estão levando tantas pessoas a tentar entrar em território europeu
são múltiplas e complexas - e para lidar com elas é necessário um
esforço de longo prazo.
O fim da guerra na Síria, por exemplo,
faria uma grande diferença – já que os sírios formam o maior grupo de
imigrantes que buscam asilo na Europa. Mas hoje não parece haver
esperança de um fim do conflito no curto prazo.
Mais de 4 milhões
de refugiados do país já migraram para a Turquia, Líbano e outros
vizinhos da Síria. Mas os países ricos do Golfo receberam pouquíssimos
sírios – e críticos dizem que poderiam fazer mais para ajudar.
Também há uma imigração massiva para a Europa da Eritreia, onde há uma grave situação de abuso aos direitos humanos. Image copyrightGettyImage caption
Policial ajuda refugiada em estação de trem em Munique
O fim do conflito com a Etiópia reduziria esses
números. Mas a União Europeia também está dividida sobre como atuar
nesse conflito.
Na África Subsaariana, mais ajuda externa poderia
criar empregos locais e reduzir o fluxo de imigrantes buscando melhores
condições econômicas no velho continente.
Mas muitos africanos
também fogem de conflitos - na Nigéria, no Sudão, na Somália e na
República Democrática do Congo. Mais uma vez, conter esses fluxos
migratórios iria requerer soluções políticas, além de econômicas.
Leia mais: Brasil acolhe mais sírios que países na rota europeia de refugiados
Leia mais: De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo
Caminhos legais de imigração
Outro
grande desafio para a UE é criar centros de acolhimento na África e no
Oriente Médio para conseguir dar conta de todos os pedidos de asilo.
Isso ajudaria a evitar tragédias como as que aconteceram na travessia do
Mar Mediterrâneo.
Tusk, que comanda as conferências da UE sobre o
tema, pediu mais centros de acolhimento "próximos à zonas de conflito
fora da Europa, onde já existem campos de refugiados"."Esses centros
deveriam ser uma forma de chegar à União Europeia", disse.
Em um
esforço para conter o tráfico de pessoas da África Ocidental, a UE já
está avançando em um projeto piloto na Nigéria para criar um centro que
vai divulgar informações sobre as regras de imigração da Europa e as
opções para quem quer viver na região.
O bloco europeu tem um
sistema que dá autorizações para profissionais qualificados estrangeiros
trabalharem na Europa, mas ele não tem sido muito utilizado porque
compete com esquemas de cada um dos países do bloco.
Também há
quem defenda que se monte um sistema parecido com o de concessões de
"Green Cards" americanos para imigrantes econômicos - entre eles Jan
Semmelroggen, um pesquisador da Nottingham Trent University.
Boa
parte da Europa tem altos índices de desemprego, mas há uma grande
demanda para algumas profissões específicas em seu mercado de trabalho. A
Alemanha, por exemplo, quer mais engenheiros, especialistas em
computadores e tecnologia.
Deportações
Países
europeus deportam menos da metade dos imigrantes que não conseguem
asilo. Os traficantes de pessoas sabem disso e usam essa realidade em
benefício próprio – cobrando caro para levar os imigrantes à Europa.
Em 2014, só 45% dos pedidos de asilo tiveram sucesso. Para algumas nacionalidades, quase todas as solicitações foram rejeitadas.
Existe
uma pressão agora para que a União Europeia estabeleça uma lista de
"países de origem que são seguros", o que daria uma base legal para
deportar mais imigrantes.
Muitos imigrantes que chegam à Alemanha fugiram da pobreza nos Bálcãs, por exemplo – mas não são refugiados.
Por
isso, há quem defenda que a UE deveria declarar que países como Sérvia,
Kosovo, Albânia, Bósnia-Hezergovina e Macedônia são "seguros".
Isso
é problemático, porém, porque esses países querem entrar na União
Europeia – onde a livre circulação de pessoas é um valor fundamental.
Mil refugiados devem passar a noite em estação de trem de Viena
Cerca de 6,5 mil migrantes chegaram neste sábado à estação Westbahnhof. Parte deles não conseguiu viajar e dormirá em escritórios e trens parados.
Da EFE
Família
com bebê é filmada na estação de trem de Nickelsdof, na Áustria, onde
tenta embarcar em direção a Viena (Foto: Joe Klamar / AFP)
Cerca de mil refugiados que chegaram à Áustria após passarem pela
Hungria, a maioria em fuga das zonas de conflito no Oriente Médio,
passarão a noite na estação de trens Westbahnhof de Viena.
O porta-voz policial Roman Hahslinger disse à agência austríaca APA que
até agora chegaram à estação aproximadamente 6,5 mil refugiados, dos
quais a maioria seguiu viagem rumo à Alemanha.
Outros mil terão que esperar até amanhã para continuar a travessia,
enquanto a expectativa é que mais 1,5 mil cheguem no domingo pela
fronteira com a Hungria.
Para os que passarão a noite na Westbahnhof, a companhia estatal de
trens ÖBB disponibilizou 440 assentos para dormir em escritórios fora de
uso, enquanto outras 400 pessoas poderão passar a noite em trens
parados. Também há cem assentos para dormir na própria estação, enquanto
a Prefeitura de Viena preparou outros 300.
Apenas 20 refugiados optaram neste sábado por pedir asilo na Áustria e
permanecer no país, confirmou Hahslinger. O transporte de refugiados da
fronteira com Viena e da capital para a Alemanha ficarão suspensos
durante esta noite.
Refugiados tentam embarcar na estação de trem de Nickelsdorf, na Áustria, em direção a Viena (Foto: Joe Klamar / AFP)
França tem “certeza” que asa encontrada era do voo MH370
Técnico
da Boeing identificou número de série encontrado no destroço em julho
como pertencente ao do avião da Malaysia Airlines que desapareceu em
março de 2014
Redação / AR
MH370: o fim do mistério?
Contrariando as informações divulgadas pela imprensa internacional ao
longo de um mês, as autoridades francesas confirmaram, esta
quinta-feira, ao jornal “Le Figaro”, que têm a “certeza” que o fragmento
de asa encontrado na Ilha da Reunião, em julho, pertence ao voo MH370
da Malaysia Airlines. O voo MH370 partiu de Kuala Lumpur, em Singapura,
rumo a Pequim, na China, em março de 2014, com 239 pessoas a bordo,
tendo desaparecido sem deixar rasto.
O procurador de Paris disse agora que um técnico da Boeing
identificou formalmente um de três números encontrados no destroço como
pertencente ao número de série do aparelho que fazia o voo MH370.
"É possível dizer com segurança que o 'flaperon' [destroço de asa]
descoberto na ilha de Reunião a 29 de julho pertencia ao voo MH370",
declarou o procurador em comunicado.
O comunicado refere que os números de série do fragmento
correspondem a uma peça fabricada pela Airbus Defence and Space para a
Boeing.
O fragmento da asa, com dois metros de comprimento, foi encontrado
ao largo da ilha de Reunião, um território ultramarino francês, e levado
para França para ser submetido a análises de especialistas em aviação.
Foram também abertas buscas na mesma ilha na esperança de encontrar mais
partes do aparelho da Malaysia Airlines.
O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, tinha afirmado, dias
depois de serem encontrados os destroços, que eles pertenciam ao voo da
Malaysia Airlines, mas os investigadores preferiram na altura dizer
apenas que havia uma "probabilidade muito elevada" de se tratar do avião
desaparecido.
Modelo gaúcha está em estado grave após ser atropelada em ciclovia de SP
Mariana Livinalli Rodriguez, de 25 anos, foi atingida por um ônibus num cruzamento da Zona Oeste
Foto: Facebook
Mariana Livinalli Rodriguez
É grave o estado de saúde da modelo
gaúcha Mariana Livinalli Rodriguez, de 25 anos, atropelada de bicicleta
por um ônibus nesta quarta-feira em Pinheiros, na Zona Oeste de São
Paulo.
Segundo o Hospital das Clínicas (HC), ela teve traumatismo craniano, passou por uma cirurgia e está em coma induzido.
O atropelamento aconteceu na esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima
com a Rua Chopin Tavares de Lima, por volta do meio-dia desta
quarta-feira. Mariana bateu a cabeça na queda.
Segundo as primeiras informações da Polícia Civil, a vítima teria
atravessado a pista no sinal fechado para ciclistas e pedestres e acabou
atingida pelo coletivo. A perícia, no entanto, determinará as causas do
acidente.
Homem
portador do vírus da Aids será indenizado em R$ 300 mil após ter sido
influenciado pela igreja a se relacionar sexualmente com sua mulher sem o
uso de preservativos
Um homem portador do vírus da Aids
ganhará R$ 300 mil em indenização por danos morais após a Igreja
Universal do Reino de Deus (IURD) influenciá-lo a interromper seu
tratamento médico em nome da cura pela fé.
A decisão foi da 9ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Conforme os autos do processo,
o homem teria sido motivado a se relacionar sexualmente com a
mulher sem o uso de preservativos, adquirindo então o vírus da doença.
Ele também teria sido obrigado a ceder bens materiais para a igreja,
segundo informações do site do TJ-RS.
O colegiado chegou a esse valor da
indenização após ser informado do estado crítico de saúde a que o homem
chegou por deixar de tomar a medicação, em setembro de 2009. Poucos
meses depois, com a queda da defesa imunológica, o soropositivo ficou em
coma induzido por 40 dias devido a uma broncopneumonia.
O homem e ficou hospitalizado durante 77 dias. A vítima, que adquiriu o vírus em 2005, chegou a perder 50% do peso.
Para o relator do processo, o
desembargador Eugênio Facchini Neto, os laudos médicos e o depoimento de
uma psicóloga são provas de que o abandono do tratamento pelo paciente,
assim como o próprio contato com o vírus, resultou das visitas aos
cultos. Esses fatos, somados a outras provas como testemunhos e
reportagens, convenceram o magistrado sobre a atuação decisiva da Igreja
Universal no sentido de direcionar a escolha do rapaz.
“Assim, apesar de inexistir prova
explícita acerca da orientação recebida pelo autor no sentido de
abandonar sua medicação e confiar apenas na intervenção divina, tenho
que o contexto probatório nos autos é suficiente para convencer da
absoluta verossimilhança da versão do autor”, avaliou Facchini Neto.
Justiça Federal aceita denúncia contra ex-diretor da Eletronuclear
Othon Luiz Pinheiro da Silva e mais 13 pessoas passam a ser réus. Ação penal apura crimes investigados pela 16ª fase da Operação Lava Jato.
Fernando CastroDo G1 PR
O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta quinta-feira (3) denúncia
contra o ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da
Silva e outras 13 pessoas, entre elas ex-executivos das empreiteiras
Andrade Gutierrez e Engevix. Assim, todos passam a ser réus em processo
derivado da Operação Lava Jato.
A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que foi aceita pela
Justiça é referente à 16ª fase da Lava Jato, que investigou contratos
firmados por empresas já citadas na operação com a Eletronuclear – instituição de economia mista, cujo controle acionário é da União.
Othon Luiz Pinheiro é acusado de receber R$ 4,5 milhões em propina e está preso em um quartel do Exército, em Curitiba.
Ele estava afastado da Eletronuclear desde abril deste ano, após as
primeiras denúncias de corrupção, e pediu demissão no início de agosto.
Othon Luiz passa a ser réu na operação Lava Jato
(Foto: Antonio Cruz/ABr)
Veja os réus do processo e os crimes:
- Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-diretor-presidente
da Eletronuclear: organização criminosa, evasão de divisas, lavagem de
dinheiro, corrupção passiva e embaraço à investigação de organização
criminosa.
- Ana Cristina da Silva Toniolo, filha de Othon Luiz e
representante legal da Aratec: evasão de divisas, lavagem de dinheiro,
organização criminosa e embaraço à investigação de organização
criminosa.
- Rogério Nora de Sá, ex-executivo da Andrade Gutierrez: associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, ex-executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Olavinho Ferreira Mendes, ex-executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Otávio Marques de Azevedo, executivo da Andrade
Gutierrez, afastado da presidência da empresa após a prisão: organização
criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Flavio David Barra, ex-executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa.
- Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho, executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Carlos Alberto Montenegro Gallo, controlador da CG Consultoria: organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação de organização criminosa.
- Josué Augusto Nobre, titular e controlador da JNobre: organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- Geraldo Toledo Arruda Junior, controlador da Deustschebras Engenharia: lavagem de dinheiro.
- José Antunes Sobrinho, executivo da Engevix Engenharia: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Cristiano Kok, presidente de Engevix Engenharia: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Victor Sérgio Colavitti, controlador da Link Projetos: organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O G1 tentou contato com o advogado Helton Pinto, que
representa Othon Luiz Pinheiro, mas ele não retornou às ligações. A
Eletronuclear informou que Othon já não faz mais parte da empresa e por
isso não iria se pronunciar sobre o caso.
A Andrade Gutierrez afirmou por nota que os advogados dos executivos e
ex-executivos da da empresa "informam que as respectivas defesas serão
feitas nos autos da ação penal, fórum adequado para tratar o assunto. E
que não discutirão o tema pela mídia".
Também em nota, a Engevix informou que "forneceu informações ao
Ministério Público Federal e à Polícia Federal, permanecendo à
disposição das autoridades competentes e do Poder Judiciário”.
A reportagem tenta contato com as defesas dos demais réus. Acusações
O foco das investigações da 16ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 28
de julho, foram contratos firmados por empresas já citadas na operação
com a Eletronuclear. A empresa foi criada em 1997 para operar e
construir usinas termonucleares e responde hoje pela geração de cerca de
3% da energia elétrica consumida no país.
Conforme o MPF, a Andrade Gutierrez repassava valores para uma empresa
de Othon Luiz, a Aratec, por meio de empresas intermediárias que atuavam
na fase de lavagem de dinheiro – algumas reais, outras de fachada. O
MPF sustenta que Othon Luiz Pinheiro recebeu R$ 4,5 milhões de propina.
Além do pagamento de propina, a 16ª fase da Lava Jato apura a formação
de cartel e o prévio ajustamento de uma licitação para obras de Angra 3,
que foi vencida pelo Consórcio Angramon – Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, EBE e Techint.
Angra 3 será a terceira usina nuclear do país e está em construção na praia de Itaorna, em Angra dos Reis
(RJ). Segundo as investigações, houve restrição à concorrência, por
parte Eletronuclear, levando as empreiteiras do Consórcio Angramon a
saírem vitoriosas.
Lotação também foi incendiada no Morro
Santa Tereza (Foto: João Laud/RBS TV)
Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), as linhas
da empresa da STS não estão circulando por falta de segurança. São elas:
282 - Cruzeiro, 282.2 - Pereira Passos, 195 - TV, 177 - Menino Deus,
244 - Santa Teresa, 263 - Orfanotrofio, 265 - Jardim Medianeira, 149 -
Icaraí.
A linha de lotação 02.1 - Menino Deus, que teve um veículo incendiado,
também não está operando. A EPTC diz que não previsão para a
normalização do atendimento na região. Para pesquisar linhas
alternativas, é possível consultar nos sites www.poatransporte.com.br e www.eptc.com.br ou ligar para o telefone 156.
Os ônibus incendiados já foram removidos e não há mais bloqueios de
trânsito no Morro Santa Teresa e na Vila Cruzeiro. Os veículos
particulares podem circular normalmente nesses locais. As linhas T3 e
264 - Prado estão sendo desviadas na região da Vila Cruzeiro.
Ônibus pega fogo no Morro Santa Tereza em Porto Alegre (Foto: Maria Polo/G1)
Bombeiros combateram o fogo em dois ônibus e uma lotação (Foto: Anderson Favila/RBS TV)
Lotação também foi incendiada no Morro
Santa Tereza (Foto: João Laud/RBS TV)
Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), as linhas
da empresa da STS não estão circulando por falta de segurança. São elas:
282 - Cruzeiro, 282.2 - Pereira Passos, 195 - TV, 177 - Menino Deus,
244 - Santa Teresa, 263 - Orfanotrofio, 265 - Jardim Medianeira, 149 -
Icaraí.
A linha de lotação 02.1 - Menino Deus, que teve um veículo incendiado,
também não está operando. A EPTC diz que não previsão para a
normalização do atendimento na região. Para pesquisar linhas
alternativas, é possível consultar nos sites www.poatransporte.com.br e www.eptc.com.br ou ligar para o telefone 156.
Os ônibus incendiados já foram removidos e não há mais bloqueios de
trânsito no Morro Santa Teresa e na Vila Cruzeiro. Os veículos
particulares podem circular normalmente nesses locais. As linhas T3 e
264 - Prado estão sendo desviadas na região da Vila Cruzeiro.
Ônibus pega fogo no Morro Santa Tereza em Porto Alegre (Foto: Maria Polo/G1)
Bombeiros combateram o fogo em dois ônibus e uma lotação (Foto: Anderson Favila/RBS TV)
Uma embarcação com
cerca de 70 pessoas naufragou nesta quinta-feira (3) na costa oeste da
Malásia, provocando ao menos 14 vítimas. De acordo com fontes locais,
citadas por agências de notícias, a maioria dos imigrantes é de origem
indonésia.
"Ainda não temos certeza se os imigrantes estavam
tentando chegar à Malásia ou deixando o país ilegalmente", disse um
representante da Marinha local, Mohamad Aliyas, ressaltando que foram
mobilizados helicópteros e botes para procurar corpos ou sobreviventes.
Centenas
de indonésios trabalham em plantações ou zonas industriais da Malásia
e, frequentemente, enfrentam jornadas perigosas para voltarem para casa.
Em junho de 2014, dois barcos com indonésios naufragaram na mesma
região e mataram 15 pessoas. (ANSA)
Hungria encheu um comboio com refugiados que queriam ir para a
Alemanha mas fê-lo parar junto a um campo, para obrigá-los a
registarem-se. "Se a chanceler alemã insiste que ninguém pode deixar a
Hungria sem se se registar, então registamo-los”, explicou o
primeiro-ministro húngaro.
A Europa “está cheia de medo, porque vê que
os seus líderes não são capazes de controlar a situação”, foi dizer o
primeiro-ministro húngaro a Bruxelas, pretendendo demonstrar que, no seu
país, a vaga de refugiados que bate às portas da União Europeia, em
busca de um porto seguro quando os seus países e as suas vidas foram
desfeitos pela guerra, está sob controlo. Quase à mesma hora, perto de
Budapeste, a polícia de intervenção tentou obrigar refugiados a sair do
primeiro comboio que partiu em dois dias da estação Keleti, na capital
húngara, para os encerrar em campos.
Imigrantes desesperados atiraram-se à linha
férrea e bateram-se corpo a corpo com polícias húngaros na estação de
Bickse, a cerca de 35 km de Budapeste. Viram-se cenas de desespero, pais
e mães com bebés de poucos meses a deitarem-se na linha, recusando-se a
entrar nos autocarros e carros de polícia que os esperavam. Gritavam
“no camp” e “S.O.S”, relata a AFP. Após um momento de indecisão, as
autoridades declararam a estação “zona de operação policial” e mandaram
os jornalistas afastarem-se.
Tinham passado dias na estação de
Keleti, à espera de um comboio que os levasse até à Áustria, ou à
Alemanha – o destino mais desejado. Quando um comboio de seis carruagens
partiu finalmente esta manhã, julgaram que ia para lá, e houve cenas de
caos, com pessoas a lutar para conseguir um lugar a bordo.
Já em
Bickse, o comboio continuou parado na linha durante todo o dia, com
pessoas lá dentro, sob um sol arrasador, com muitas crianças. Empunhavam
cartazes a dizer “Germany”, em inglês. Há notícia de que a Hungria está
a reforçar as instalações dos três campos de refugiados de que já
dispunha - em Bicske, Vámosszabadi and Debrecen.
Embora estas
imagens evoquem os tempos da Europa sob o jugo nazi, o primeiro-ministro
Victor Orbán, que passou o dia em encontros com líderes europeus,
explicou que está apenas a seguir as regras. “Nenhum deles quer ficar na
Hungria, na Eslováquia, na Polónia, ou na Estónia. Todos querem ir para
a Alemanha. A nossa obrigação é registá-los. Se a chanceler alemã
insiste que ninguém pode deixar a Hungria sem se se registar, então
registamo-los”, afirmou. “É um problema alemão”
Segundo
as regras europeias em vigor, quem quiser pedir asilo num país da UE
terá de o fazer no primeiro país a que chega. Mas a Alemanha anunciou
que iria suspender temporariamente esta regra para os sírios em fuga
através da Grécia, Balcãs e Hungria, e que acolheria mesmo os que
tivessem sido registados noutro país. Esta posição alemã, na visão do
muito conservador Orbán, agravou a questão dos refugiados. “Este não é
um problema europeu. É um problema alemão”, sublinhou.
O mais
importante na cabeça do primeiro-ministro húngaro é garantir que o seu
país desempenha com brio a função de defensor das fronteiras da UE. “Se
deixarmos entrar toda a gente, será o fim da Europa. Temos de tornar
claro a estas pessoas que não vale a pena iniciarem a viagem, ou pagarem
a traficantes, porque não poderão passar na Hungria.”
Instando a
comentar qual a diferença entre a cortina de ferro dos tempos da União
Soviética e a vedação que a Hungria está a construir na fronteira com a
Sérvia, ao longo de 175 km, Orbán teve uma frase lapidar: “A primeira
era contra nós, esta é a nosso favor”.
A Hungria é um dos quatro
países da Europa Central que se reúne esta sexta-feira, em Praga, para
discutir a questão dos refugiados, juntando-se à República Checa, à
Polónia, e à Eslováquia – países muito cépticos quanto a receberem estas
pessoas, e que não hesitam em sublinhar que grande parte dessa rejeição
se deve a serem de religião muçulmana.
Espera-se que tomem uma
posição comum sobre o novo sistema de quotas proposto pela Comissão
Europeia para distribuir refugiados pelos Vinte e Oito – e, a julgar
pela reacção de Orbán, adivinha-se forte resistência. “As próprias
pessoas que propõem sistemas de quotas sabem que é um sistema que não
resolve nada”, afirmou na conferência de imprensa do fim do dia em
Bruxelas. “É apenas uma declaração política. Temos é de proteger as
fronteiras.”
Ou, então, pagar para alguém impeça as pessoas que
fogem das guerras de chegar às portas da Europa. “Enquanto deixaram
Berlusconi negociar com a Líbia não houve problemas. A UE terá de pagar o
preço necessário, enviar dinheiro para a Turquia e a Jordânia [onde
estão os maiores campos de refugiados sírios, com cerca de dois milhões
de pessoas em cada país] para os manterem lá.” Londres recebe mais pessoas
Em
Londres, o primeiro-ministro David Cameron esteve sob intenso
bombardeamento da opinião pública porque face às imagens da criança
síria morta num naufrágio na Turquia que comoveram o mundo, disse estar
“profundamente emocionado”, mas não indicou que o país poderia receber
mais refugiados. Apenas disse que o Reino Unido “assumiria as suas
“obrigações morais”. “Mas não há uma solução para este problema que
passe por simplesmente aceitar mais pessoas”, frisou.