segunda-feira, 5 de setembro de 2016

BANDO DE 30 HOMENS TOCA TERROR EM ASSALTO CINEMATÓGRAFICO NA EMPRESA DE VALORES PROSEGUR EM MARABÁ. BANDIDOS DINAMITARAM ESCOLA E ATEARAM FOGO EM PONTE. QUADRILHA ROUBOU CERCA DE R$ 50 MILHÕES

BANDO DE 30 HOMENS TOCA TERROR EM ASSALTO CINEMATÓGRAFICO NA EMPRESA DE VALORES PROSEGUR EM MARABÁ. BANDIDOS DINAMITARAM ESCOLA E ATEARAM FOGO EM PONTE. QUADRILHA ROUBOU CERCA DE R$ 50 MILHÕES

Marabá3

A madrugada desta segunda-feira, 5, foi marcada em Marabá por um assalto inédito na história do município e, talvez, do Pará. Uma quadrilha fortemente armada, com dezenas de bandidos encapuzados, explodiu a sede da empresa de valores Prosegur, que guarda todo o dinheiro que abastece as agências bancárias de Marabá e região, levou milhões, deixando um rastro de destruição no quarteirão.Casa ao lado

Os bandidos chegaram ao prédio da Prosegur (localizado na Avenida Itacaiúnas, 1.470) por volta de 1h40. Se espalharam pelo quarteirão e evitaram que populares se aproximassem. Soltaram rajadas de bala para afugentar pessoas e ao mesmo tempo para anunciar aos vizinhos o início da operação de guerra. Cinco minutos depois fizeram a primeira detonação de bananas de dinamites que destruiu o muro da empresa e os veículos que estavam estacionados em frente. Passados mais cinco minutos veio a segunda detonação: precisa e cirúrgica para abrir o cofre.bananas de dinamites que ficaram no local
 
Com o auxílio de quatro camionetes e um Corola, os bandidos encheram os veículos com sacos de dinheiro. A ação da quadrilha durou cerca de 40 minutos. Na fuga, os bandidos chegaram a trocar tiros com policiais militares que estavam em uma viatura em frente ao aeroporto. Era a única equipe que estava do lado de cá da ponte sobre o Rio Itacaiunas. No tiroteio, uma policial ficou ferida na perna, mas nada de grave.bananas de dinamites que ficaram no local
 
A empresa fica localizada no núcleo Cidade Nova, enquanto quartéis da PM, sede da Polícia Civil, Exército e Polícia Federal estão todos sediados no núcleo Nova Marabá. Para chegar ao Cidade Nova precisariam passar pela ponte sobre o Rio Itacaiunas, de 510 metros. Estrategicamente, os bandidos fecharam as duas pontes que unem os dois núcleos com duas carretas, ateando fogo sobre elas.Cenário de guerra
 
A polícia ficou entrincheirada do outro lado. E, segundo moradores da Rua Itacaiunas, só conseguiu chegar à sede da Prosegur dez minutos depois que os bandidos foram embora. Relatos desses mesmos vizinhos dão conta que os bandidos não levaram todo o dinheiro. O despojo ficou para populares que entraram na sede da empresa logo depois dos bandidos e saíram com sacos de dinheiro. “Um cara saiu com sete sacos de dinheiro. As pessoas levaram pacotes e pacotes. Acho que vão se apanhados depois”, disse um dos vizinhos da Prosegur, que pediu reserva de seu nome.Sede da Sespa
 
Com o auxílio de quatro camionetes e um Corola, os bandidos encheram os veículos com sacos de dinheiro. A ação da quadrilha durou cerca de 40 minutos. Na fuga, os bandidos chegaram a trocar tiros com policiais militares que estavam em uma viatura em frente ao aeroporto. Era a única equipe que estava do lado de cá da ponte sobre o Rio Itacaiunas. No tiroteio, uma policial ficou ferida na perna, mas nada de grave.
 
A empresa fica localizada no núcleo Cidade Nova, enquanto quartéis da PM, sede da Polícia Civil, Exército e Polícia Federal estão todos sediados no núcleo Nova Marabá. Para chegar ao Cidade Nova precisariam passar pela ponte sobre o Rio Itacaiunas, de 510 metros. Estrategicamente, os bandidos fecharam as duas pontes que unem os dois núcleos com duas carretas, ateando fogo sobre elas.
A polícia ficou entrincheirada do outro lado. E, segundo moradores da Rua Itacaiunas, só conseguiu chegar à sede da Prosegur dez minutos depois que os bandidos foram embora. Relatos desses mesmos vizinhos dão conta que os bandidos não levaram todo o dinheiro. O despojo ficou para populares que entraram na sede da empresa logo depois dos bandidos e saíram com sacos de dinheiro. “Um cara saiu com sete sacos de dinheiro. As pessoas levaram pacotes e pacotes. Acho que vão se apanhados depois”, disse um dos vizinhos da Prosegur, que pediu reserva de seu nome.
 
 
 
 
O rastro de destruição do assalto cinematográfico que abalou Marabá na madrugada desta segunda-feira, 5, atingiu casas até um raio de 200 metros da sede da empresa Prosegur, localizada na Rua Itacaiunas, bairro Novo Horizonte.

Casas ao lado e em frente ficaram praticamente destruídas. Parte do teto da escola Francisco de Souza Ramos, que também fica localizada em frente à sede da empresa de valores, foi ao chão.
O vigilante de prenome Ribamar conversou com a Reportagem do blog por volta de 6 horas da manhã e contou o drama que viveu desde que ouviu os primeiros disparos. Disse que assim que ouviu os tiros, correu para os fundos da escola e se jogou no chão. Em seguida, os bandidos jogaram, segundo ele, uma banana de dinamite no teto da escola e destruiu paredes, salas de aula, móveis e o prédio corre o risco de desabar com rachaduras na fachada.Vizinhos também abriram suas casas para a reportagem e mostraram o que sobrou.
 
Na casa vizinha à Prosegur, a mais destruída, cinco veículos, sendo quatro camionetes, tiveram avarias. Paredes foram ao chão, móveis e teto idem. As seis pessoas que estavam no interior ficaram refugiadas em um quarto nos fundos assim que ouviram os primeiros disparos. “Vi que ia dar merda. Juntei minha esposa, filhos e corremos para o fundo. Se a gente ficasse no quarto, teríamos morrido. A dinamite destruiu todo o quarto”, disse o empresário, que pediu reserva de seu nome. Ele espera que a empresa de valores se responsabilize pelos danos causados em sua propriedade.
 
Esse é o sentimento, também, de pelos menos outros 22 moradores da vizinhança que sofreram danos em suas casas.A sede do 11º Centro Regional da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública) em Marabá, que fica a 100 metros do local, também ficou parcialmente destruída. Na sala da Diretoria Técnica o teto ficou com um buraco de dois metros de diâmetro e o forro desabou. Vidraças viraram caquinhos e os servidores não foram trabalhar. Moradores da Rua Moisés Jadão, a 200 metros do local da explosão, também abriram suas casas para a reportagem do blog fotografar o cenário de terror e destruição que ficou. “Ninguém dormiu mais depois daquela explosão. Seis pessoas moram aqui em casa, uma moça está de resguardo porque ganhou filho há três dias. Ela está muito abalada”, contou Rosa de Fátima Silva.

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