domingo, 6 de outubro de 2013

Número de mortos devido a confrontos sobe para 44

Novos confrontos no Cairo (foto AP)
Número de mortos devido a confrontos sobe para 44
Por Redação
Pelo menos 44 pessoas perderam a vida, este domingo, na sequência de confrontos entre as forças de segurança e apoiantes do presidente deposto Mohamed Morsi, no Egito.

Segundo a AFP, mais de 200 pessoas ficaram feridas nos confrontos.

A mesma agência adianta que o exército mobilizou mais veículos blindados do que o habitual no Cairo, a pretexto das comemorações do 40.º aniversário da guerra israelo-árabe de 1973.

Paralelamente, os opositores de Morsi tinham apelado aos egípcios que saíssem de casa para demonstrarem apoio ao exército e às autoridades, contestados pelos apoiantes do antigo presidente, destituído pelos militares a 3 de julho passado.

sábado, 5 de outubro de 2013

Ataque provoca morte de 15 soldados na Líbia.

Internacional  - Pelo menos 15 soldados líbios morreram e vários ficaram feridos durante um ataque realizado hoje (5) a um posto militar ao sul de Trípoli, capital da Líbia, informou o serviço de segurança do país.
O ataque ocorreu nas primeiras horas da manhã num posto do exército líbio na região de Wechtata, entre as cidades de Beni Walid e Terhouna. De acordo com a agência de informação líbia, os corpos dos 15 soldados estão no hospital de Terhouna, para onde também foram transportados cinco feridos, dos quais quatro estariam em estado grave.
Os responsáveis do hospital de Terhouna pediram às autoridades de Trípoli ajuda médica urgente para enfrentar a situação resultante do ataque, um dos mais mortais desde a queda de Muammar Khadafi, há mais de dois anos. A Agência Líbia informou que o trânsito foi interrompido na estrada de ligação entre Beni Walid e Tarhouna.

*Com informações da Agência Lusa e Brasil.

Constituição ampliou os direitos trabalhistas


Iolando Lourenço e Ivan Richard - Agência Brasil

Brasília – No mês em que a Constituição de 1988 completa 25 anos, uma constatação: além de representar o marco entre o regime militar e a democracia, também significou a conquista de vários direitos trabalhistas e sociais. Na área econômica, os constituintes fortaleceram a estrutura do Estado, estabelecendo os monopólios da exploração do subsolo, do minério, do petróleo, dos recursos hídricos, do gás canalizado, das comunicações e do transporte marítimo.

A Carta Magna também reestruturou os Poderes da República e fortaleceu o Ministério Público, transformando-o em um órgão independente, autônomo e detentor da prerrogativa da ação civil pública. Atualmente, tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37 que limita o poder de investigação do Ministério Público. A matéria divide os parlamentares, fato que atrasa a sua apreciação. Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, todo brasileiro acima de 16 anos passou a ter o direito ao voto para escolher seus governantes e representantes. Antes, só tinham essa prerrogativa os maiores de 18 anos.
Trabalho da Assembleia Nacional Constituinte foi presidido pelo deputado Ulysses GuimarãesArquivoTrabalho da Assembleia Nacional Constituinte foi presidido pelo deputado Ulysses Guimarães

Os constituintes também ratificaram a Emenda Constitucional 25, de 1985, que estabeleceu o voto facultativo para os analfabetos. O Artigo 14 da Constituição estabelece que “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”. Também determina que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores de 18 anos.

Jornada de trabalho


A jornada de trabalho, que era de 48 horas semanais, foi reduzida para 44 horas. Passados 25 anos, sindicalistas e trabalhadores reivindicam, agora, a aprovação de uma mudança constitucional para reduzir a jornada de trabalho em mais 4 horas, passando para 40 horas semanais. A Constituição instituiu o abono de férias, o décimo terceiro salário para os aposentados e o seguro-desemprego.

No clima de expansão dos direitos sociais que tomou conta dos parlamentares, foram estendidos os direitos trabalhistas dos empregados urbanos para os rurais e os domésticos. As trabalhadoras passaram a ter direito à licença-maternidade de 120 dias, antes eram 90 dias, e os homens à licença-paternidade de cinco dias, que poderá ser ampliada, já que a Constituição estabeleceu esse prazo até a regulamentação do dispositivo. Há projetos na Câmara que preveem a licença-paternidade de 15 dias, 30 dias e 90 dias.

Os trabalhadores passaram a ter o direito de greve, que ainda não foi regulamentado, e de liberdade sindical. Os constituintes aprovaram a renda mensal vitalícia para idosos e deficientes. Definiram racismo como crime inafiançável e imprescritível; a tortura como crime inafiançável e não anistiável. Também estabeleceram a proteção ao consumidor, que três anos depois culminou na criação do Código de Defesa do Consumidor, atualmente em vigor.

Os constituintes instituíram a possibilidade de eleição em dois turnos, em cidades com mais de 200 mil eleitores, quando nenhum dos candidatos a cargos do Executivo – Federal, estadual ou municipal – obtenham mais de 50% dos votos válidos. Os parlamentares reduziram o tempo de mandato do presidente de cinco para quatro anos.

Com a Constituição Cidadã os brasileiros passaram a ter direito ao habeas data, ação que garante a todo cidadão saber os dados a seu respeito em posse dos arquivos governamentais. Um exemplo muito claro disso eram os arquivos organizados pelos governos militares que mantinham, de forma sigilosa, fichários de cidadãos considerados “perigosos” à soberania nacional. A Constituição também pôs fim à censura e instituiu a liberdade de expressão.

Constituinte ainda está em curso, diz Jobim


Brasília - Os traumas dos anos de ditadura pesaram decisivamente no detalhamento do texto constitucional de 1988, disse à Agência Brasil o jurista Nelson Jobim, considerado um relator adjunto da Constituinte. Para o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o “processo constituinte” ainda está em curso e as modificações na Carta Magna são necessárias para adequar o texto às conjunturas. “O processo constituinte brasileiro continua, tanto é que tivemos 74 emendas constitucionais normais e seis emendas de revisão. Ou seja, a Constituição foi modificada 80 vezes. Alguém dirá que é um absurdo. Mas não é absurdo. É o ajustamento de uma Constituição que foi detalhista às conjunturas daquela época e que está se ajustando”, analisou Jobim.

Um dos principais nomes na elaboração do texto constitucional ao lado do relator da proposta, deputado Bernardo Cabral, Jobim atribui ao passado de ditadura do país o detalhamento da Constituição. “Na época, em 1988, havia uma grande desconfiança do Poder Executivo originário do governo militar e era mais fácil aprovar um texto constitucional do que um projeto de lei. O projeto de lei tinha que ser aprovado na Câmara, depois no Senado, ia a veto, voltava para o Congresso. Então, era muito mais fácil aprovar na Constituição e foi essa a razão [do detalhamento]”.

Para Jobim, o texto promulgado há 25 anos foi “aquilo que poderíamos fazer no processo democrático”. “O processo foi bom por uma razão: a estabilidade política. Tivemos a estabilidade em todo o período, mesmo com grandes traumas, como foi o impeachment do presidente [Fernando] Collor, não houve nenhum problema institucional. As coisas funcionaram, andaram, há uma discussão, o debate, mas isso faz parte do processo. O processo democrático não é a criação de um consenso, é a administração do dissenso”, acrescentou.

Luta contra autoritarismo começou com as Diretas-já


Brasília  - “Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”, disse há 25 anos o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal, em vigor até hoje. O Brasil rompia de vez com a Constituição de 1967, elaborada pelo regime militar que governou o país de 1964 até 1985.  O trabalho que resultou na “Constituição Cidadã” começou muito antes da Assembleia Constituinte e o fim da ditadura. A luta para acabar com o chamado “entulho autoritário” ganhou força com a derrota da Emenda das Diretas-Já, ou Emenda Dante de Oliveira, rejeitada por faltarem 22 votos, no dia 25 de abril de 1984.

Passadas duas décadas dos militares no Poder, com a restrição de vários direitos e depois da derrota na votação que instituiria o voto direto para presidente da República, lideranças políticas, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Luiz Inácio Lula da Silva, Miguel Arraes, Fernando Henrique Cardoso e muitos outros percorreram o Brasil para tentar unir a sociedade com o ideal de pôr um fim ao regime autoritário.

Com a impossibilidade de eleições diretas, o então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, passou a articular a disputa da eleição presidencial no Colégio Eleitoral, formado por deputados e senadores. Até então, só os militares participavam do processo. Tancredo convenceu os aliados, deixou o governo de Minas e se tornou o candidato das oposições. Uma das suas promessas de campanha era a convocação da Constituinte. Na disputa, o ex-governador mineiro venceu Paulo Maluf, candidato oficial dos militares.

Com a eleição de Tancredo, estava cada vez mais próxima a possibilidade do país deixar para trás os anos de ditadura e avançar para o regime democrático. Mas o sonho, no entanto, se viu ameaçado com a impossibilidade de Tancredo tomar posse em 15 de março de 1985, em virtude de uma crise de diverticulite. Internado às pressas no Hospital de Base do Distrito Federal, o presidente eleito fez uma cirurgia de emergência. No dia seguinte à sua internação, subiu a rampa do Palácio do Planalto o vice-presidente José Sarney. Com a morte de Tancredo, em 21 de abril de 1985, Sarney foi efetivado e deu andamento ao processo de transição.

Em 28 de junho de 1985, Sarney cumpriu a promessa de campanha de Tancredo e encaminhou ao Congresso Nacional a Mensagem 330, propondo a convocação da Constituinte, que resultou na Emenda Constitucional 26, de 27 de novembro de 1985. Eleitos em novembro de 1986 e empossados em 1º de fevereiro de 1987, os constituintes iniciaram a elaboração da nova Constituição brasileira. Ao todo, a Assembleia Constituinte foi composta por 487 deputados e 72 senadores.

A intenção inicial era concluir os trabalhos ainda em 1987. No entanto, as divergências entre os parlamentares, especialmente os de linha conservadora e os considerados progressistas, quase inviabilizaram o resultado da Constituinte e provocaram a dilatação do prazo. Foram 18 meses de intenso trabalho, muita discussão e grande participação popular .

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Deputados irritados com Marina Silva


Deputados irritados com Marina Silva



É grande a irritação dos deputados que se ligaram à Rede Sustentabilidade com a ex-senadora Marina Silva. Ao longo da semana, à medida que caía a ficha de que o TSE não concederia o registro à legenda, diversos parlamentares aliados de Marina falaram cobras e lagartos dela.
Reguffe, deputado federal pelo DF, disse a interlocutores que Marina, no fundo, nunca quis vencer a eleição. "Ela gosta de ser um ícone pop", desabafou a amigos.
Já Alfredo Sirkis (PV-RJ) lamentou a lentidão da ex-senadora criar o partido. "Ela demorou a entrar no jogo. Faltou organização", criticou, na mesma roda de conversa.

Marina Silva
Marina Silva

Marina Silva diz que ainda não decidiu sobre filiação partidária

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BRASÍLIA, 4 Out (Reuters) - A ex-senadora Marina Silva disse nesta sexta-feira que ainda não tomou uma decisão sobre sua eventual filiação a um partido político para estar apta a disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem.
Marina afirmou que tomará uma decisão até sábado, prazo final para que ela esteja filiada a alguma legenda e possa disputar a eleição.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

Giap, o general que derrotou franceses e americanos

Giap, o general que derrotou franceses e americanos


por Luís Manuel CabralHoje
Fotografia © Reuters
O mais importante general vietnamita e herói da independência era uma pessoa determinada em libertar o país do domínio ocidental. Um estratega brilhante que vergou duas potências militares. Morreu hoje, aos 102 anos.
O general Vo Nguyen Giap, herói da independência do Vietname, morreu hoje aos 102 anos. "Posso confirmar que Giap morreu às 18h08" (12h08 em Portugal continental), afirmou à France Press um responsável governamental vietnamita. A morte foi também confirmada por fonte militar.
Giap ficou conhecido pela sua obsessão em libertar o Vietname da ocupação ocidental e uni-lo sob o domínio comunista do regime de Hanói, tornando-se uma lenda viva depois de liderar vitoriosamente as tropas vietnamitas contra a França e os Estados Unidos da América durante a guerra.
Além de Ho Chi Minh, Vo Nguyen Giap foi o mais importante comandante militar vietnamita e principal responsável pelas mais significativas operações militares de guerra.
Comandou a primeira guerra da Indochina (1946-1954) e a guerra do Vietname (1960-1975). Participou nas batalhas históricas de Lang Son (1950), Hoa Binh (1951-1952), Dien Bien Phu (1954), Ofensiva do Tet (1968), Ofensiva da Páscoa (1972) e no final da campanha Ho Chi Minh (1975).
Além de militar, Giap também foi jornalista, ministro do interior do governo do presidente Ho Chi Minh, comandante do Exército do Povo do Vietname, ministro da Defesa e membro da direção do comité central do Partido Vietnamita dos Trabalhadores que se tornou, em 1976, no Partido Comunista do Vietname.

Polícia inglesa trabalha com nova equipa da PJ caso Maddie


A Polícia Judiciária já formou uma nova equipa para trabalhar nas linhas de investigação identificadas pela polícia britânica sobre o desapacimento da criança inglesa Madeleine McCann, confirmaram responsáveis da Scotland Yard.
 
foto DR
Maddie desapareceu em maio de 2007
 
Polícia inglesa trabalha com nova equipa da PJ caso Maddie
Um grupo de seis agentes da delegação de Faro foi formado para assistir a unidade britânica responsável pela "Operação Grange" da Polícia Metropolitana, que está a rever todas as pistas relacionadas com o caso após a intervenção do primeiro-ministro britânico, David Cameron.
Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 03 de maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico na Praia da Luz, no Algarve, enquanto os pais jantavam com um grupo de amigos num restaurante próximo.
"É uma equipa dedicada de pessoas novas. Ultrapassámos a primeira série de obstáculos jurídicos e a investigação está a caminhar na direção certa", saudou o comissário adjunto Marc Rowley, que, durante um encontro com jornalistas maioritariamente britânicos, se esforçou por sublinhar o bom entendimento existente.
Porém, admitiu que as diligências requeridas poderão não ser nem simples nem tão rápidas como o desejado: "São profissionais empenhados, mas que trabalham em quadros jurídicos diferentes", admitiu.
Este responsável espera que a relação entre as duas forças policiais "se fortaleça" e manifestou interesse, "à medida que a investigação progredir", em colocar "um pequeno número agentes em Portugal".

04 DE OUTUBRO DE 2013 FALTAM 454 DIAS PARA AS ELEIÇÕES DE 2014 COM INFORMAÇÕES DO “TSE”



Polícia dispara gás lacrimogéneo em confrontos no Cairo

Confrontos opuseram, nesta sexta-feira, no Cairo, apoiantes e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, durante um protesto de milhares de islamitas contra o exército.
 
foto AMR ABDALLAH DALSH/REUTERS
Polícia dispara gás lacrimogéneo em confrontos no Cairo
Confrontos no Cairo entre apoiantes e opositores de Morsi
 
Segundo a Agência France Presse, no decorrer dos confrontos, a polícia disparou gás lacrimogéneo contra algumas centenas de islamitas que se dirigiam à praça Tahrir para os impedir de aí entrar, assim como tiros de fogo real para o ar.
Os confrontos tiveram início nos bairros de Maniyal e Shubra, quando milhares de apoiantes de Morsi protestavam no bairro de Nasr City, onde fica a praça de Rabaa al-Adawiya, um dos dois locais do Cairo palco, a 14 de agosto, de uma violenta repressão que se saldou em centenas de mortos.
Em Maniyal, centenas de apoiantes do presidente afastado pelos militares cantaram frases de ordem contra o general Abdel Fattah al-Sisi, o chefe do Estado Maior do exército.
Em Shubra, os confrontos terminaram quando as forças de segurança intervieram e dispersaram os grupos em conflito.
Morsi foi destituído e detido pelo exército a 3 de julho, depois de manifestações de milhões de egípcios exigindo a sua demissão.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Barbosa: juízes não aplicam leis por medo


Presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa: “Eu acredito firmemente que, quando o juiz quer, ele decide. Ele aplica. Só não aplica a lei aquele juiz que é medroso, é comprometido, ou é politicamente engajado em alguma causa”
Presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa: “Eu acredito firmemente que, quando o juiz quer, ele decide. Ele aplica. Só não aplica a lei aquele juiz que é medroso, é comprometido, ou é politicamente engajado em alguma causa”
São Paulo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse ontem (30) que parte dos juízes brasileiros não aplica devidamente as leis de combate à corrupção devido a relações políticas com aqueles que poderão influenciar sua promoção na carreira.
“Não há mecanismos que criem automatismos, permitindo que o juiz, passado determinado tempo, seja promovido sem ter que sair por aí, com um pires na mão, para conseguir essa promoção. Por isso é que digo: ‘deixe o juiz em paz, permita que ele evolua na sua carreira, de maneira natural, sem que políticos tenham que se intrometer.’ Essa é uma das razões pelas quais muitos juízes não decidem [em ações de combate à corrupção]. Vamos atacar o problema na sua raiz”, defendeu o ministro.
Barbosa destacou que o Brasil tem leis de combate à corrupção, que não são perfeitas, mas não estão sendo aplicadas. “Eu acredito firmemente que, quando o juiz quer, ele decide. Ele aplica. Só não aplica a lei aquele juiz que é medroso, é comprometido, ou é politicamente engajado em alguma causa, e isso o distrai, o impede moralmente de se dedicar a sua missão”, disse Barbosa, ao falar sobre produtividade, em encontro promovido pela revista Exame.
O magistrado ressaltou, porém, que parte dos juízes consegue agir independentemente de influências políticas. “Desconfie de juiz que vive travando relações políticas aqui e ali”, recomendou Barbosa. Para ele, ninguém quer ter aspectos importantes de sua vida nas mãos de juízes com tal característica. “Infelizmente, nosso sistema permite que esse tipo de influência negativa seja exercida sobre determinado juiz, mas é claro que há juízes que conseguem driblar isso muito bem.”
O ministro voltou a criticar o sistema político brasileiro, que permite a existência de muitos partidos. “Isso é péssimo, isso não é bom para a estabilidade do sistema político brasileiro. Nenhum sistema político funciona bem com dez, 12, 15, muito menos com 30 partidos. [É necessário] algo que existe em outros países, que é a cláusula de barreira. Este é o caminho, o da representatividade, só sobrevivem aqueles partidos que continuam a ter representatividade no Congresso”, afirmou.

CONCURSO PÚBLICO: MEC vai realizar concurso e remuneração pode chegar a R$ 3,9 mil

CONCURSO PÚBLICO: MEC vai realizar concurso e remuneração pode chegar a R$ 3,9 mil

Vagas serão para técnicos e professores Reprodução/Internet/Ilustração
O Ministério do Planejamento autorizou o Ministério da Educação a realizar concurso público e contratações num total de 1.439 cargos de Professor e de Técnico Administrativo, destinados às escolas técnicas, colégios, centros de educação tecnológica e institutos.

O próprio MEC vai definir a quantidade vagas a serem destinadas para cada Instituição Federal de Ensino e pode realizar concurso ou convocar pessoas que foram classificadas em concursos anteriores, ainda vigentes.

São 712 cargos de Professor da Carreira de Educação Básica, Técnica e Tecnológica e 536 cargos de Técnico Administrativo para o ensino técnico e tecnológico. Existem ainda outros 108 cargos de Professor EBTT e 83 cargos de Técnico Administrativo destinados ao Instituto Nacional de Educação de Surdos e ao Instituto Benjamin Constant.

A remuneração inicial para professor é de R$ 3.900. Já o cargo de Técnico Administrativo está dividido em três categorias: Classe E, com nível superior, com remuneração inicial de R$ 3.138; Classes C e D, de nível médio, com remuneração inicial de R$ 1.912 e R$ 1.547, respectivamente. Para mais informações, acesse: www.planejamento.gov.br

Por Agência do Rádio

Naufrágio deixa mais de 90 mortos em Lampedusa

Naufrágio deixa mais de 90 mortos em Lampedusa

Embarcação levava cerca de 500 imigrantes ilegais

Um naufrágio perto da ilha italiana de Lampedusa deixou ao menos 93 mortos hoje (3). O barco levava cerca de 500 pessoas vindas da África. Até agora 150 sobreviventes foram resgatados.
Naufrágio em ilha italiana de Lampedusa    O prefeito de Lampedusa, Giusi Nocolini informou à ANSA que muitas mulheres e crianças estavam na embarcação. "Chega! O que estamos esperando? O que esperamos além de tudo isso? É um horror continuo", disse o prefeito.
Naufrágio em ilha italiana de Lampedusa
    "Não se conhecem ainda as dimensões [do acidente]. Se for verdade que a embarcação levava 500 [pessoas] e foram salvas até agora 130, é de fato um horror", afirmou ele.(ANSA)

Deputada Bernadete comemora aprovação do seu projeto


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ÔNIBUS ESCOLAR COM 60 ALUNOS CAI DENTRO DE RIO EM ASSU.

ÔNIBUS ESCOLAR COM 60 ALUNOS CAI DENTRO DE RIO EM ASSU.

Um ônibus escolar caiu dentro de um rio no fim da tarde desta quarta-feira (2) na cidade de Assu, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Cerca de 60 alunos estavam no veículo, que estava a caminho do município de Ipanguaçu, também na região Oeste.
De acordo com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, quatro pessoas sofreram escoriações leves. Os feridos foram uma professora e três estudantes.
O ônibus atravessava um trecho do rio Assu em uma estrada carroçável no momento em que caiu no rio. Ainda não se sabe o que provocou o acidente.
Fonte: Portal Jardim do Serido

Inquérito indica que Amarildo foi torturado

Divisão de Homicídios envia material ao MP sem saber paradeiro do ajudante de pedreiro

Em entrevista na tarde desta quarta-feira, o delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, disse que o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos, foi torturado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na Zona Sul da cidade. Essa sessão de tortura incluiu choques elétricos.
"Apuramos que ele foi torturado. Há um conjunto de provas e serviços da inteligência que nos levaram a esse detalhe da investigação", afirmou Barbosa. No entanto, o delegado disse que Amarildo não foi torturado dentro de um contêiner na Rocinha.
Polícia fez reconstituição do caso Amarildo
Polícia fez reconstituição do caso Amarildo
Rivaldo confirmou que já enviou ao Ministério Público (MP) do Estado a conclusão do inquérito sobre o desaparecimento de Amarido.
Ele sumiu no dia 14 de julho depois de ser levado para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora da comunidade. Dez PMs foram indiciados, entre eles o ex-comandante da unidade, major Edson dos Santos.
>> A gente quer o corpo do meu pai, diz o filho de Amarildo
>> Rio de Paz faz campanha para ajudar família de Amarildo
Todos vão responder pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. O promotor de Justiça, Homero de Freitas, encarregado do caso, disse que vai oferecer denúncia contra os acusados nos próximos dias.

Governo tenta mais uma vez por fim a greve dos trabalhadores!

Resultado das últimas audiências com o governo Jatene (proposta de regulamentação das aulas suplementares)


A greve segue com força total. A todo instante são encaminhadas para o Sintepp mais adesões de municípios, com a perspectiva dos que ainda não aderiram virem somar conosco após o processo avaliativo. Hoje estamos com mais de 56 municípios em greve e nossa avaliação é que a adesão na metropolitana avança em 80%.
Mesmo com as investidas do governo de tentar nos desmobilizar, seja através das pressões ao judiciário para conter nosso movimento ou pagando veículos de comunicação para mentir para a população, seguimos unidos na defesa da educação pública com qualidade social.
A participação massiva da categoria nas marchas de segunda (31) e terça-feira (1) mostraram ao governo a disposição de luta dos trabalhadores em educação. Ou Jatene atende nossas exigências ou seguiremos paralisados, é o sentimento da categoria.
O governo mantém a alegação de limitação orçamentária e legal, pois além da  falta de recursos, alega o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Porém, a educação se pergunta: quando seremos prioridade? Por isso levamos para a apreciação da categoria a definição das próximas ações de nossa greve, que já chega ao 10º dia.
VEJA O RESUMO DA NEGOCIAÇÃO DE 31/09 E 01/10
1- RETROATIVO DO PISO:
O governo reconhece a dívida e propõe uma comissão para avaliar os recursos disponíveis. Não apresentaram nenhum calendário objetivo de pagamento da dívida.
2 – JORNADA E REGULAMENTAÇÃO DAS AULAS SUPLEMENTARES:
O governo propõe fazer a lotação por jornada ano que vem (2014), com 20% de hora atividade, avançando para 25% de hora atividade apenas em julho. Garante que não haverá nenhum tipo de perda remuneratória para a categoria com a regulamentação das aulas suplementares. Entretanto, há um impasse na concepção de jornada.
3 – REFORMA DAS ESCOLAS E SEDUCÃO:
O governo apresentou um documento com cerca de 100 escolas com reformas programadas ou em andamento. Disseram que vão aprimorar o documento, indicando o nível de andamento das obras. Não apresentou o cronograma de reforma dos recursos do BID e ficou de encaminhar este documento em outra rodada de negociação.
Sobre o Seducão o governo afirmou que os reparos emergenciais devem iniciar imediatamente e, com os recursos do BID realizarão a reforma do prédio, prevista para iniciar até março do próximo ano.
Além disso, o governo se comprometeu em fazer o levantamento técnico para verificar o grau de insalubridade em alguns setores e pagar uma gratificação por esta insalubridade até que se sane o problema.
4 – UNIFICAÇÃO DO PCCR:
O governo propôs a criação de uma comissão paritária, a ser publicada em Diário Oficial, para construir uma proposta de unificação do PCCR, no prazo máximo de 60 dias.
5 – ELEIÇÃO DIRETA PARA DIREÇÃO DE ESCOLA:
O governo aceita avançar para uma lei ainda este ano. Enquanto a lei não é criada, o governo propõe publicar de imediato uma portaria para incentivar o processo nas escolas. O Sintepp propôs a criação de um calendário de eleições, que será apresentado na próxima reunião ao governo.
6 – LEI DO SOME
O governo garante que encaminhará à Alepa, no prazo de 15 dias, a partir do encerramento dos debates com a comissão, a lei que regulamenta o SOME.
Na assembleia de hoje (2), nossa tarefa é avaliar os próximos passos do movimento, traga sua reivindicação, junte-se a nós nesta luta que vai mudar nosso estado e nosso país.
Não há conquista sem luta!
Proposta do governo Jatene – baixe aqui
propostas regulamentação aulas suplementares_governo_jatene

Rede no TSE: Marco Aurélio acha "muito difícil" registro agora do novo partido

Gilmar Mendes acha que razões de Marina Silva devem ser analisadas

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro
Brasília - O ministro Marco Aurélio - um dos três membros do Supremo Tribunal Federal que integram o Tribunal Superior Eleitoral - disse, nesta quarta-feira (2/10), que acha “muito difícil” que o plenário do TSE aprove, na sessão desta quinta-feira (3/10), o registro do novo partido Rede Sustentabilidade, liderado pela ex-senadora Marina Silva. Mas admitiu que “colegiado é uma caixa de surpresas”.
Marco Aurélio destacou que a Rede “já tem pela proa” o parecer contrário da Procuradoria-Geral EleitoralNa sessão do último dia 24 de setembro, por 4 votos a 3 (com o voto de minerva da ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE), foi formalmente criado o Solidariedade – o 32º partido político do país. Naquela oportunidade – em caso semelhante ao da Rede de Marina Silva – ficaram vencidos, além e Marco Aurélio, os ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio. A maioria foi formada pelos ministros Otávio Noronha, Laurita Vaz (relatora), Dias Toffoli e Cármen Lúcia.
Tendências
Marco Aurélio destacou que a Rede “já tem pela proa” o parecer contrário da Procuradoria-Geral Eleitoral
O ministro Marco Aurélio admite que “é possível que eu esteja errado porque fiquei na corrente minoritária”, e “já flexibilizaram a questão quanto à resolução do TSE, pelo menos nos casos do PSD e do Solidariedade”. Mas sublinhou que a Rede “já tem pela proa” o parecer contrário da Procuradoria-Geral Eleitoral.
No parecer assinado pelo vice-procurador-geral Eugênio Aragão, o Ministério Público afirma que o pedido do partido "continua sem condições de ser atendido". "Criar o partido com vistas, apenas, a determinado escrutínio [eleições de 2014] é atitude que o amesquinha, o diminui aos olhos dos eleitores", escreveu Aragão em seu parecer.
Aragão reafirma que a Rede de Sustentabilidade não conseguiu comprovar as assinaturas mínimas de apoio para a sua criação, que é de 492 mil nomes. Faltariam cerca de 50 mil assinaturas O ministro Marco Aurélio vai, assim, manter a mesma posição que assumiu no julgamento do registro do Solidariedade, partido liderado pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical.
À pergunta de se acha intransponível o fato de o partido em formação não ter conseguido comprovar nos cartórios todas as 492 mil assinaturas exigidas na lei e na resolução específica do TSE, Marco Aurélio respondeu: “Não sei, porque não conheço o processo. A relatora é que vai abrir o embrulho, e nos revelar o que tem dentro do embrulho. Como costumo dizer que não tenho tempo para cuidar de meus processos, muito menos para atuar como revisor. Sob a minha ótica, o que está na lei em termos de exigência consubstancia a formalidade essencial para o registro, e todos se submetem às regras do jogo, de criação de partido político, que é a observância da legislação de regência, da Lei 9.096 (Lei dos Partidos Políticos) e a resolução do tribunal que regulamentou essa lei”.
Ele lembrou que o julgamento desta quinta-feira não está no “campo jurisdicional”. E comentou: “Nós estamos a constatar dados concretos para decidir administrativamente. Ou seja, se houve percalços nos cartórios, evidentemente, nós não poderemos considerar esses percalços”.
Já o ministro Gilmar Mendes (que vai substituir Dias Toffoli, que está em viagem) acha que devem ser apreciadas, no julgamento, as alegações da ex-senador Marina Silva de que há dados relativos a 90 mil assinaturas “que não foram reconhecidas, mas sem justificativas” “Vamos examinar a questão em função dessas alegações de que teriam havido, aqui e acolá, abusos na rejeição dos apoiamentos”.
A impressão mais ou menos generalizada, no TSE, é de que vai depender do voto da relatora, a ministra Laurita Vaz, a primeira a votar, a aprovação do registro da Rede Sustentabilidade até o prazo final de 5 de outubro – a fim de que o novo partido possa participar das eleições do próximo ano.
São dados como certos a favor do registro os votos dos ministros Otávio Noronha, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. E são considerados certos, em sentido contrário, os votos de Marco Aurélio, Luciana Lóssio e Henrique Neves.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Depois de reunião com Aécio, Serra diz que fica no PSDB

"Ele me ligou e disse que ficaria. Acho que é um erro para as oposições, mas espero que ele seja feliz", disse o deputado federal Roberto Freire, presidente do PPS

O ex-governador José Serra decidiu permanecer no PSDB. A decisão foi comunicada por ele a amigos e interlocutores do partido na tarde dessa segunda-feira (30) quase no limite do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que políticos mudem de legenda em tempo de disputar a eleição de 2014.

A decisão foi anunciada durante a tarde, pelo perfil oficial do parlamentar na rede social Facebook. Ele havia sido convidado para se filiar ao PPS e disputar a Presidência da República, em 2014 pela legenda. 
Caso optasse pela troca de partido, Serra teria que comunicar o PSDB até a próxima quinta-feira (3) dois dias antes da data que marca a contagem de um ano para a eleição. "Ele me ligou e disse que ficaria. Acho que é um erro para as oposições, mas espero que ele seja feliz", disse ao Estado o deputado federal Roberto Freire, presidente nacional do PPS.

A sigla esperava lançar o ex-governador como candidato a presidência. O assunto foi tema de uma conversa nesta segunda no Palácio dos Bandeirantes entre o senador Aécio Neves, provável candidato tucano à Presidência, e o governador Geraldo Alckmin.

Em nota, o presidente nacional do PSDB, saudou a permanência de Serra e deixou aberta a possibilidade do ex-governador se candidatar. Aécio afirmou, porém, que não haverá prévias no PSDB para escolher o candidato da legenda.

“A minha prioridade, é derrotar o PT, cuja prática e projeto já comprometem o presente e ameaçam o futuro do Brasil. O PSDB, partido que ajudei a conceber e a fundar, será para mim a trincheira adequada para lutar por esse propósito. A partir dela me empenharei para agregar outras forças que pretendem dar um novo rumo ao país”, escreveu Serra, na sua página no Facebook.

Depois do comunicado na internet, Aécio divulgou uma nota com elogios ao ex-governador. “José Serra é uma figura indispensável ao PSDB, de tal forma que sempre foi difícil para mim conceber nosso partido sem ele. O protagonismo de José Serra no processo político, agora e nas eleições presidenciais que se avizinham, é um fato absolutamente natural e desejável não apenas aos meus olhos, como aos daqueles que buscam uma alternativa ao governo petista”, diz a nota.


Agência Estado

Mais de três milhões de pessoas saíram da zona da pobreza em 2012, diz Ipea

Mais de três milhões de pessoas saíram da zona da pobreza em 2012, diz Ipea

Mais de três milhões de pessoas saíram da zona da pobreza em 2012, diz Ipea thumbnail Para estudo, aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família estariam entre os principais indicadores de índices positivos.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A desigualdade de renda registrou queda em 2012.   De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira, dia 01 de outubro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, o Produto Interno Bruto – PIB  cresceu 0,9% no ano passado, a renda per capita das famílias, em média, 7,9%.
Os dados presentes no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad mostram que o índice da população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A pesquisa também mostra o número de pessoas consideradas como “pobres” (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), caiu de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.
“Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família”, diz o estudo. O Ipea informa que, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade ocorreu em função da renda do trabalho e 12,2% por causa do programa do governo.
“O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência”, informou o presidente do Instituto, Marcelo Neri. Para ele, a Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS  e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678).
Informações de Agência Brasil
FOTO: ilustrativa / futblog.com.br

Em dia de tumultos, Câmara aprova plano de cargos e salários do magistério do RJ

Em dia de muito tumulto, confrontos, depredações e vandalismo, a Câmara de Vereadores do Rio aprovou o plano de cargos e salários dos professores da rede municipal. Foram 36 votos a favor e apenas 3 contra. A comissão de Constituição e Justiça tem cinco dias para fazer a redação final e encaminhar para a sanção do prefeito Eduardo Paes, que tem 15 dias para sancionar.
Segurança foi reforçada nas imediações da Câmara Municipal
Segurança foi reforçada nas imediações da Câmara Municipal
Nove vereadores de oposição, que saíram da sessão no plenário quando começou um tumulto do lado de fora da Câmara, não votaram. São eles: Renato Cinco (PSOL), Eliomar Coelho (PSOL), Verônica Costa (PR), Jefferson Moura (PSOL), Brizola Neto (PDT), Paulo Pinheiro (PSOL), Reimont (PT), Marcio Garcia (PR) e Teresa Bergher (PSDB).
Os vereadores de oposição disseram que vão à Justiça pedir a anulação da votação, alegando que, pelo regimento da casa, a sessão foi secreta porque não havia presença da população no plenário, cujo acesso foi bloqueado por segurança. A informação foi de Teresa Bergher (PSDB) e Jefferson Moura (PSOL). Do lado de fora, muitas bombas seguiam estourando.
Um vendedor foi atingido por uma bala de borracha
Um vendedor foi atingido por uma bala de borracha
Indignado, o vereador de oposição Brizola Neto (PDT) chegou a subir na mesa para impedir a votação em segunda discussão. Ele tentou sentar na cadeira do presidente da casa, Jorge Felippe. Seguranças tentaram retirá-lo, e a sessão foi interrompida.
Mais um dia de caos e violência nas ruas do Centro do Rio
A manifestação dos professores em frente à Câmara do Rio, durante a votação do plano de Cargos e Salários dos profissionais da rede municipal, acabou com novo confronto entre educadores, black blocs e Polícia Militar no Centro da cidade. Um grupo de black blocs infiltrado no protesto começou a confusão na porta da Câmara, no momento em que os professores cantavam e gritavam palavras de ordem para os vereadores que participavam da votação. Os "mascarados" forçaram a porta da casa e tentaram quebrar as janelas arremessando pedras e pedaços de madeira. O Choque reagiu com bombas de efeito moral, gás lacrimogênio, spray de pimenta e balas de borracha.
Houve uma grande correria na Cinelândia e os professores tentaram se refugiar em ruas do Centro, enquanto a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), Marta Morais, pedia calma e também para os black blocs se retirarem do ato da categoria, que era pacífico até o momento, apesar do clima de tensão. Vinte pessoas foram detidas pelos policiais, sob alegação de arruaça, agressões à PM e depredação do patrimônio público e privado. Todos os presos são integrantes do grupo black blocs.
No plenário, o vereador Brizola Neto pediu para suspender a sessão por medida de segurança, após ouvir os barulhos de bombas de efeito moral do lado de fora da Câmara. O confronto começou na rua que fica ao lado da casa, a Alcindo Guanabara, e os professores foram dispersados com bombas de efeito moral jogadas pelo Choque. A tropa avançou para as escadarias da Câmara e retirou os professores que estavam protestando no local, novas bombas foram jogadas na direção dos educadores. O grupo de black bloc iniciou uma correria na Cinelândia, arremessando pedras e objetos na direção dos policiais militares e da imprensa. A PM ocupou as ruas próximas à Câmara dispersando os grupos que fugiram da área de conflito.
O Metrô fechou todos os acessos da Estação Cinelândia causa da confusão, e na Estação Carioca só o acesso Rio Branco ficou aberto. O trio elétrico dos professores foi atingido por bombas de efeito moral e gás da PM, sendo obrigado a sair do local de manifestação. A equipe do SEPE que estava no trio passou mal e algumas pessoas tiveram que ser atendidas por socorristas. O Centro de Operações Rio registrou a interdição de várias ruas do Centro, que ficaram tomadas por protestantes. Os manifestantes mascarados continuaram o confronto com a PM no entorno da Cinelândia, promovendo atos de vandalismo e depredando vários patrimônios da cidade.
Cerca de 60 carros do Batalhão de Choque e mais de 700 policiais cercaram a Câmara e houve vários confrontos enquanto a votação seguia no plenário. O vendedor ambulante Henrique José, de 38 anos, estava passando pela Avenida Rio Branco na hora do tumulto e foi atingido por um tiro de bala de borracha. "O policial olhou para mim e atirou à queima roupa. Poxa, ele viu que não era manifestante e nem estou mascarado", reclamou a vítima.
Prefeitura divulga nota sobre aprovação do plano
A Prefeitura do Rio divulgou nota oficial sobre a aprovação do plano de cargos e salários do magistério. Confira a nota:
"O Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) aprovado nesta terça-feira (01/10) pela Câmara de Vereadores do Rio é uma vitória para os servidores da Secretaria Municipal de Educação e um passo definitivo para consolidar o ensino público do Rio de Janeiro como o melhor do Brasil. O Plano garante, de imediato, um reajuste salarial de 15,3% para todos os profissionais da Educação e corrige injustiças históricas, com ações como a equiparação entre professores de nível I e II, igualando o valor da hora aula.
A Prefeitura do Rio esclarece que desde o início da greve, em agosto, reuniu-se com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ) dez vezes, três com a presença do  prefeito Eduardo Paes, e cumpriu e vem cumprindo com todos os pontos acordados com a categoria. O primeiro item do primeiro acordo exigia o envio do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) para a Câmara em 30 dias, o que ocorreu no dia 17 de setembro.
Vereadores da base aliada e da oposição apresentaram 31 emendas ao texto original, já aprovadas pelo prefeito, o que representa um impacto de R$3 bilhões para o governo municipal nos próximos cinco anos. A prefeitura reitera, mais uma vez, o seu apelo para que os professores que aderiram à greve retornem às aulas o mais breve possível, de forma  que os alunos da rede municipal não sejam ainda mais prejudicados".

Miro e Simon aguardam aprovação da Rede Sustentabilidade

Deputado e senador não enxergam impedimentos legais para a criação da sigla

A recente aprovação livre de impedimentos do partido Solidariedade, fundado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, representa um banho de otimismo nos que aguardam a aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)do partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. Os que apoiam a criação da nova legenda acreditam em sua aprovação a tempo de concorrer nas próximas eleições.
É o que espera o deputado federal Miro Teixeira (PDT), que deve se filiar à sigla assim que for aprovada para concorrer ao governo do Rio em 2014. Para Miro, a aprovação do Solidariedade reflete a correspondência com a expectativa da população, e o mesmo deve ser feito com o Sustentabilidade. “Acho que foi uma boa aprovação, pois o Tribunal (TSE) correspondeu à expectativa porque teve mobilização. Nós (de apoio à Rede Sustentabilidade) também queremos que, com o Rede, seja correspondida a expectativa de milhares de pessoas”, ressalta o deputado.
Para Miro, TSE deve corresponder às expectativas públicas e aprovar o Rede
Para Miro, TSE deve corresponder às expectativas públicas e aprovar o Rede
Após o indeferimento sem justificativas de 95 mil assinaturas, o deputado acredita que o TSE não terá como desprezar sua criação, já que as exigências foram todas cumpridas. “O Rede não tem problema de assinatura, chegou a quase um milhão. Por um critério rigoroso, que revela boa-fé, a própria estrutura do partido eliminou 200 mil dessas fichas sem mandá-las a cartório, pois não considerou aptas a exame, por conta de abreviação de assinatura, por estar ilegível etc. Das outras, já estão entregues 440 mil, restando para exame mais de 95 mil que pura e simplesmente não foram examinadas. O que não é um indeferimento motivado não é um indeferimento”, desenvolve Miro, lembrando que a lei determina que os motivos do indeferimento devem ser explicados, o que não ocorreu.
Faz coro com o deputado o senador Pedro Simon, do PMDB-RS, convicto da aprovação do novo partido, uma vez que não há impedimentos legais para isso. “O Tribunal concedeu aprovação a todos. Hoje, só ficou pendente o projeto da Marina, mas não me passa pela cabeça que o TSE não aceite. Além das milhares de assinaturas, ela ainda tem os milhões de votos conquistados nas últimas eleições. Tenho convicção absoluta que ela vai ser aprovada”, explica o senador.
Pedro Simon ainda ressalta que as dificuldades encontradas por Marina Silva ao tentar construir seu próprio partido só reflete sua importância no atual cenário político e como sua candidatura irá fazer a diferença no panorama eleitoral de 2014 . “Só porque se trata da Marina, já que ela é o peão principal da atual corrida presidencial. A Marina candidata altera todo o quadro (político).”
Sobre a criação do Solidariedade, o senador faz louvor à sua aprovação, mas, assim como Miro Teixeira, espera que o mesmo ocorra com a Rede Sustentabilidade. “Acho que a decisão foi muito correta e o mesmo deve ser feito com o Sustentabilidade”, reforça Simon.


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