sexta-feira, 8 de abril de 2016

INTERPOL INVESTIGA DESAPARECIMENTO DE ESTUDANTE PARAENSE QUE SE CONVERTEU AO ISLAMISMO

INTERPOL INVESTIGA DESAPARECIMENTO DE ESTUDANTE PARAENSE QUE SE CONVERTEU AO ISLAMISMO



A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) investiga o sumiço de uma estudante paraense de 20 anos que se converteu ao islamismo e deixou o Brasil sem avisar a família na manhã de terça-feira (5).

Karina Ailyn Rayol Barbosa fez contato com os familiares pela última vez às 13h15 da última segunda-feira (4). Ela havia se convertido ao islã contra a vontade da família há dois anos.

Preocupados com o sumiço, os pais da jovem - que cursa Jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPA) - procuraram a delegacia da Polícia Federal no aeroporto de Belém e constataram que ela havia saído do país pelo aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, às 5h14 de ontem.
Segundo a PF, Karina usou um passaporte verdadeiro, emitido no mês de dezembro em Belém. O pai da jovem, Nerino Almeida, quer que a polícia tenha acesso às imagens do circuito de segurança do aeroporto de Guarulhos. Ele acredita que as imagens possam ajudar a descobrir o paradeiro da estudante.

Como a jovem é maior de idade e aparentemente a viagem foi programada, segundo a PF, o caso foi repassado à Interpol que investiga se a estudante foi recrutada por alguma organização terrorista e para qual país ela viajou. O sistema de tráfego de passageiros usado pela imigração brasileira registra a entrada e saída de passageiros nos aeroportos do país, no entanto, dados como o país de destino do viajante não são capturados, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal no Pará.

A família de Karina diz que o comportamento da jovem mudou depois que ela se converteu ao islamismo. Descrita pelo pai como estudiosa, responsável e centrada, Karina ficou mais reservada após a conversão que ocorreu depois que ela iniciou um curso de língua árabe na UFPA. 'Nossa convivência era maravilhosa, mas ela se afastou de outros colegas e primos. Ficou mais reservada e com o tempo precisou tomar medicamento para depressão', contou o pai.

Segundo Nerino, a filha começou a frequentar o Centro Islâmico Cultural do Pará, localizado no bairro da Campina, por influência de um professor do curso de língua árabe. O pai credita o comportamento mais reservado à nova religião. Além de ter ficado mais introspectiva, Karina trancou a graduação em Jornalismo sem o conhecimento da família, fato só descoberto após o sumiço dela. 'Ela saía de casa todos os dias como se fosse para a faculdade. Por isso desconfiamos que ela estava sendo aliciada nesse período em que estava sem estudar', afirma o pai.

Em nota a A Universidade Federal do Pará (UFPA) lamentou o aparente desaparecimento da aluna do curso de Comunicação Social – habilitação Jornalismo, Carina Raiol Barbosa, e esclareceu que ela não participou de nenhum curso de língua árabe existente na instituição.

Segundo o professor Saif Mounssif, pesquisador da Faculdade de Engenharia Naval da UFPA e imam do Centro Islâmico Cultural do Pará, a estudante esteve, em 2014, em um curso de língua árabe oferecido pelo Centro e, pouco tempo depois, manifestou o desejo de conversão à religião muçulmana.

O pesquisador, porém, ressalta que o curso de idioma trata apenas do ensino da língua árabe e da cultura a ela ligada, sem abordar questões políticas ou religiosas em relação ao Estado Islâmico.

Ele também esclarece que a presença da jovem no Centro Islâmico Cultural do Pará sempre ocorreu com o apoio e conhecimento materno e que a Carina Barbosa deixou de frequentar o espaço em novembro de 2015. Desde então, a instituição não possui informações sobre a universitária.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Moro tinha conhecimento de grampo de advogados, diz defesa

247 – Em resposta a um ofício da Procuradoria Geral da República que acusa o ex-presidente Lula de ter alterado o número do telefone da empresa de palestras LILS no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica após polêmica dos grampos, a fim de "levar a erro", a defesa do petista respondeu que a alteração, se ocorreu, não altera em nada o ato ilegal cometido pelo juiz Sérgio Moro, que autorizou o grampo de advogados.
"A nova defesa apresentada pelo juiz ao STF — afirmando que o telefone em questão constava na Receita Federal em nome de uma empresa de palestras do ex-Presidente Lula, com exclusão recente — não tem qualquer valor para modificar o fato de que ele grampeou conscientemente um escritório de advocacia e, ainda, o fato de que as informações prestadas ao STF não são compatíveis com os ofícios da empresa de telefonia", sustentam os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins, em nota divulgada nesta quarta-feira 6.
Segundo a defesa, "o telefone que foi alvo de interceptação autorizada pelo juiz Sérgio Moro é o principal ramal do escritório Teixeira, Martins & Advogados". "Se houve alguma alteração recente na Receita Federal para corrigir informação equivocada da empresa LILS Palestras, isso não tem qualquer influência no ato ilegal praticado pelo juiz em relação ao escritório Teixeira, Martins & Advogados", diz ainda a nota.
Confira a íntegra:
Nota
O telefone que foi alvo de interceptação autorizada pelo juiz Sérgio Moro é o principal ramal do escritório Teixeira, Martins & Advogados. Essa informação está: (i) no rodapé da procuração juntada no processo pelos advogados do escritório; (ii) nas petições apresentadas no processo; (iii) no site e em todo material relacionado ao escritório.
Não bastasse, a empresa de telefonia responsável pela linha (Telefonica) informou ao Juiz Sérgio Moro, de forma categórica, em duas oportunidades (uma em 23/02 e outra em 07/03) que o telefone pertence ao escritório Teixeira, Martins & Advogados, como determina a Resolução 59 do CNJ. Mesmo assim a interceptação prosseguiu e foi ainda prorrogada.
Por isso, mostrou-se que o ofício enviado pelo juiz Sérgio Moro ao STF em 29/03/2016 não corresponde à realidade, pois ele, inequivocamente, tinha conhecimento de que estava monitorando 25 advogados do escritório Teixeira, Martins & Advogados.
A nova defesa apresentada pelo juiz ao STF — afirmando que o telefone em questão constava na Receita Federal em nome de uma empresa de palestras do ex-Presidente Lula, com exclusão recente — não tem qualquer valor para modificar o fato de que ele grampeou conscientemente um escritório de advocacia e, ainda, o fato de que as informações prestadas ao STF não são compatíveis com os ofícios da empresa de telefonia.
Ao autorizar a interceptação telefônica, o juiz deve consultar a empresa de telefonia — com a exclusão de qualquer outro meio público ou privado. É o que diz a já referida Resolução 59 do CNJ. Essa providência foi atendida e o juiz foi informado de que o telefone era do escritório Teixeira, Martins & Advogados.
Se houve alguma alteração recente na Receita Federal para corrigir informação equivocada da empresa LILS Palestras, isso não tem qualquer influência no ato ilegal praticado pelo juiz em relação ao escritório Teixeira, Martins & Advogados.
A modificação, se realizada, é um ato regular, que o juiz, como tantos outros, tenta transformar em algo ilícito na tentativa de ofuscar a afronta por ele praticada contra a Constituição Federal e contra o Estado Democrático de Direito.
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins

Carro é deixado ao lado de assembleia em Fortaleza com 13 kg de dinamite

Carro é deixado ao lado de assembleia em Fortaleza com 13 kg de dinamite

bomba
Um carro modelo UP, cor prata, da Volkswagen, foi abandonado ao lado da sede da Assembleia Legislativa do Ceará com 13,3 quilos de dinamite. A polícia chegou até o veículo, que estava no cruzamento da Avenida Desembargador Moreira com a Rua Francisco Holanda, após receber uma denúncia anônima por volta das 22h30 de segunda-feira (04).
Os trabalhos para desarmar a bomba e recolher o material foram concluídos por volta das 2h30 dessa terça-feira (05). O episódio ocorre uma semana depois da prisão, em Fortaleza, do traficante de drogas e armas Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão do de Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa fundada nos presídios de São Paulo, o Primeiro Comando da Capital (PCC), e quase um mês depois de ter sido aprovado na Assembleia cearense um projeto que estabelece o bloqueio de sinal de celular em áreas próximas aos presídios.

Fonte: Robson Pires

PONTO NOVO: POR FALTA DE SERVIDORES, AULAS PODERÃO SER SUSPENSAS EM COLÉGIO ESTADUAL

PONTO NOVO: POR FALTA DE SERVIDORES, AULAS PODERÃO SER SUSPENSAS EM COLÉGIO ESTADUAL

Foto: Facebook/ João Durval Carneiro
Na manhã desta quarta-feira (06) foi realizada uma reunião com representantes do Colegiado para discussão do problema da falta de servidores do Colégio Estadual João Durval Carneiro. O problema dá-se por conta da não renovação do contrato da empresa responsável com o Governo do Estado, provocando três demissões de funcionárias que trabalhavam na área da limpeza e cozinha na instituição de ensino.
Mesmo com a falta das profissionais, a instituição tem como objetivo tentar manter as aulas, um trabalho de conscientização dos estudantes visando à manutenção da limpeza da escola será desenvolvido.
Como resultado da reunião, ficou acertado que uma manifestação pelas ruas da cidade será realizada nos próximos dias, com objetivo de externar a situação do colégio. Resultado da crise, várias escolas da região também sofrem com os impactos.
O Núcleo Regional de Educação tem conhecimento da situação, mas para uma resolução do problema ainda não se tem previsão.

As Informações são do Portal Ponto Novo 

Diretora da CAEMA tem que dar explicações sobre as constantes falta de água na cidade.

Diretora da CAEMA tem que dar explicações sobre as constantes falta de água na cidade.


A cidade de Açailândia está passando por uma situação de grande desconforto e humilhação com as constantes faltas de água nos Bairros da cidade. A Falta de explicação por parte da direção local da CAEMA dá a impressão que órgão estadual não tem nenhuma representante em Açailândia. A Vila Bom Jardim e o Bairro do Jacu, já faz algum tempo que os moradores reclamam do racionamento de água, ou seja, um dia sim e outro não.

Para comprovar o que aqui estamos relatando, iremos fotografar esses acasos e levar até o conhecimento da CAEMA e vamos divulgar nos outros meios de comunicação da cidade na busca de soluções para essa falta de responsabilidade.

Perguntar não Ofende: Porque a Direção da CAEMA/AÇAILÂNDIA nunca dar explicações para o POVO e para Imprensa Local???

2682/11-RJ
Açailândia – Maranhão
WhatsApp-99175-2799

Blog Folha de Cuxá

MOTOCICLETA QUE SUELY RESENDE DEU DE PRESENTE PARA NAMORADO PODE TER SIDO COMPRADA COM DINHEIRO PÚBLICO

MOTOCICLETA QUE SUELY RESENDE DEU DE PRESENTE PARA NAMORADO PODE TER SIDO COMPRADA COM DINHEIRO PÚBLICO



Viúva do ex-prefeito Davi Resende, teria recebido o dinheiro da prefeitura, a título de pagamento de aluguel de imóveis, para comprar o “MIMO” que foi dado de presente ao namorado

Hoje pela manhã o BLOG DO EVANDRO CORRÊA recebeu mais uma denúncia envolvendo a presidente da Câmara de Ulianópolis, Suely Resende. Segundo o denunciante, uma motocicleta zero quilômetro que Suely Resende deu para o atual namorado, um médico lotado no Hospital Municipal de Ulianópolis, teria sido comprada com dinheiro da prefeitura.

Segundo a denúncia, a vereadora, viúva do ex-prefeito Davi Resende, teria recebido o dinheiro da prefeitura, a título de pagamento de aluguel de imóveis, para comprar o “MIMO” que foi dado de presente ao namorado. O Blog está apurando a denúncia, bem como o valor real que foi pago pela motocicleta.

NOTA DO BLOGGER- Pessoalmente, não vejo problema nenhum em Suely Resende presentear o namorado ou quem quer que seja, DESDE QUE USE SEU PRÓPRIO DINHEIRO. Afinal, se trata de uma pessoa de muitas posses. O que não se pode tolerar é que ela use o dinheiro do contribuinte para agradar seus amores. Isso a população não pode engolir e nem permitir. Afinal, Suely Resende já é um fardo bem pesado para a administração pública, leia-se parentes encostados na prefeitura e contratos milionários.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Panama Papers: Premiê da Islândia renuncia e é primeiro a cair após escândalo de vazamentos

Panama Papers: Premiê da Islândia renuncia e é primeiro a cair após escândalo de vazamentos


O maior vazamento de documentos da história já fez sua primeira baixa. Após a divulgação dos chamados Panama Papers, documentos que revelam contas offshore de políticos e personalidades, primeiro ministro da Islândia – um dos citados no caso - renunciou ao cargo nesta terça-feira.
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com
Segundo os documentos vazados da empresa de advocacia Mossack Fonseca, Sigmundur Gunnlaugsson tinha uma empresa offshore chamada Wintris com sua esposa.
Ele é acusado de usar a conta para ocultar milhões de dólares dos bens de sua família.
Um protesto foi organizado à frente do Parlamento da Islândia na última segunda-feira, um dia depois da divulgação dos Panama Papers, para pressionar o premiê.
Gunnlaugsson havia ligado para o presidente Olafur Ragnar Grimsson para dissolver o Parlamento, mas essa ideia foi refutada pelo chefe de Estado, que pediu para conversar com os partidos políticos antes.
“Eu não acho que seja normal o primeiro-ministro, sozinho, ter autoridade para dissolver o Parlamento sem que a maioria da Casa esteja satisfeita com a decisão”, disse o presidente aos jornalistas.
Após ter se recusado a renunciar na segunda-feira, o premiê acabou ainda mais pressionado até mesmo pela coalizão do seu partido.
Nesta terça, ele usou o Facebook para se manifestar.
“Eu disse ao líder do Partido Independente que se os parlamentares do partido acreditam que eles não poderiam apoiar o governo para realizar tarefas conjuntas, eu iria dissolver o Parlamento e convocar novas eleições”, escreveu ele.
Com a saída de Gunnlaugsson, há rumores de que o ministro da Agricultura seja nomeado o novo primeiro-ministro.
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com

Acusações

Os documentos vazados da Mossack Fonseca mostram que Sigmundur Gunnlaugsson e sua esposa compraram a Wintris em 2007.
Ele não declarou sua participação na empresa quando entrou noPparlamento, em 2009. Depois, vendeu 50% dela para sua esposa, Anna Sigurlaug Palsdottir, por US$ 1.
Gunnlaugsson afirma que nenhuma lei foi desrespeitada e que sua esposa não foi beneficiada financeiramente.
A empresa offshore foi utilizada para investir milhões de dólares de dinheiro herdado, de acordo com um documento assinado por Palsdottir em 2015.
Registros judiciais mostram que a empresa Wintris tinha investimentos significativos em títulos de três bancos islandeses que quebraram na crise financeira de 2008.
Os islandeses mais revoltados com as revelações acreditam que os documentos divulgados pelos Panama Papers revelam um conflito de interesses do primeiro-ministro.
Isso porque ele estava envolvido em negociações sobre o futuro dos bancos e chegou a chamar credores que queriam seu dinheiro de volta de “abutres”, enquanto a própria empresa dele, Wintris, era uma credora.
Gunnlaugsson manteve a participação de sua esposa na empresa em segredo.
Um porta-voz do primeiro-ministro disse na segunda-feira que Palsdottir sempre declarou seus bens para as autoridades fiscais e que, sob as leis parlamentares, Gunnlaugsson não teria que declarar nenhuma participação na Wintris.

Jornal cita envolvimento de presidente da Fifa com os "Panama Papers"


Gianni Infatino, eleito em fevereiro, assinou venda de direitos de transmissão de torneios da Uefa entre 2003 e 2006, quando era diretor jurídico da entidade

Por Londres
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi citado na investigação que ficou conhecida como "Panamá Papers" - exposição de uma série de documentos internos da empresa panamenha Mossack Fonseca, cuja especialidade era fabricar offshores, ou seja, abrir empresas em paraísos fiscais.
Gianni Infantino Fifa (Foto: Ruben Sprich / Reuters)Presidente da FIFA, Gianni Infantino tem seu nome envolvido nos "Panama Papers" (Foto: Ruben Sprich / Reuters)

Segundo o jornal inglês "The Guardian", em 2006 a Uefa vendeu os direitos de transmissão de seus torneios de clubes (Champions League, Copa da Uefa e Super Copa) para uma empresa chamada Cruz Trading. Essa empresa, então, imediatamente repassou os direitos para uma empresa equatoriana chamada Teleamazonas, por cerca de três ou quatro vezes o valor original. Na época, Infatino atuava como diretor jurídico da Uefa. Anos depois, seria promovido a secretário-geral. Em fevereiro deste ano, foi eleito presidente da Fifa.
A Cruz Trading pertence ao empresário argentino Hugo Jinkis, também dono da Full Play. Em 2015, Hugo e seu filho Mariano foram indicados pelo FBI no "Fifagate" - o escândalo de corrupção que levou para a cadeia uma série de dirigentes da Conmebol, Concacaf e Fifa. Foram indiciados os últimos três presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Hugo e Mariano estão hoje em prisão domiciliar na Argentina.
Por meio de comunicado oficial, a Uefa declarou que não cometeu infração e que, quando fechou os contratos com a empresa Cruz, não poderia saber que Hugo Jinkis estaria envolvido em escândalo de corrupção dez anos depois. A entidade que manda no futebol europeu afirmou que o contrato foi assinado por Infatino "porque ele era um dos diretores da Uefa com poderes para assinar contratos no momento". A Uefa disse ainda que não tinha "nenhuma razão para acreditar que havia algo de suspeito ou nocivo na relação entre Cruz Trading e Teleamazonas".
O presidente Gianni Infantino enviou um parecer oficial sobre a questão:
Estou consternado e não vou aceitar que minha integridade esteja sendo posta em dúvida por certas áreas da mídia, especialmente dado que a UEFA já tenha divulgado em detalhe todos os fatos em relação a esses contratos.
Do momento em que em fiquei ciente das últimas entradas na mídia no assunto, eu imediatamente contactei a UEFA procurando clareza. Fiz isso porque não estou mais na UEFA, e são eles que exclusivamente detém toda situação contratual relacionada a essa questão. No meio tempo, a UEFA anunciou que está conduzindo uma releitura de seus numerosos contratos comerciais e tem respondido extensamente todas as questões da mídia relacionadas a esses contratos específicos.
Como disse anteriormente, nunca lidei pessoalmente com a Cross Trading e nenhum de seus donos, já que o processo foi conduzido pelo Team Marketing no em prol da UEFA.
Gostaria de dizer que nem a UEFA nem eu fomos contactados por nenhuma autoridade em relação a esses contratos específicos.
Além disso, como a mídia já informa, não há indicação alguma de nenhum desvio de conduta tanto da UEFA quanto meu em relação a essa questão.
A UEFA também divulgou comunicado oficial sobre o assunto.

A UEFA está consternada por certas histórias da mídia sugerindo que houve conduta imprópria na relação entre contratos de televisão feitos com uma companhia baseada no Equador, em 2006. Como explicado repetidamente para a mídia, não houve nunca sugestão de que houve algo impróprio. Essas explicações foram dadas à mídia de forma clara, razoável e perfeitamente transparente. É ainda mais lamentável que, a despeito das explicações, alguns setores da mídia escolheram sub-representar assuntos e induzir o público ao erro, ao sugerir ou implicar o contrário.

É certo que a UEFA foi perguntada há um tempo atrás e teve algumas transações comercias com certas companhias ou indivíduos nomeados na investigação americana. Na época da nossa resposta inicial, não tivemos a oportunidade de chegar todos os nossos milhares de contratos comerciais, e a resposta dada foi inicialmente incompleta. Essa é a razão por que Gianni Infantino inicialmente achou, baseado na informação dada pela UEFA, que não houve contratos prévios da UEFA com nenhuma companhia e indivíduo nomeados na investigação. Foi também por isso que a FIFA deu essa informação para a mídia.

Nordeste lidera demanda por viagens no Brasil

Nordeste lidera demanda por viagens no Brasil

Edwirges Nogueira – Correspondente da Agência Brasil
Tursitas mexicanos chegam em Porto de Fortaleza para jogo Brasil e Mexico (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
A  capital  cearense,  Fortaleza,  é  um  dos  destinos  turísticos  mais  procurados  da  regiãoArquivo/Agência Brasil
A Região Nordeste continua sendo a preferida de quem viaja por destinos brasileiros. Dados do anuário da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) mostram que os nove estados da região respondem por 67,5% da demanda das agências de viagem. A Braztoa reúne 88 associadas localizadas em todo o Brasil.
Ao todo, 2,6 milhões de pessoas viajaram por destinos do Nordeste no ano passado, gerando um faturamento de R$ 4,4 bilhões para as operadoras de turismo. A região aparece como líder em viagens pelo Brasil nas quatro últimas edições do anuário da associação.
“O Nordeste sempre foi um destino relacionado a sol e praia, mas hoje, com o entendimento da importância do destino, os nove estados trabalham muito a cultura, a gastronomia, os roteiros de aventura e luxo, por exemplo. Atualmente, a região consegue oferecer todos os tipos de experiências para os consumidores”, detalha a presidente da Braztoa, Magda Nassar.
Bahia, Ceará e Pernambuco são os estados mais procurados pelos viajantes, mas ela ressalta que existe um esforço conjunto de promoção da região, com feiras e iniciativas que ressaltam o destino Nordeste como um todo.
Turismo com dólar alto
Embora a alta do dólar tenha criado condições favoráveis para viagens por destinos nacionais, o câmbio não foi tão significativo para o setor, segundos dos dados do anuário da Braztoa. O aumento do faturamento com roteiros nacionais foi de apenas 6,4% em relação a 2014. O dado geral também reflete o pouco impacto do dólar nas viagens: queda de 7% no faturamento das agências associadas à Braztoa. Para Magda, o número é pouco significativo.
“Quando uma pessoa foca num destino de férias, ela faz o possível e trabalha isso de forma que seja possível ir para aquele lugar. O dólar aumentou muito, mas há muitas promoções para destinos internacionais. Era esperado que tivéssemos uma queda brutal no [turismo] internacional e um aumento brutal no nacional, pensando que haveria uma troca de destinos de viagens, mas isso não aconteceu.”
Edição: Nádia Franco

EXCLUSIVO : POLÍCIAIS SÃO PRESOS EM MÃE DO RIO ACUSADOS DE EXTORSÃO E ABUSO DE AUTORIDADE. DELEGADO ESTÁ FORAGIDO

EXCLUSIVO : POLÍCIAIS SÃO PRESOS EM MÃE DO RIO ACUSADOS DE EXTORSÃO E ABUSO DE AUTORIDADE. DELEGADO ESTÁ FORAGIDO



A Divisão de Crimes Funcionais, da Corregedoria Geral da Polícia Civil, cumpriu nesta segunda-feira (4) os mandados de prisão preventiva decretados contra o motorista policial civil Edcarlos de Jesus Ferreira e o sargento PM Edinei Leal da Silva, ambos lotados em Mãe do Rio, no nordeste paraense. Eles são acusados dos crimes de sequestro com cárcere privado, extorsão e abuso de autoridade.

A prisão dos policiais foi decretada pelo juiz Cristiano Magalhães Gomes, da Vara Única de Mãe do Rio, após recebimento de denúncia do Ministério Público. Também tiveram os mandados de prisão decretados o delegado Melquesedeque da Silva Ribeiro e Janaina Barbosa de Souza, sobrinha do sargento, que estão foragidos. Os presos já estão recolhidos no presídio Coronel Anastácio das Neves, no Complexo Penitenciário em Americano, em Santa Izabel do Pará.

A denúncia contra os acusados foi formulada, no último dia 1º, pela promotora de Justiça de Mãe do Rio, Andressa Érika Ávila Pinheiro, após se convencer das provas de crimes, em tese, praticados pelos policiais. Segundo a denúncia, no último dia 23 de março, Janaina, sobrinha do sargento, teve um telefone celular furtado e comunicou o fato ao tio. O policial militar passou a diligenciar visando à identificação do autor do delito, até que deteve, em 29 de março, um homem acusando-o de ser suspeito do crime. O suposto autor do furto do celular foi levado à Delegacia de Mãe do Rio, onde ficou detido de 9 horas da manhã até por volta de 16 horas.

Conforme a denúncia, nesse período, teria havido uma negociação entre os policiais e familiares do suspeito. A avó do rapaz acusado do crime teria sido induzida a ir até uma loja na cidade comprar um telefone celular, no valor de R$ 1,6 mil, pagando em parcelamentos no cartão de crédito, para a sobrinha do militar. No entanto, segundo a denúncia do MP, os policiais teriam exigido mais R$ 3 mil para liberar o suspeito.

Ainda segundo a denúncia, os familiares do rapaz chegaram a deixar uma moto com os policiais como garantia até conseguirem levantar a quantia exigida e que teria sido paga aos policiais, para que o suspeito fosse liberado. Conforme a denúncia, o rapaz suspeito responde processo criminal na Justiça por crime de furto em regime aberto e atualmente está sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

 Ao tomar conhecimento do fato, a promotora de Justiça colheu os depoimentos das testemunhas e teve acesso à imagem da loja, em que o sargento apareceria ao lado da avó e de uma tia do suspeito, para comprar o celular. Ainda conforme o MPE, foi solicitado o rastreamento do monitoramento eletrônico do suspeito. O levantamento mostrou que o suspeito não esteve no local em que o celular foi furtado. Dessa forma, a promotora decidiu preparar a denúncia das pessoas envolvidas e representar ao juiz com os pedidos de prisão.

 

SEFA APREENDE 3200 QUILOS DE CAMARÃO SEM NOTA FISCAL

SEFA APREENDE 3200 QUILOS DE CAMARÃO SEM NOTA FISCAL


Auditores e fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apreenderam um caminhão que transportava, sem nota fiscal, 3.200 quilos de camarão salgado, acondicionados em 60 caixas de 20 kg, escondidas entre aparas de papel destinadas à reciclagem. A apreensão aconteceu no último sábado (2), na Unidade Fazendária do Gurupi, localizada na Rodovia BR-316, no município de Cachoeira do Piriá (nordeste do Estado).
Os fiscais lavraram o Termo de Apreensão e Depósito (TAD), e entregaram a carga à equipe técnica da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará).
Reforço na fiscalização - Um grupo de 26 fiscais e auditores de receitas da Sefa está em Santarém, no oeste paraense, fiscalizando mercadorias em trânsito. A operação prossegue até o próximo dia 16 de abril.
De acordo com Célio Cal Monteiro, diretor de Fiscalização da Sefa, Santarém é o ponto de abastecimento de diversas cidades na região, por isso a Secretaria reforça as ações voltadas a acompanhar a movimentação dos produtos nas estradas e nos rios, chegando a outros municípios, como Itaituba. “É preciso atuar de forma mais rigorosa e, com certeza, mais constante naquela região”, ressaltou o diretor.
“Até o momento foram lavrados 31 Termos de Apreensão e Depósito, com constituição de crédito tributário de R$ 116 mil. Este resultado deve ser acrescido da regularização de diversas outras operações que ocorreram espontaneamente, quando os contribuintes procuraram a fiscalização para emissão de documentos fiscais de mercadorias que, costumeiramente, estavam saindo daquele local sem emissão de nota fiscal e conhecimento de transporte”, informou Célio Cal Monteiro.

MOVIMENTOS SOCIAIS NÃO PARTICIPARÃO DE JULGAMENTO DOS FAZENDEIROS ACUSADOS DA CHACINA DE MORADA NOVA

MOVIMENTOS SOCIAIS NÃO PARTICIPARÃO DE JULGAMENTO DOS FAZENDEIROS ACUSADOS DA CHACINA DE MORADA NOVA

 
            Os movimentos sociais e os familiares de JOSÉ PINHEIRO LIMA (DEDÉ), CLEONICE CAMPOS LIMA (esposa) e  SAMUEL CAMPOS LIMA (filho menor de 15 anos), decidiram não participar do julgamento dos fazendeiros João David de Melo e Evandro Marcolino Caixeta, que será realizado no fórum de Marabá na próxima quarta-feira, 06 de abril, presidido pelo Juiz Murilo Lemos Simão. Os dois fazendeiros são acusados de serem os mandantes do assassinato do sindicalista DEDÉ, sua esposa e filho, no dia 10 de junho de 2001. O motivo do tripulo assassinato foi devido o sindicalista ter coordenado um grupo de famílias que no ano 2000, ocupou a Fazenda São Raimundo, de propriedade de João Davi. No local, o fazendeiro criava gado em parceria com Evandro Marcolino. A fazenda foi classificada pelo INCRA como improdutiva e desapropriada.
 
            A decisão dos Movimentos Sociais e dos familiares de não participarem do julgamento, é uma forma de protesto contra o Tribunal de Justiça que decidiu pela realização do julgamento em Marabá. O Ministério Público e os advogados assistentes de acuação da CPT e da SDDH, ingressaram com um Pedido de Desaforamento do processo perante o Tribunal requerendo a transferência do julgamento de Marabá para Belém.  De acordo com o MP e a Assistência, o julgamento não poderia ocorrer em Marabá, devido ao poder econômico dos acusados e as influencias políticas que exercem na região. Fato que poderia influenciar na decisão dos jurados comprometendo a imparcialidade necessária e exigida pelo Código de Processo Penal. Em decisão publicada no dia 22/01/2016 os desembargadores negaram o pedido e determinaram que o julgamento fosse realizado em Marabá. Para os Movimentos Sociais e familiares, trata-se de um retrocesso da justiça paraense, pois, dos sete casos de mandantes julgados por crimes nos campo no na região, este será o primeiro, que o Tribunal negou a transferência do julgamento para a capital. Para os Movimentos Sociais e familiares a possibilidade de condenação dos fazendeiros em Marabá é mínima. 
 
 
A influência dos fazendeiros ficou clara no curso do processo, a principal testemunha da acusação que incriminava os pecuaristas, foi coptada pelos advogados dos acusados. Levada em um cartório de Marabá, prestou um depoimento contando uma versão totalmente diferente daquela prestada perante a autoridade policial. Há fortes indícios de que ela tenha recebido um valor em dinheiro para mudar seu depoimento em favor dos fazendeiros acusados.
            No dia do crime, o sindicalista se encontrava em sua casa em Morada Nova se recuperando de uma malária que teria contraído no acampamento. Os dois pistoleiros entraram na casa, atiraram na esposa que se encontrava na sala, em seguida dispararam vários tiros contra DEDÉ que se encontrava deitado em seu quarto. Samuel, que no momento brincava como outros colegas nas proximidades, ao ouvir os tiros correu para a casa, ao chegar em frente à residência encontrou com os dois pistoleiros que estavam saindo de armas na mão. Um dos pistoleiros disparou um tiro contra Samuel que morreu logo em seguida.
            As investigações feitas pela polícia civil foram falhas e incompletas. Os dois pistoleiros executores das mortes nunca foram identificados e presos.  O julgamento ocorrerá quase 15 anos após os crimes. Um exemplo de descaso do poder público que poderá resultar em mais uma caso de impunidade no campo.
 Marabá, 04 de abril de 2016.
 
FETAGARI SUDESTE/CPT MARABÁ/STR MARABÁ/ SDDH e FAMILIARES DAS VÍTIMAS. 
 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Presidente sul-africano devolverá dinheiro público que usou

Presidente sul-africano devolverá dinheiro público que usou

Mike Hutchings / Reuters
Presidente da África do Sul, Jacob Zuma
Jacob Zuma: em 2014 a defensoria pública estabeleceu que o dinheiro público gasto em Nkandla não tinha sido empregado para reforçar as estruturas de segurança
Da EFE
Nairóbi - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, garantiu nesta sexta-feira que respeita a decisão do Tribunal Constitucional e devolverá parte dos 246 milhões de rands (cerca de R$ 60 milhões) que gastou na reforma de sua residência privada.
"Respeito a sentença e irei cumpri-la", afirmou Zuma em discurso à nação retransmitido na televisão estatal, apenas um dia depois que o Constitucional, em uma resolução sem precedentes, lhe ordenou a reembolsar o dinheiro público que empregou indevidamente.
Em março de 2014 a defensora pública Thuli Madonsela estabeleceu em um relatório que o dinheiro público gasto em Nkandla, o complexo privado de Zuma, não tinha sido empregado para reforçar as estruturas de segurança, como alegou a presidência.
Segundo a investigação da Defensoria Pública, entre as obras pagas com fundos estatais e supostamente destinadas para aumentar a segurança do complexo residencial foi incluída uma granja, um estábulo para vacas, uma piscina e um anfiteatro.
"Pagarei a quantia que corresponda às reformas em Nkandla não relacionadas com a segurança quando a autoridade correspondente a determinar", assegurou o presidente sul-africano.
A quantia exata que terá que reembolsar será fixada dentro de um prazo de 60 dias pela Tesouraria Nacional, cujo cálculo deverá ser aprovado pelo Constitucional.
"O presidente não cumpriu, não defendeu nem respeitou a Constituição", afirmou ontem o veredicto alcançado por unanimidade pelos 11 juízes do Tribunal Constitucional.
Este caso é o maior escândalo de corrupção da presidência de Jacob Zuma, que chegou ao poder em 2009 depois que a procuradoria retirou as mais de 700 acusações de corrupção que pesavam sobre ele.

Incêndio atinge escritório de ex-contadora de Youssef em SP

Incêndio atinge escritório de ex-contadora de Youssef em SP

Meire Poza diz que, no escritório, 'não havia mais nada da Lava Jato'.
'Estou abalada, não sei o que pode ter sido', afirma sobre fogo em prédio.

Tahiane StocheroDo G1 São Paulo
A contadora Meire Poza presta depoimento à CPI mista da Pretrobras (Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados)A contadora Meire Poza presta depoimento à CPI
mista da Pretrobras
(Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados)
Um incêndio atingiu o escritório de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na noite desta quinta-feira (31) em São Paulo. A sala comercial ficou completamente destruída.

O doleiro é apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras e teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Youssef foi condenado por lavagem de dinheiro e corrpução passiva e deve ficar três anos preso após acordo de delação premiada.

Meire Poza foi uma das delatoras do esquema e detalhou como o pagamento de propinas ocorria durante depoimento à CPI mista da Petrobras. Ao G1, ela disse que está muito abalada e que espera o resultado da perícia para saber o que aconteceu.

A contadora tinha o escritório no local desde 2009 e atualmente contava com mais 4 funcionários, cuidando de 50 clientes. Meire disse que no prédio não havia mais nenhum papel relacionado ao esquema investigado na Lava Jato.
"Eu tinha poucos clientes. Depois da Lava Jato, fiquei com poucos. Ainda não sei sobre a situação de lá, não fui ao local ainda, meus funcionários estão lá com os bombeiros. Mas não tinha mais nada da Lava Jato lá, tudo o que eu tinha foi entregue em 2014", afirma ela.

"Sinceramente, eu não sei o que pode ter sido, se foi acidental. Eu não faço ideia, estou esperando o resultado da perícia para me dizerem",  acrescenta.
Homens são vistos no escritório da contadora Meire Poza, em São Paulo, que trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, delator da Operação Lava Jato. O local foi atingido por um incêndio durante a madrugada e ficou completamente destruído (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)Homens são vistos no escritório da contadora Meire Poza, em São Paulo, que trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, delator da Operação Lava Jato. O local foi atingido por um incêndio durante a madrugada e ficou completamente destruído (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)

O incêndio atingiu também uma academia no prédio onde dica o escritório da contadora na Avenida Santo Amaro e assustou alunos que faziam uma uma aula de luta. Ninguém ficou ferido. Os bombeiros contiveram o fogo mas a fumaça fez com as pessoas tivessem que sair do local e o prédio, interditado.

Meire disse que soube do incêndio pelo G1, ao abrir o portal pela manhã para ler notícias e se interessou pela informação para saber a situação do trânsito na região. "Eu tenho por hábito ler notícias pela manhã e eu vi que teve um incêndio na região e quis ver a situação do trânsito, e daí que eu soube", diz.
"Eu naõ estou conseguindo nem pensar, estou realmente muito abalada, não sei o que pode ter sido. Ainda não podemos entrar, estamos aguardando, ainda não sei se sobrou alguma coisa", afirmou.
" Aquilo era o sustento dela, a forma como mantinha a família", afirma o advogado de Meire, Haroldo Nater.

"Preferimos esperar os resultados da perícia para emitir uma opinião sobre a motivação. Ela espera que não tenha sido retaliação, não há nenhum motivo para isso", acrescentou o advogado.
Documentos de Meire
O procurador do Ministério Público Federal
Diogo Castor de Mattos, que integra a força-tarefa da Lava Jato, diz que os documentos relacionados ao esquema e relatados por Feire já foram entregues e que i incêndio não traz prejuízo às investigações.

O MPF irá procurar a contadora para saber se ela recebeu ameaças ou algo do tipo.
Nesta sexta-feira ocorre a 27ª Operação da Lava Jato. Foram presos temporariamente Silvio Pereira, ex-secretário geral do PT, e Ronan Maria Pinto, dono do jornal "Diário do Grande ABC" e de empresas do setor de transporte e coleta de lixo.
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares é alvo de condução coercitiva – quando uma pessoa é levada a depor mesmo contra a vontade. Ele chegou à sede da PF em São Paulo por volta das 8h, escoltado por agentes federais. Também foi  alvo de condução coercitiva o jornalista Breno Altman, que foi levado para a sede da PF em Brasília.
Incêndio
O incêndio no prédio em que ficava o escritório de Meire começou às 22h, mas uns 15 minutos antes o cheiro de queimado começou a ser sentido. “A gente achou que era alguma coisa de fora ali, a gente não sabia identificar da onde era. Passou uns quinze minutos e começou a sair uma fumaça do andar de cima”, disse o dono da academia Celso Alves Junior.
Cerca de 50 alunos estavam na academia no momento do incêndio. O recepcionista Victor Rocha dos Santos foi quem acionou o Corpo de Bombeiros. “Na hora que o bombeiro falou evacua o prédio, foi instantâneo, já foi avisando o professor de funcional, falando pede pra todo mundo sair, já avisei o pessoal do MuayTai pra pegar as suas coisas rápido que tem que evacuar o prédio porque tá pegando fogo em cima”, conta.
Pelo menos cinco salas comerciais foram destruídas pelo fogo e o teto desabou. Os bombeiros interditaram a Avenida Santo Amaro no sentido bairro por duas horas. Quem estava de ônibus, teve que descer dos coletivos.

Secretário citado no caso da merenda deixa governo Alckmin

Secretário citado no caso da merenda deixa governo Alckmin

Nogueira diz que vai assumir vaga na Câmara para votar impeachment.
Corregedoria arquivou denúncia contra ele nesta sexta-feira.

Do G1 São Paulo

Alckmin esteve acompanhado do presidente estadual do PSDB, o deputado Duarte Nogueira (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)Alckmin e Duarte Nogueira (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)
Citado no caso da merenda em São Paulo, o secretário estadual de Logística e Transportes de São Paulo, Duarte Nogueira (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (1º) que vai deixar o cargo no governo estadual e voltar à Câmara dos Deputados. O motivo da mudança, segundo nota assinada por ele, é votar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
A Corregedoria Geral de São Paulo arquivou nesta sexta a investigação contra ele e o ex-secretário da Educação Herman Voorwald, por suspeita de envolvimento no esquema de fraude em licitações da merenda em prefeituras e no governo paulista.
O corregedor geral Ivan Agostinho disse que não foram encontradas provas suficientes que sustentassem as denúncias contra Voorwald e Nogueira, e também o ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação Fernando Padula, aos vendedores da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), principal investigada no caso.
Nogueira postou uma mensagem no Facebook sobre o motivo de sua saída: "Amigos, reassumirei meu mandato de deputado federal a partir da semana que vem para participar de um momento de extrema relevância, quando a Câmara dos Deputados irá votar o impeachment da presidente Dilma", diz o comunicado.
"Os paulistas, em especial os da minha cidade natal, Ribeirão Preto, sempre foram destaques nas manifestações pró-impeachment e, tendo sido eleito por eles, não posso deixar de representá-los, de votar por eles", diz a mensagem.
"Agradeço ao governador Geraldo Alckmin pela confiança e pela oportunidade que me ofereceu de estar à frente da Secretaria de Logística e Transportes neste últimos 15 meses, que compreendeu a importância do meu retorno à Câmara dos Deputados e que compartilha com todos nós o entendimento de que o país precisa de novos rumos."

Explosão em prédio deixa feridos em Paris

Explosão em prédio deixa feridos em Paris

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas.
O 6º andar e o teto do imóvel ficaram destruídos.

Do G1, em São Paulo
Explosão ocorrida após vazamento de gás deixou feridos em um prédio na Rua Bérite, em Paris, na manhã desta sexta-feira (1º)  (Foto: Dominique Faget/AFP)Explosão ocorrida após vazamento de gás deixou feridos em um prédio na Rua Bérite, em Paris, na manhã desta sexta-feira (1º) (Foto: Dominique Faget/AFP)
Uma explosão que aconteceu após um vazamento de gás deixou feridos em Paris, na manhã desta sexta-feira (1º). O imóvel na Rua Bérite, no 6º distrito de Paris.

A agência France Presse diz que seis pessoas ficaram feridas. Já o jornal francês Le Parisien diz que 17 ficaram feridos, sendo que um em estado grave.
O sexto andar e o teto ficaram completamente destruídos com a explosão. De acordo com o Le Parisien, os bombeiros acreditam que explosão foi um acidente doméstico.

Odebrecht quer levantar R$ 12 bilhões para 'atravessar furacão'

Odebrecht quer levantar R$ 12 bilhões para 'atravessar furacão'

Com dívidas de R$ 90 bilhões e tendo que lidar com as acusações de corrupção da Operação Lava Jato, a Odebrecht colocou à venda um pacote de empresas para conseguir R$ 12 bilhões ao longo do ano. À Folha, o presidente do grupo Odebrecht, Newton de Souza, contou que "com o aperto monetário, a contração de crédito e a Lava Jato", o grupo iniciou um programa de alienação de ativos. "Achamos que esse valor nos dará tranquilidade para atravessar o furacão", destacou.
O executivo assumiu o posto em junho do ano passado, depois da prisão de Marcelo Odebrecht, que foi condenado a mais de 19 anos de prisão por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. A companhia já demitiu 70 mil pessoas.
Odebrecht quer levantar R$ 12 bilhões para 'atravessar furacão'
Souza não quis comentar sobre a Operação Lava Jato e as tentativas de acordo. Ele acredita, contudo, que os acordos de delação dos executivos e de leniência das empresas podem ajudar a "criar as bases para iniciar o um novo ciclo".
"Da mesma maneira que a gente superou crises anteriores, estamos abertos aos aprendizados desta. Com certeza vai dar para virar a página", frisou.
De acordo com o jornal paulista, o próximo balanço do grupo deve mostrar uma alta no faturamento, que iria de R$ 107 bilhões em 2014 para R$ 132 bilhões em 2015, devido, entre outros fatores, à desvalorização do real.

Após pedir diálogo, ministro Edinho Silva é ameaçado de morte na web

Após pedir diálogo, ministro Edinho Silva é ameaçado de morte na web

Político foi alvo de insultos por internautas nas redes sociais; nessa quinta-feira, Silva pediu mais tolerância nas questões políticas para evitar mortes


Edinho Silva
Silva disse que comunicou o episódio ao Ministério da Justiça
PUBLICADO EM 01/04/16 - 18h00
Um dia depois de ter feito um apelo à retomada do diálogo e da tolerância no debate político, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) foi alvo de uma ameaça de morte em sua página pessoal do Facebook.
Na quinta-feira (31), o ministro afirmou à imprensa que era preciso "baixar o tom" de enfrentamento. "Nós vamos baixar o tom ou vamos esperar o primeiro cadáver?", indagou. "Se algo não for feito, não tenham dúvida de que isso vai ocorrer."
Já nesta sexta (1º), o ministro postou em sua página na rede social um link para uma entrevista em que retomou a pregação pelo diálogo. Foi no espaço destinado aos comentários desta postagem que ocorreram as ameças.
"Olha Edição Silva [sic], filho da puta, quem vai morrer é você e os petistas", escreveu o internauta. "Não ande tão tranquilo. Já tem gente na sua cola. Comunista filho da puta."
O autor das postagens tem um perfil ativo nas redes sociais. Ele publica textos contra o PT e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Facebook, além de uma série de notícias relacionadas ao escândalo da Petrobras.
A última mensagem postada pelo autor da ameaça é um vídeo que prega a intervenção militar e que cita, de forma distorcida, a fala feita por Edinho nesta quinta.
"Edinho Silva veio falar que se nós não baixarmos o tom vai morrer gente. Estamos sendo ameaçados por esses vermelhos filhos da mãe. Cadê o povo, cadê o Exército, quem vai nos defender?", indaga o homem que aparece no filme.
Procurado, o ministro Edinho Silva disse que comunicou o episódio ao Ministério da Justiça. Ele classificou a ameaça como "mais um exemplo do grau de intolerância que existe no país".
"Hoje as pessoas falam em matar de uma forma simplista, como se isso não significasse nada. Mais uma vez digo que é preciso que todas as lideranças que têm responsabilidade com o país tomem iniciativas que combatam a intolerância", afirmou.

Requião expõe racha no PMDB: "Governo Temer seria desastre igual ao de Dilma"

Requião expõe racha no PMDB: "Governo Temer seria desastre igual ao de Dilma"

Por BBC  

Diante da saída do partido da base aliada, senador paranaense diz não reconhecer o PMDB em que entrou, considera a reunião de terça-feira "uma piada" e reprova Temer no poder

BBC
Roberto Requião diz que se sente isolado no partido, mas que não pensa em desfiliação
Agência Senado
Roberto Requião diz que se sente isolado no partido, mas que não pensa em desfiliação

O senador paranaense Roberto Requião está no PMDB há mais de 30 anos, desde a época do MDB, e foi pela sigla deputado, governador do Paraná e prefeito de Curitiba. Hoje, diante da saída do partido da base aliada, diz não reconhecer o PMDB em que entrou, considera a reunião de terça-feira "uma piada" e reprova Temer no poder: "Sem proposta, seria um desastre igual ao que está sendo o da Dilma".
Para Requião, o partido não pode sair do governo, porque nunca entrou efetivamente. "Ele (o PMDB) nunca se sentiu representado." Duro crítico do plano batizado de Uma Ponte para o Futuro, prévia do que seria um governo Temer na área econômica, o senador afirma que as medidas causariam a "maior crise social da história do Brasil".
O plano de reformas liberais inclui relaxamento de leis trabalhistas, privatizações, concessões e custos salariais menores. "É uma espécie de protocolo dos sábios do mercado", diz. Isolado no partido, não pensa em se desfiliar. "Não tenho outras opções melhores. Você não propõe que eu vá para o PT, né?"
Leia os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - O senhor esteve na reunião da terça-feira (que decidiu pela saída do PMDB do governo)?
Roberto Requião - Não, o Paraná não compareceu à reunião.
Como avalia a saída do partido?
Em primeiro lugar, a saída de um partido do governo é uma coisa normal no sistema democrático. Mas, tudo isso tem que ter um pressuposto: por que vamos sair? O que queremos ao sair? O que propomos para o país? Não vi nada nisso. Vi na mesa o (Eduardo) Cunha, o (Eliseu) Padilha e o (Romero) Jucá comandando uma reunião em que não sei quem votou, porque não havia identificação de eleitores, foi por aclamação. Logo não se pode nem saber se era o PMDB que estava lá.
E não há nenhuma proposta alternativa, pelo contrário. O Jucá é o porta-voz de um documento que se chama Uma Ponte para o Futuro, que é uma espécie de protocolo dos sábios do mercado. É mais radical do que toda a operação fiscal do (ex-ministro da Fazenda) Joaquim Levy, que beneficia o capital especulativo e prejudica duramente o trabalho. É pior do que o que se propôs para Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Mas esse documento não é do partido.
Ele não pode ser considerado uma proposta?
Claro que não. Não tem proposta. Esse documento foi levado a uma reunião nacional da Fundação Pedroso Horta (órgão de formulação política do PMDB) e foi rejeitado. Nem puseram em votação porque havia uma rejeição absoluta da base partidária.
Não entendo o que significa sair do governo. Por quê? Para quê? Propondo o quê? Digo isso com conforto, porque me manifesto contra a política econômica do governo desde o primeiro dia.
Para senador, PDMB não tem projeto para o País e reunião de terça (29) foi
Reprodução/Facebook PMDB - 29.03.16
Para senador, PDMB não tem projeto para o País e reunião de terça (29) foi "uma piada"

Na sua visão, o Ponte para o Futuro seria pior do que a política econômica do governo?
Seria um verdadeiro horror e é uma contradição com a história do PMDB. O documento base do PMDB é Esperança e Mudança. É um documento de retomada do desenvolvimento, de ativamento das garantias sociais. É o Estado social, do meio ambiente, do respeito às leis trabalhistas, que protege o trabalho interno.
Esse (Ponte para o Futuro) nem o FMI faria tão ruim. Nos coloca numa situação de primarização da economia.
Quais suas principais críticas em relação ao documento?
Ele não é para ser colocado num contexto de disputa eleitoral para o povo brasileiro. É para o mercado, para os banqueiros, porque ele teria uma rejeição absoluta no país. Agora o PMDB sai do governo. E tem mais ainda: será que o PMDB já foi governo? Acho que não foi.
Se o PMDB estivesse no governo, se os ministros da Dilma representassem o partido, a convenção não sairia do governo, os ministros teriam o controle da sigla, estariam representando suas bases. Mas o partido nunca se sentiu representado. Como sete ministros não têm influência alguma? Porque não eram ministros do partido. O meu PMDB nunca foi governo. Isso foi um produto de um acordo congressual.
Então, para o senhor, o PMDB não está representado no documento e nem na reunião?
O PMDB que conheço não estava representado nisso e muito menos nesse documento. O PMDB poderia sair do governo, claro que poderia. Monta convenções no Brasil inteiro, formula uma proposta e diz: olha, o governo da Dilma está indo por um caminho neoliberal que não satisfaz os caminhos traçados ao longo da nossa história. Mas esse pessoal estava fazendo exatamente o contrário.
Mas o senhor é a favor da saída do governo dadas as atuais circunstâncias?
Não. Sou favorável à mudança da política econômica do Brasil. Não posso falar em sair do governo porque nunca entrei.
Como vê a posição de Michel Temer hoje?
Ele não foi à reunião (de terça-feira). A carta dele (à presidente Dilma Rousseff, que veio a público em dezembro) mostra que ele se sentia isolado, que não era parte de nada, não era parte das discussões econômicas. Isso é fato.
Senador diz que não houve crime de responsabilidade e presidente Dilma deve acabar mandato
Presidência da República/Divulgação - 24.03.2016
Senador diz que não houve crime de responsabilidade e presidente Dilma deve acabar mandato

Para o senhor, a saída do PMDB aumenta as chances de um impeachment?
Não acho que uma coisa tem a ver com a outra. O impeachment legal é o julgamento de um crime de responsabilidade. E não houve esse crime. Não é uma questão de acreditar ou não: não houve.
E eu sou contra a política econômica da Dilma, talvez eu seja o maior opositor dentro do Congresso. Esse crime de responsabilidade atinge o comportamento de 16 governadores do Brasil. Tem algum impeachment contra eles, que fizeram a mesma coisa?
Como vê a campanha pró-impeachment?
É uma jogada de quem perdeu eleição, e do capital financeiro, que quer comandar o Brasil. Dentro do Congresso propõem o fim das estatais, transformá-las em sociedades anônimas; propõem colocar limite no endividamento - se os Estados Unidos tivessem limite para o endividamento teriam fechado na última crise.
É um pacote que marcha paralelamente à derrubada do governo da Dilma: a entrega do petróleo; a liquidação da Petrobras; corte de investimentos do Minha Casa Minha Vida... (sendo que) a maior indústria brasileira é a construção civil. Está caminhando a entrega do País. E, do meu ponto de vista, há um autismo social da Dilma. Ela não está enxergando nada, está repetindo políticas liberais: primeiro o Joaquim Levy, depois trocado pelo Barbosa.
Como avalia a política econômica?
(Dilma) está perdidíssima. O Levy era uma sinalização para o mercado, que levou a um arrocho fiscal e fez o governo perder completamente seu apoio sindical. Foi minando suas bases. E quem votava a favor de todos os erros da Dilma no Congresso? O PMDB e o PSDB. A favor do Levy, a favor das bobagens do Barbosa
É uma posição contraditória?
Claro! Acho que, em defesa da democracia, a Dilma tinha que terminar seu mandato.
O senhor falou em ameaça à democracia. Acha que os caminhos que estamos percorrendo na política arriscam o sistema democrático?
(Os caminhos) são imprevisíveis. Há uma campanha amplíssima de desmoralização, em parte merecida, da política e dos políticos. Isso pode abrir espaço para vir um super-herói, dependendo das circunstâncias, da direita ou da esquerda.
Admirador de Moro no início de seu trabalho, Requião diz que juiz passou os limites da legalidade
Rovena Rosa/ Agência Brasil - 29.03.16
Admirador de Moro no início de seu trabalho, Requião diz que juiz passou os limites da legalidade

Quem seria esse super-herói?
Pode vir um Bolsonaro, um general salvador. Por isso prefiro que as coisas sejam resolvidas dentro do processo democrático. Sérgio Moro, por exemplo. Achava um sujeito extraordinário no começo do seu trabalho, mas extrapolou os limites do direito.
Sem o trabalho dele e dos procuradores, nós não saberíamos de nada. Só que são juízes e não percebem a utilização de seus exageros para a dominação do capital financeiro sobre o País. Eles estão sendo instrumentalizados e (ficam) satisfeitíssimos pela própria vaidade. Agora, o trabalho deles é muito bonito.
Mas é questionável?
Porque está atropelando espaços do garantismo jurídico. Acho que o Moro é quem menos acredita na Justiça no Brasil. Porque ele provoca esses vazamentos para pressionar o Supremo Tribunal Federal. Mas Moro tem que ver o que aconteceu primeiro com Weimar (república estabelecida na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial), que, num esforço moralizante, só punia os progressistas e a esquerda. E deu margem para o surgimento do Hitler. O que aconteceu na Itália quando surge o Berlusconi. Quer dizer, estão embalados pela sua visão paladina e estão abrindo espaço para a direita brasileira.
Não quero que parem. Mas não podem passar do limite legal.
Quais seriam esses limites? A condução coercitiva do Lula?
Não. A condução coercitiva foi um espetáculo para a mídia, não foi um ato de justiça. O vazamento dos grampos é uma tentativa de comoção nacional. O limite é da razoabilidade, que a lei estabelece. Como é que você joga na mídia uma conversa pessoal de um presidente com um ex-presidente, que é seu amigo? Quando não tem nada a ver com o processo. Fui um entusiasmado incentivador no começo. Mas estão provocando um conflito social que não podem segurar. E outra coisa: o País não está debatendo nada. Tudo está vindo embalado na movimentação moralizante.
E o diálogo dentro do PMDB?
O PMDB não discute. Sou da bancada do Senado e ela não se reúne. Há uma ausência de projeto.
Isso vem se intensificando nos últimos anos?
O PDMB tem documentos magníficos. (A falta de diálogo) Foi parte da captura do PMDB pelos empregos, pela fisiologia, com a parte corrompida do PT. É o que eu digo: se esse pessoal que está no ministério é PMDB, por que não tinha um apoio no diretório nacional? Chegaram pelos acordos com o PT. Há uma vontade de poder, com um projeto capenga. A "Ponte para o Futuro" causaria a maior crise social da história do Brasil.
Michel Temer não está pensando no País, está pensando no poder, diz senador
Marcelo Camargo/Agência Brasil/Fotos Públicas
Michel Temer não está pensando no País, está pensando no poder, diz senador

Como seria um governo do PMDB?
Acho que, sem uma proposta, seria um desastre igual ao está sendo o da Dilma. O Temer deveria estar pensando no Brasil e ele está capturado por aquele pessoal da extrema direita. Ideologicamente, ele está capturado, está bancando esse projeto louco. Ele é vice-presidente da República e está pensando no poder. Ele acredita que aquele seja um projeto nacional, mas não é, é um desastre nacional.
Estamos no caminho de uma crise. Com Temer, sem Temer, com Dilma, sem Dilma e não há um projeto nacional. A reunião do PMDB foi uma piada. Saímos do governo e não tiveram coragem para colocar em discussão a Ponte para o Futuro, porque acho que, mesmo lá naquela farsa, não passava. Aquilo foi uma piada. E terminou com Padilha, Jucá e Cunha de mãos dadas para cima, para o alto e para a glória. Não é o PMDB em que eu entrei, muito tempo atrás.
O senhor pensa em desfiliar-se?
Eu não! Acho que a briga é dentro do partido. Sou uma frente de resistência, desde que nasci. Não tenho outras opções melhores. Você não propõe que eu vá para o PT, né?

Carro de funerária capota e corpos que eram transportados ficam na rodovia, na PB

Carro de funerária capota e corpos que eram transportados ficam na rodovia, na PB

De acordo com testemunhas, o motorista teria perdido o controle do carro e capotado, mas ele não estaria ferido
Foto: Reprodução/Diário do Sertão
Corpos transportados foram lançados na estrada
O carro de uma funerária capotou na manhã desta sexta-feira (1º) e dois corpos que eram transportados no veículo foram lançados na rodovia. O acidente ocorreu nas imediações do açude Mufumbo, por volta do km 430 da BR-230, em Pombal, a km de João Pessoa.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em informou ao Portal Correio que não tem muitos detalhes da ocorrência porque as equipes ainda estão no local. De acordo com testemunhas, o motorista teria perdido o controle do carro e capotado, mas ele não estaria ferido.
Portal Correio

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