CONCURSO PÚBLICO DE ULIANÓPOLIS PODE SER ANULADO. PROCURADORA E
COORDENADOR DO CONCURSO FIZERAM A PROVA. DENÚNCIA JÁ ESTÁ NO MINISTÉRIO
PÚBLICO
O Concurso
público de Ulianópolis pode ser anulado pela justiça. Pesam contra o certame
várias denúncias de irregularidades. Porém, a mais contundente aponta para o
fato de que a advogada Sara Gomes, procuradora do município, e o servidorArcelino Júnior Beckmam Martins, estão na
lista dos concorrentes, sendo ambos APROVADOS no certame.
Em conversa
com este blog, vários advogados, juízes e promotores, consideram o episódio
como uma verdadeira ABERRAÇÃO, uma vez que a procuradora deu o parecer pela DISPENSA
DE LICITAÇÃO e o servidor é nada mais, nada menos, que o pregoeiro da
prefeitura. Ou seja, É A RAPOSA VIGIANDO O GALINHEIRO.
A denúncia
já foi encaminhada a promotoria da comarca de Ulianópolis, que investiga o
caso. Ressalte-se que, por muito menos, e em casos de natureza menos grave,
concursos públicos já foram anulados em vários municípios paraenses. A
conferir....
Chinesa viaja sozinha em voo com 164 lugares disponíveis
Jovem partilhou na rede social Weibo a experiência “de uma estrela de rock”
Há 3 horas
Redação / CM
Uma jovem chinesa viajou
sozinha num avião com 164 lugares disponíveis em vésperas do feriado do
Ano Novo Chinês. A acompanhá-la estava apenas a tripulação do voo CZ2833
da China Southern Airlines, entre Wuhan e Guangzhou.
Identificada apenas como Zhang, a “sortuda”, que partilhou a
experiência na rede social chinesa Weibo, disse em entrevista à BBC que
se sentiu como “uma estrela de rock”.
A situação explica-se porque, devido aos inúmeros atrasos nos voos
devido à queda de neve, Zhang, ao contrário dos restantes passageiros do
seu voo, não quis antecipar a viagem, acabando por viajar sozinha.
“Fiquei tão feliz, foi uma experiência nova e única", contou ainda à BBC.
Bandeira tarifária fica amarela e cai de R$ 3 para R$ 1,50 a partir de março
Desde início da cobrança, em 2015, é 1ª vez que bandeira fica amarela. Medida reflete volta das chuvas e recuperação de represas de hidrelétricas.
Fábio AmatoDo G1, em Brasília
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou nesta
quarta-feira (3) que, a partir de 1º de março, a cobrança extra da
bandeira tarifária, nas contas de luz, vai cair dos atuais R$ 3, da bandeira vermelha, para R$ 1,50, da bandeira amarela.
Essa é a primeira vez desde a entrada em vigor do sistema, em janeiro
de 2015, que a bandeira sai do vermelho, que indica que o custo da
produção da energia no país está muito alto, para amarelo, que indica
melhora nessa situação.
Pela regra, a bandeira amarela entra em vigor quando as termelétricas
em operação no país têm custo de produção de até R$ 422,56 para cada
megawatt-hora (MWh) produzido.
O sistema ainda prevê a bandeira verde, que significa que a situação no
setor elétrico está normal e não há necessidade de cobrança adicional
nas contas de luz. Braga disse que existe a possiblidade de o
rebaixamento para a bandeira verde acontecer em abril, o que implicaria
em nova redução das tarifas de eletricidade.
De acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel), Romeu Rufino, a mudança na bandeira, de vermelha para amarela,
deve levar a um barateamento médio de 3% nas contas de luz. Esse índice,
porém, varia para os clientes de cada distribuidora.
Ao longo de fevereiro, continua valendo a bandeira vermelha patamar 1, com cobrança de R$ 3 para cada 100 kWh consumidos. Regime de bandeiras
Os recursos arrecadados com a bandeira tarifária servem para cobrir o
aumento de custos no setor provocado pelo uso das termelétricas, usinas
movidas a combustíveis como óleo e gás natural e que geram energia mais
cara.
As termelétricas substituem a geração de boa parte das hidrelétricas
que, entre o final de 2012 e meados de 2015, por causa da falta de
chuvas, sofreu com a queda no armazenamento de água em seus
reservatórios.
Nos últimos meses as chuvas voltaram a cair com força, especialmente
nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde estão hidrelétricas que
respondem por cerca de 70% da capacidade do país de gerar eletricidade.
Isso garantiu a recuperação dos reservatórios dessas usinas que, hoje,
exibem armazenamento médio acima de 40%. Há um ano, estava abaixo de
20%.
A recuperação desses reservatórios permite o aumento do uso de energia
das hidrelétricas e, consequentemente, o desligamento de parte das
termelétricas. E é esse movimento que levou à decisão de rebaixar a
bandeira tarifária de vermelha para amarela.
Conservador
Apesar de ser a primeira vez que a bandeira muda de cor, o valor
cobrado dos consumidores já havia sido reduzido outras duas vezes. Em
agosto de 2015, a bandeira vermelha caiu de R$ 5,50 para R$ 4,50 e,
agora em fevereiro, para R$ 3 a cada 100 kWh.
Isso foi possível por conta do desligamento, desde agosto, de cerca de 4
mil megawatts (MW) em termelétricas. Apenas a partir de abril serão 2
mil MW a menos fornecidos por 7 dessas usinas mais caras, substituídos
por eletricidade mais barata das hidrelétricas.
O ministro Eduardo Braga negou que o governo esteja se precipitando,
colocando em risco a completa recuperação dos reservatórios de
hidrelétricas em 2016. Segundo ele, a decisão de desligar novas térmicas
– e de rebaixar a bandeira tarifária para amarela – se baseou em
análises conservadoras sobre o comportamento das chuvas nos próximos
meses.
“A decisão de desligar a partir de 1º de março as térmicas acima de R$
420 [custo do megawatt-hora produzido] é conservadora”, disse o
ministro. “Posso dizer com segurança que estamos tomando decisões que
são prudentes”, completou ele.
De acordo com o ministro, manter essas 7 térmicas ligadas – e a
bandeira na cor vermelha – significaria “impor ao consumidor um custo
adicional desnecessário.”
O G1 apurou que, durante a reunião do Conselho de
Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) desta quarta, que definiu as
mudanças, foi discutido o desligamento de um número maior de térmicas,
com custo de geração acima de R$ 250 por megawatt-hora, bem abaixo do
patamar de R$ 420 definido.
Segundo Braga, o desligamento dessas 7 termelétricas vai representar economia de R$ 7 bilhões ao setor elétrico em 2016.
São Paulo - O dólar recuava em relação ao real nesta quarta-feira, influenciado pelo avanço dos preços do petróleo, mas investidores ainda adotavam cautela diante de preocupações com a situação política e econômica do Brasil.
Às 10:13, o dólar recuava 0,62 por cento, a 3,9612 reais na venda, após
atingir 3,9958 reais na máxima e 3,9557 reais na mínima da sessão.
Os preços do petróleo voltavam a subir nesta quarta-feira após o
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, indicar que o
país está aberto a reunir-se com a Opep, alimentando esperanças de um
corte na produção da commodity em meio à persistente sobreoferta global.
A queda recente dos preços do petróleo, que vêm se mantendo perto das
mínimas em 12 anos, tem reduzido o apetite por risco global.
"O petróleo ensaia uma recuperação, o que traz uma ajuda marginal para
moedas de emergentes", disse o superintendente regional de câmbio da
corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.
O cenário local continuava sendo motivo de apreensão, com o retorno das
atividades parlamentares trazendo de volta aos holofotes o processo de
impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
A reunião do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com representantes da
Moody's também atraía atenções. A Moody's é a única das três principais
agências de classificação de risco a manter o selo de bom pagador
internacional do Brasil, mas colocou a nota do país em revisão para
rebaixamento em dezembro.
Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps
que vencem em março, que equivalem a 10,431 bilhões de dólares, com
oferta de até 11,9 mil contratos.
Texto atualizado às 11h12.
HELICÓPTERO AUXILIA NAS BUSCAS POR PESCADORES DESAPARECIDOS EM NAUFRÁGIO NO MARAJÓ
Fonte: O Blog do Evandro Correa
As buscas
pelos tripulantes da embarcação pesqueira “Marinheiro de Vigia” chegam ao
terceiro dia, nesta terça-feira (02). Uma equipe do Corpo de Bombeiros e da
Marinha continuam as buscas pelos outros cinco desaparecidos, na Ilha do
Marajó. As buscas se concentram na costa externa da Ilha do Marajó. “Estamos na
parte oceânica da área e a cada dia o raio de busca aumenta. Mas continuamos
todos os dias fazendo buscas, hoje o helicóptero vai voar novamente para nos
auxiliar nesse trabalho”, explica o Capitão Fábio Costa, coordenador de
operações do Corpo de Bombeiros.
A embarcação
naufragou com seis tripulantes, próximo ao Cabo Maguari, na Ilha do Marajó, na
última quarta-feira (27), mas a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental
(CPAOR) informou que tomou conhecimento do acidente apenas na noite do último
sábado (30). Um dos tripulantes, que se encontrava flutuando com uma boia de
rede de pesca, foi resgatado. Ele chegou a Belém para atendimento médico mas
não resistiu e faleceu na mesma manhã.
PROMOTOR DE ULIANÓPOLIS ABRE INQUÉRITO PARA APURAR FLAGRANTE DE MÁQUINAS
E VEÍCULOS OFICIAIS NA FAZENDA DA PREFEITA DE ULIANÓPOLIS. DELEGADO JÁ
INTIMOU FUNCIONÁRIOS DA SECRETARIA DE OBRAS
Fui
informado agora a pouco que o delegado de Ulianópolis está tomando agora a
tarde os primeiros depoimentos de funcionários da secretaria de obras de
Ulianópolis no inquérito que apura o uso indevido de máquinas e veiculos da
prefeitura dentro de uma fazenda de propriedade da prefeita Neusa de Jesus Pinheiro.
O promotor da comarca determinou a abertura do procedimento. Também serão
intimados o secretário de obras, Unilson Quinaipp, funcionários da fazenda e
agricultores que residem nas proximidades da fazenda. O BLOG DO EVANDRO CORRÊA está
acompanhando o caso.
NOTA DO BLOGGER – Sinceramente,
espero que dessa vez a justiça seja feita. Já está mais do que na hora da
população de Ulianópolis dar um basta nesta sucessão de desmandos praticados
por aqueles que tratam a coisa pública como se fosse o quintal de sua casa. No
caso da fazenda de Neusa Pinheiro, não preciso dizer nada. As imagens falam por
si. Elas são o retrato fiel de uma antiga prática instituída pela família Resende
na administração pública. Como já disse antes, não desejo o mal de ninguém,
apenas espero que as ilicitudes sejam investigadas e, caso comprovadas, os
responsáveis, quem quer que seja, recebam a devida punição. È o mínimo que se
pode esperar de uma justiça que a muito tempo está com os olhos vendados.
Moro suspende prazo das alegações finais da defesa na ação da Odebrecht
Pessoas ligadas à empresa são rés em processo que surgiu na Lava Jato. Informações da Suíça foram enviadas para o Brasil de maneira incorreta.
Bibiana Dionísio e Thais KaniakDo G1 PR
Marcelo Odebrecht é réu na Lava Jato e está preso
desde junho de 2015 (Foto: Rodolfo Buhrer/
Reuters)
O juiz federal Sérgio Moro determinou a suspensão do prazo para as
alegações finais da defesa na ação penal que envolve a empreiteira
Odebrecht. A decisão é desta terça-feira (2) e foi tomada porque,
conforme Moro, a Justiça da Suíça considerou irregular o procedimento de
envio ao Brasil de informações sobre contas da empresa que teriam sido usadas para pagamento de propina a diretores da Petrobras.
A apresentação das alegações finais é o último trâmite do processo antes da sentença do juiz.
De acordo com o documento da Justiça suíça, divulgado pelo Ministério
Público Federal (MPF) já traduzido, é necessário verificar se o envio
dos dados atendeu aos requisitos materiais de auxílio judicial
internacional.
Apesar de considerar o envio das informações irregular, a Justiça da
Suíça não pede a devolução dos documentos. Também afirma que a Justiça
brasileira não pode ser responsabilizada por "medidas falhas de orgão
públicos suíços".
Provas ainda valem
Em nota, a assessoria de imprensa do Ministério Público da Suíça afirma
que o Tribunal Penal Federal do país entendeu que a remessa dos
documentos bancários da Odebrecht precisa "ser submetida a um processo
de ratificação". Até o momento, as provas da Lava Jato enviadas para o
Brasil não foram invalidadas. (Veja íntegra da nota abaixo)
A decisão responde a recurso apresentado por uma das empresas
envolvidas contra a assistência mútua entre Brasil e Suíça no caso e,
especificamente, contra a entrega dos documentos. Segundo o MP suíço, o
Tribunal entendeu que os envolvidos não tiveram oportunidade de se opor
ao fornecimentos de seus dados bancários para a investigação brasileira.
Para o MPF, a decisão da Justiça Suíça não interfere na denúncia
apresentada e representa uma derrota judicial para a Odebrecht, que terá
direito a "apenas" um recurso interno. Odebrecht na Lava Jato
A Odebrecht foi alvo da 14ª fase da Operação Lava Jato,
deflagrada em junho de 2015. Desde então, pessoas ligadas à empresa,
entre elas Marcelo Odebrecht, presidente afastado da holding, estão
detidas no Paraná.
De acordo com o MPF, a Odebrecht agia de forma mais sofisticada
no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. Esse
diferencial, conforme o MPF, estava no pagamento de propina a diretores
da estatal via contas bancárias no exterior. Petição
O pedido para a suspensão havia sido feito pela defesa de Márcio Faria
da Silva, ex-diretor da Odebrecht que está preso desde junho do ano
passado. No documento, ele apresenta cópia da decisão do tribunal suíço
sobre "irregularidade procedimental" no envio dos dados bancários.
"É uma decisão louvável, cautelosa. A expectativa é de que ele [o juiz]
venha a concluir que essa prova não pode ser utilizada de maneira
alguma na ação penal, pelo menos até que se chegue a uma decisão na
Suíça no novo procedimento que foi aberto. O envio foi ilícito, foi uma
burla à lei suíça", afirmou a advogada Dora Cavalcanti Cordani,
defensora de Márcio Faria da Silva, ao G1.
Ela ainda disse que o envio das informações ao Brasil sempre foi questionado pela defesa de Márcio Faria da Silva. Questão complexa
Moro afirma no despacho que, "para resolver em definitivo tal questão relativamente complexa", é necessário ouvir o MPF local.
O juiz pede para que o MPF seja intimado com urgência, já que há
acusados presos, para a manifestação sobre o ocorrido em três dia.
"Na oportunidade, deverá apresentar cópia dos pedidos de cooperação
ativo aos quais se reporta a decisão da Corte na Suíça ou outros
documentos que possam ser relevantes para decisão da questão em foco". Contas na Suíça
Uma investigação das autoridades suíças apontou que empresas do Grupo
Odebrecht utilizaram contas bancárias naquele país para pagar propina a
ex-diretores da Petrobras.
Segundo o MPF, a Suíça informou que os pagamentos foram feitos a Paulo
Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento; Renato Duque, ex-diretor de
Serviços; Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços; Jorge Zelada e Nestor
Cerveró, ambos ex-diretores da área Internacional.
De acordo com as informações da investigação suíça, os
pagamentos aos dirigentes da Petrobras eram feitos por meio de
subsidiárias da Odebrecht, como Smith&Nash, Arcadex, Havinsur, Golac
e Sherkson. O dinheiro também transitava em contas intermediárias
mantidas em offshores em outros países, como Panamá, Antigua e Barbuda e
Áustria. Íntegra da nota do Ministério Público da Suíça: O
gabinete do procurador-geral da Suíça (OAG, na silga em inglês) conduz
um processo penal contra a empresa brasileira Construtora Norberto
Odebrecht S.A, bem como outras empresas associadas e pessoas.
Suspeita-se que as empresas ligadas ao Grupo Odebrecht pagaram subornos
por meio de contas na Suíça para contas de ex-diretores da Petrobras
também em instituições bancárias suíças. Nesse contexto, o OAG, em 16 de
julho de 2015, protocolou pedido ao Brasil para assistência mútua
através da autoridade central competente – na Suíça, o Escritório
Federal de Justiça. Os procuradores brasileiros também
estão realizando investigações relacionadas ao mesmo tema, que se
encontram intimamente interligadas com o processo na Suíça. A Suíça
também foi convidada a prestar assistência mútua, incluindo um pedido
para ver os arquivos sobre os processos penais conduzidos na Suíça
relacionados com o escândalo de corrupção Petrobras. No
seu pedido de auxílio judiciário mútuo, de 16 de julho de 2015, o OAG
pediu para que várias pessoas fossem entrevistadas de acordo com uma
lista de perguntas e que elas analisassem determinados documentos
fornecidos, incluindo registros bancários. Um recurso foi apresentado
contra este pedido de assistência mútua e, especificamente, contra a
entrega de documentos bancários pelo OAG. Em uma primeira
decisão datada de 19 de Janeiro de 2016, e em três decisões
semelhantes, a Secção do Tribunal Criminal Federal de Apelações acolheu
parcialmente os apelos feitos por empresas estrangeiras envolvidas no
caso. Foi determinado que o envio dos registros bancários
relacionados a essas companias para as autoridades brasileiras, como
parte do pedido da OAG para assistência mútua, não seria autorizado, já
que a OAG não permitiu que a outra parte pudesse se posicionar antes da
entrega dos documentos. A OAG foi, portanto,
condenada a realizar um processo retrospectivo de assitência mútua, a
fim de examinar se a entrega desses documentos também teria sido
permitido se tivesse partido de uma solicitação das autoridades
brasileiras. Se esta pergunta puder ser respondida de forma afirmativa,
então a entrega de documentos será remediada pela evidência. O
Tribunal entendeu que era permitida a solicitação ativa suíça e as
informações dadas, mas a remessa de documentos bancários tem que ser
submetida a um processo de ratificação. Uma vez que a remessa de tais
documentos pode ser ratificada, o Tribunal entendeu que, no momento,
nenhuma ação tem que ser tomada para solicitar a restituição [dos
documentos]. Os outros fundamentos do recurso foram
rejeitados. Ainda será emitida uma última decisão a um apelo feito por
outra parte do caso.
Nevasca deixa 100 mil retidos em estação de trem na China
Cerca
de cem mil pessoas se aglomeraram na estação ferroviária de Guangzhou
na esperança de embarcar em um dos poucos trens que não foram
cancelados.
da BBC
Centenas
de milhares de chineses esperam para entrar em estação de trem depois
que linhas ficaram atrasadas por mal tempo em Guangzhou (Foto:
REUTERS/Stringer)
Uma forte nevasca paralisou o sistema de transporte na região sul da
China. Centenas de milhares de pessoas foram afetadas após a neve
intensa ter interrompido o sistema ferroviário.
Segundo autoridades da cidade de Guangzhou, cerca de 100 mil pessoas não puderam embarcar em seus trens na segunda-feira.
A nevasca, de intensidade incomum, coincidiu com os preparativos para o
Ano Novo Chinês, quando milhões de trabalhadores originários do
interior do país aproveitam o feriado prolongado para celebrar o período
festivo com seus familiares.
Este tem sido o inverno mais rigoroso enfrentado pelos chineses nos últimos anos.
A neve cancelou diversos trens que ligam o norte do país às cidades do
centro e sul da China, deixando os passageiros retidos, sem alternativa
de transporte.
Na manhã desta terça, mais de 50 mil pessoas continuavam aguardando do
lado de fora da estação de trem de Guangzhou sob frio intenso na
esperança de embarcar, segundo a imprensa local.
Mais de 5 mil policiais foram destacados para manter a ordem e atender os milhares de passageiros que ficaram retidos.
Para tentar diminuir a aglomeração em torno da estação ferroviária, as
autoridades pedem aos passageiros que evitem ir à estação sem saber se
seus trens foram ou não afetados e consultem previamente os detalhes na
internet para não ficarem aguardando em vão ao relento, pois não há
condição de atender a todos.
Estimativas oficiais indicam que quase 3 bilhões de viagens serão
feitas durante as festas de fim de ano em todo o país, o que
corresponderia ao maior deslocamento humano do planeta.
Justiça quebra sigilo, e MP aponta pai de Neymar "mentor de fraudes"
Procuradoria
revela novos detalhes da acusação contra o jogador, averiguado por
falsidade ideológica e sonegação fiscal; juiz ainda não decidiu se
receberá denúncia
Por Leonardo LourençoSão Paulo
A Justiça brasileira quebrou o sigilo da denúncia contra o atacante Neymar.
Nesta terça-feira, o MPF (Ministério Público Federal) publicou um extenso
comunicado em que aponta novos detalhes da investigação que envolve o atleta, o
pai dele, Neymar da Silva Santos, o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell,
e o atual, Josep Maria Bartomeu.
O procurador-chefe Thiago Nobre Lacerda pede a condenação do
quatro averiguados por falsidade ideológica e sonegação fiscal, crimes com
penas de até cinco anos. A denúncia está com o juiz Mateus Castelo Branco, da
5ª Vara de Santos, que poderá recebê-la – transformando os personagens em réus –
ou arquivá-la.
MPF deu novos detalhes da denúncia e apontou pai de Neymar como "mentor de uma série de fraudes" (Foto: AP)
O MPF aponta o pai de Neymar como "principal mentor e
articulador de uma série de fraudes" para o uso do direito de imagem do
jogador, uma forma de driblar o fisco a pagar menos impostos – no caso, um
desfalque superior a 50%.
Segundo a denúncia, o esquema utilizou três empresas da família
de Neymar, a Neymar Sport e Marketing, a N&N Consultoria Esportiva e
Empresarial, e a N&N Administração de Bens, Participações e Investimentos.
A procuradoria afirma que as companhias não possuíam capacidade
operacional condizente com a movimentação financeira. O volume de negócios, inclusive,
é citado como um "obstáculo à sonegação".
O comunicado diz que a Neymar Sport e Marketing, detentora
da imagem do atleta, optava por um regime tributário que permita impostos mais
baixos. O valores de contratos futuros, porém, obrigariam a empresa a mudar a
forma de taxação, já que eles ultrapassavam o limite permitido.
Para evitar, a família de Neymar criou a N&N
Administração de Bens para dividir a imagem do atacante e, desta forma, manter
a taxação mais baixa.
A denúncia também mira a transferência do ídolo para o
Barcelona, em 2013. Em um dos acordos, a N&N Consultoria foi contratada
pelos espanhóis para observar novos talentos por 2 milhões de euros. Segundo a
promotoria, o serviço, porém, se limitou a "meras compilações de notícias da
internet a respeito de atletas, sem o nível de elaboração compatível com o
preço cobrado".
Por fim, o MPF afirma que dirigentes
do Santos na época da venda constam na denúncia como testemunhas, mas
que ainda investiga a conduta e que novas denúncias poderão ser feitas.
Microsoft testa datacenter no fundo do Oceano Pacífico.
Tecnologia - Você já ouviu falar do projeto Natick? Trata-se de
um projeto de pesquisa que busca criar datacenters mais rápidos e
sustentáveis. O projeto está sendo desenvolvido pela Microsoft. Em
agosto de 2015, a Microsoft instalou um datacenter no fundo do Oceano Pacífico por três meses.
De acordo com informações do portal 'G1', a ideia por trás da instalação
de um contêiner de 17,2 toneladas a 9 metros de profundidade tem alguns
pretextos interessantes: economizar energia, principalmente, já que os
datacenters emitem bastante calor e geram muitos custos de resfriamento;
aproveitar fontes energéticas renováveis, como eólica e solar; e
aproximar os servidores dos usuários, o que pode melhorar a velocidade
de conexão.
Segundo a Microsoft, esse molde é capaz de construir um
datacenter em apenas 90 dias – algumas instalações terrestres levam anos
para ficarem prontas. Por outro lado, o acesso a essas máquinas para
manutenção pode ser dificultado pela sua natureza submarina.
O datacenter é a tecnologia que dá vida a vários serviços que
usamos todos os dias na internet, como streaming de filmes e músicas
(Netflix, YouTube, Spotify), partidas online de games (Xbox Live,
PlayStation Network, etc.), e seu uso tem crescido enormemente nos
últimos anos.
"Quando você tira seu smartphone do bolso você acha que está usando esse
computadorzinho milagroso, mas na verdade você está usando mais de 100
máquinas nessa coisa chamada nuvem", diz ao jornal "The New York Times"
Peter Lee, vice-presidente corporativo da Microsoft Research. "Daí você multiplica isso por bilhões de pessoas, e você tem uma grande quantidade de trabalho computacional".
O Natick começou a ser pensado em 2013 e, por enquanto, continua sendo apenas um projeto experimental. Com informações do G1.
Procon Parauapebas: mais de 500 reclamações registradas, em 2015, contra a Rede Celpa
De
janeiro a dezembro de 2015, a concessionária de energia elétrica do
estado liderou o ranking de reclamações no Procon de Parauapebas. Foram
515 registros relacionados à cobrança indevida, serviço não fornecido,
reajuste abusivo de preço, taxa e mensalidade, entre outros. Os dados
foram divulgados nesta terça-feira (02) pelo órgão municipal.
Segundo a coordenadora do Procon, Evellyn Melo Moutinho, ano passado,
aproximadamente 22% das reclamações foram relacionadas à Rede Celpa.
“As demandas dividem-se entre aumento abusivo e cobrança de recuperação
de energia, o popular gato”, explica, acrescentando que a maioria dos
casos registrados no órgão tem tido solução junto à empresa. Porém, o
resultado de um processo leva em torno de 30 a 40 dias porque é preciso
ouvir a reclamação, ir à casa do reclamante, entrar em contato com a
empresa e marcar a audiência.
Moradora do bairro Cidade Jardim, Liliane Pinheiro, reclama do
atendimento em relação à leitura de consumo da unidade consumidora.
Segundo ela, há uma diferença no valor da conta de energia de um mês
para o outro. “Chegaram duas contas de energia em casa, meses de
dezembro de 2015 e janeiro de 2016. Em uma delas percebi um aumento
significativo no valor da conta. Mas, a minha reclamação é com a data de
vencimento, pois a conta de dezembro foi entregue já vencida e agora
vou ter que pagar os juros”, conta.
Casos como o da moradora do Cidade Jardim podem ser registrados no
Procon, que fica localizado na Rua Araguaia, nº 40, Bairro Rio Verde. A
coordenadora do órgão reforça ainda que, desde 2014, os serviços
públicos e essências como energia e telefonia lideram as reclamações no
órgão. “A defesa do consumidor é um ato de cidadania, então, o
consumidor deve buscar amparo nos órgãos de proteção. Nós existimos para
isso e é essa a nossa finalidade institucional”, conclui. Rede Celpa
Procurada, a Rede Celpa não enviou posicionamento sobre o assunto até o fechamento dessa matéria.
A Justiça Federal condenou a 12 anos e 2 meses de prisão o ex-diretor
da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, por corrupção
passiva e lavagem de dinheiro. A decisão foi publicada pelo juiz Sérgio
Moro nesta segunda-feira (1º).
Zelada foi preso em julho de 2015,
em meio à 15ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Mônaco. O
ex-diretor da Petrobras teve mais de 10 milhões de euros bloqueados em
contas bancárias no exterior. Ele está detido no Complexo Médico-Penal,
na Região Metropolitana de Curitiba.
"As provas [...] indicam que [Zelada] passou a dedicar-se à prática de
crimes no exercício do cargo de Diretor da Petrobras, visando seu
próprio enriquecimento ilícito e de terceiros, o que deve ser valorado
negativamente a título de culpabilidade", afirmou Moro na sentença. O
advogado de Zelada vai recorrer da decisão.
Condenações
Foram condenados, na mesma ação, o ex-gerente da Petrobras
Eduardo Costa Vaz Musa e os lobistas João Augusto Rezende Henriques e
Hamylton Pinheiro Padilha Júnior. Assim como Musa, Padilha tem acordo de
delação premiada junto ao Ministério Público Federal (MPF).
João Rezende Henriques, um dos condenados nesta
segunda (Foto: Rodrigo Félix Leal/ Futura Press/
Estadão Conteudo )
- Jorge Luiz Zelada – corrupção passiva e lavagem de dinheiro - 12 anos e 2 meses. O juiz absolveu Zelada pelo crime de evasão de divisas.
- Eduardo Costa Musa - corrupção passiva e lavagem de
dinheiro - 11 anos e 8 meses de reclusão. Contudo, por causa do acordo
de delação premiada, a pena foi reduzida para 10 anos de reclusão.
Inicialmente, substituído por regime aberto diferenciado.
- Hamylton Pinheiro Padilha Júnior - corrupção ativa e
lavagem de dinheiro - 12 anos e dois meses de reclusão. Como Padilha é
delator, a pena passa para 8 anos em regime aberto diferenciado.
- João Augusto Rezende Henriques - corrupção passiva - 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Os quatro condenados terão de pagar multas. O regime aberto
diferenciado estabelece algumas restrições aos condenados e varia
conforme o acordo firmado com o MPF.
A denúncia
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, Zelada e Musa aceitaram
receber propina de US$ 30 milhões para favorecer a contratação, em 2009,
da empresa Vantage Drilling Corporation – representada por Padilha. A
companhia faria o afretamento do navio-sonda Titanium Explorer pela
Petrobras. O contrato foi de US$ 1,816 bilhão.
João Augusto Rezende Henriques e o acusado originário Raul Schmidt
Felippe Júnior atuaram na negociação da propina e receberam parte da
propina, segundo o MPF. Para isso, foram simulados dois contratos com a
utilização de offshores (empresas no exterior).
Ainda conforme os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, parte da
propina foi repassada a Hamylton Padilha, que se encarregou de pagar
Jorge Luiz Zelada e Eduardo Musa.
Outra parte da propina foi repassada a João Augusto Rezende Henriques, que se encarregou de distribuir a parte que caberia ao PMDB. O partido nega participação nas irregularidades descobertas na Petrobras.
"A lavagem, no presente caso, envolveu especial sofisticação, com a
constituição de pelo menos três off-shores no exterior, a utilização
delas para abertura de pelo menos três contas secretas no exterior, o
recebimento e a ocultação nela da vantagem indevida da corrupção e a
transferência dos ativos criminosos das contas da Suíça para a conta no
Principado de Mônaco", complementou Moro.
A investigação também indicou que Zelada realizou transferências significativas para contas na China que pertencem a ele. O que dizem as defesas
O advogado de Jorge Luiz Zelada informou que vai recorrer da decisão.
“Discordando dos termos condenatórios, apresentaremos recursos contra a
sentença, visando a demonstrar a inconsistência das acusações", disse ao
G1 Renato de Moraes.
Já o advogado de Eduardo Costa Musa, Antônio Basto, informou ao G1 que ainda não conhece a sentença e que prefere não comentá-la por enquanto.
O G1 entrou em contato com o advogado de Hamylton
Pinheiro Padilha Júnior, Celso Vilardi, e com o advogado de João Augusto
Rezende Henriques, José Cláudio Marques Barboza. Ambos disseram que
estão ocupados e que não podem falar sobre o assunto neste momento. Eles
devem se posicionar mais tarde. Condenados no Rio de Janeiro
Esta não é a primeira condenação de Zelada e Henriques envolvendo irregularidades na Petrobras. A 27ª Vara Criminal do Rio condenou Jorge Zelada e João Augusto Rezende Henriques a 4 anos de prisão em regime semiaberto.
Os dois foram acusados de fraude em uma licitação em que a vencedora foi a Odebrecht, causando um prejuízo de milhões de dólares à estatal.
PF revela que Collor gastou R$ 16,4 milhões em quatro anos com despesas de consumo
O senador Fernando Collor de Mello
(PTB-AL) gastou R$ 16,4 milhões entre 2011 a 2014 com despesas de
consumo, como pagamento de contas de energia elétrica, água, telefone,
TV por assinatura, passagens aéreas, segurança privada, medicamentos,
funcionários, tributos, entre outros. As informações constam de laudo da
Polícia Federal, finalizado em 14 de janeiro, para a Operação Politeia
que investiga suposto envolvimento do senador com esquema de corrupção
na BR Distribuidora.
Collor é suspeito de receber propina
em troca de contratos com a subsidiária da Petrobrás que era controlada
politicamente por ele até o ano passado. Suas empresas seriam usadas
para lavar o dinheiro por meio de empréstimos fictícios. Os gastos
milionários com consumo são bem inferiores a renda declarada pelo
senador em todo o período, de R$ 700 mil.
Ao analisar documentos apreendidos na
sede da TV Gazeta, os investigadores descobriram que Collor fez 6.762
empréstimos entre 2011 e 2014 com sua empresa que totalizaram R$ 31,1
milhões. Desse montante, 49,5% foram destinados a cobrir gastos
correntes do senador. Há registros de pagamento de horas de voo (R$
140.250), viagens de turismo internacional (R$ 30.874), conta de energia
elétrica em Campos do Jordão (R$ 1.782), três despesas registradas como
“Foto campanha FC 2010”, ano em que ele disputou e perdeu a eleição
para o governo de Alagoas. O último valor não foi registrado.
Os investigadores destacaram que o
fato de Collor ter usado parte do dinheiro que tomou “emprestado” da TV
Gazeta com despesas pessoais é relevante porque são valores que não
podem ser recuperados, ao contrário do que ocorre com bens adquiridos
cujos valores poderiam ser readquiridos por meio de venda. “A TV Gazeta,
além de conceder empréstimos a Collor sem observar sua capacidade de
pagamento, não se preocupou com o fato de que ele despendeu pelo menos
metade dos recursos recebidos em consumo – e o fez com o conhecimento da
empresa, pois ela registrava isso na sua contabilidade”, diz a perícia.
“Os rendimentos declarados por ele de
2011 a 2013 foram ínfimos em relação ao montante da dívida perante a TV
Gazeta (R$ 31,14 mi). Essa dívida era de 110 vezes o valor dos
rendimentos anuais do senador em 2011 e 118 vezes em 2013”, escreveram
os peritos. Para concluir que as supostas dívidas de Collor com a TV
Gazeta “foram constituídas em circunstâncias que caracterizam
transferências de recursos e não empréstimos, ainda que tenham sido
contabilizados como tal.”
Os documentos apreendidos na TV Gazeta
e outras duas empresas que tem Collor como sócio revelaram aos
investigadores que a empresa recebeu ao menos R$ 9,6 milhões em dinheiro
vivo, além de outros repassem sem qualquer relação com sua atividade.
Do montante, R$ 523 mil foram depositados pelo doleiro Alberto Youssef,
um dos delatores da Operação Lava Jato, e Rafael Ângulo, que distribuía
propina a mando do doleiro. Os dois fizeram 17 depósitos entre outubro
de 2012 e janeiro de 2014.
A perícia comprovou o que foi dito em
depoimentos na Lava Jato de que Ângulo viajava para Maceió para fazer as
entregas de dinheiro em espécie destinadas a Collor. As datas das
viagens coincidem com as dos depósitos, realizados um ou dois dias
depois.
Dos R$ 9,6 milhões, R$ 5,6 milhões
foram para Collor ou sua mulher, Caroline. Do montante, R$ 3,3 milhões
foram contabilizados pelas empresas como sendo para abater a suposta
dívida do casal, mas os investigadores descobriram que até isso era uma
operação simulada. “Em alguns casos, os depósitos foram transferidos
imediatamente (de volta) para Collor.”
Collor tem negado irregularidades nos
empréstimos tomados com suas empresas. Em novembro passado, sua
assessoria informou que “todos os gastos e despesas realizados pelo
senador Fernando Collor são categoricamente compatíveis com os recursos
por ele recebidos nos anos de 2011 a 2013, considerados os rendimentos
recebidos e os empréstimos tomados no período, notadamente junto à TV
Gazeta de Alagoas, empresa familiar da qual é acionista.” (AE)
Como 10 mil criancas imigrantes 'sumiram' sem deixar rastro na Europa
Image copyrightGettyImage caption
Cerca de 26 mil crianças imigrantes chegaram à Europa no ano passado desacompanhadas
Mais de 10 mil
crianças imigrantes podem ter desaparecido depois de chegar na Europa
apenas nos últimos dois anos, segundo a unidade de inteligência da
polícia da União Europeia.
A Europol disse que as milhares de crianças desapareceram depois de serem registradas por autoridades.
A
polícia do bloco europeu ainda alertou que crianças e jovens podem
estar sendo explorados sexualmente e usados em trabalho escravo por
gangues de criminosos.
Esta foi a primeira vez que a Europol
forneceu uma estimativa de quantas crianças imigrantes podem estar
desaparecidas em todo o bloco europeu.
"Não é exagero afirmar que
estamos analisando (o número de) mais de 10 mil crianças", afirmou o
chefe de gabinete da Europol, Brian Donald, ao jornal britânico The Observer.
"Nem
todas elas serão exploradas de forma criminosa; algumas poderão ter ido
viver com outros membros da família. Nós simplesmente não sabemos onde
elas estão, o que estão fazendo ou quem está com elas."
E,
de acordo com a organização de caridade britânica Save de Children,
cerca de 26 mil crianças imigrantes chegaram à Europa no ano passado sem
família.
Sem rastros
Em
maio de 2015 as autoridades da Itália afirmaram que quase 5 mil crianças
tinham desaparecido de centros de recepção de refugiados desde o ano
anterior.
Em outubro, as autoridades de Trelleborg, no sul da
Suécia, afirmaram que cerca de mil crianças e jovens adultos, todos
refugiados sem acompanhantes que chegaram na cidade no mês anterior,
tinham desaparecido.
Confirmando a estimativa geral de menores
desaparecidos, um porta-voz da Europol disse que uma grande proporção de
crianças também pode ter desaparecido depois de desembarcar na Grécia. O
país foi o primeiro ponto de entrada para mais de 1 milhão de
imigrantes que chegaram à Europa de barco em 2015 e as autoridades
locais foram criticadas por não conseguir registrar e checar as novas
chegadas.
De acordo com a Europol, grupos criminosos envolvidos
com tráfico de pessoas na Europa agora têm os imigrantes como alvo. Há o
temor de que crianças desacompanhadas e jovens que chegam à Europa
possam estar sendo explorados sexualmente, usados como escravos e em
outras atividades ilegais.
Um porta-voz da Organização
Internacional para Imigração, Leonard Doyle, disse à BBC que o número de
10 mil crianças desaparecidas é "chocante, mas não é surpreendente".
Doyle afirmou que era "esperado" que muitas destas crianças acabassem sendo exploradas.
"Vamos
esperar agora que a União Europeia destine recursos para encontrar
estas crianças, ajudando-as e reunindo estas crianças com suas
famílias", disse.
Afogamentos
Image caption
Para organizações especializadas apesar de os números serem chocantes eles não são surpreendentes
O anúncio da Europol veio em mais um momento de
grande preocupação sobre a segurança da travessia de imigrantes rumo à
Europa. No sábado, pelo menos 39 deles, incluindo várias crianças, se
afogaram durante a travessia do mar Egeu, entre a Turquia e a Grécia.
Na
sexta-feira, a Organização Internacional para Imigração informou que
244 imigrantes se afogaram no mar Mediterrâneo apenas neste ano, em meio
a 55.568 chegadas.
Além dos riscos da travessia, há também problemas nos centros de recepção de imigrantes.
A
editora da BBC para a Europa Katya Adler fez uma reportagem no ano
passado expondo o quanto estas crianças imigrantes ficam vulneráveis
quando são recebidas na Itália.
Fabio Sorgoni, da ONG italiana On
The Road, disse a ela que o intervalo de tempo para providenciar um
abrigo seguro aos menores que chegam desacompanhados é muito curto.
A
lei permite que esses jovens possam sair dos centros de recepção
durante o dia, quando se transformam em alvos fáceis para o crime
organizado ou criminosos individuais que querem explorar estas crianças e
jovens.
Poucos centros da Itália têm um número suficiente de
tradutores que falam o idioma das crianças. E também não têm
funcionários com experiência em identificar as vítimas exploração
sexual.
Milhares de crianças fugiram de centros de recepção e
desapareceram nas ruas da Itália. Sem ninguém para assumir a
responsabilidade de cuidar destas crianças elas fazem sozinhas o que for
necessário para sobreviver.
Reino Unido autoriza manipulação genética de embriões para pesquisa
País é primeiro no Ocidente a conceder licença para alterar DNA humano. Autorização foi emitida para pesquisa que estuda abortos espontâneos.
Da France Presse
Imagem de microscópio mostra embrião humano em estágio inicial (Foto: Flickr.com/gloryfish - CC)
O autoridade britânica que regulamenta a embriologia concedeu nesta
segunda-feira (1) a primeira autorização para modificar geneticamente
embriões humanos, como parte de pesquisas sobre as causas dos abortos
espontâneos.
A autorização se refere à utilização do método Crispr-Cas9, que permite
centrar-se nos genes defeituosos para neutralizá-los de maneira mais
precisa.
"Nosso comitê aprovou a solicitação da doutora Kathy Niakan, do
Instituto Francis Crick, para renovar sua licença de pesquisa em
laboratório, incluindo a edição genética de embriões", indicou a
Autoridade de Fertilização Humana e de Embriologia (HFEA, em inglês) em
um comunicado.
O pedido havia sido apresentado no mês de setembro para estudar os
genes que atuam no desenvolvimento das células que vão formar a
placenta. O objetivo é determinar por que algumas mulheres sofrem
abortos espontâneos.
A modificação genética de embriões para tratamento é proibida no Reino Unido.
No entanto, está autorizada desde 2009 para pesquisa, com a condição -
entre outras - de que os embriões sejam destruídos ao fim de duas
semanas no máximo.
Mas esta é a primeira vez em que uma autorização formal para manipular
geneticamente embriões foi concedida de forma oficial, ao menos em um
país ocidental.
Em algumas nações, no entanto, esta prática não está formalmente
proibida e não requer necessariamente um pedido de autorização.
Ao mesmo tempo, a HFEA confirmou nesta segunda-feira a proibição do uso dos embriões para transplantes em mulheres.
Em abril do ano passado, cientistas chineses anunciaram que conseguiram
modificar um gene defeituoso de vários embriões, responsável por uma
doença do sangue potencialmente letal. A notícia provocou uma grande
polêmica sobre as consequências éticas deste tipo de prática.
Os próprios cientistas chineses indicaram que registraram "grandes
dificuldades" e afirmaram que seus estudos "demonstravam a necessidade
urgente de melhorar esta técnica para aplicações médicas".
Benoît Violier à frente do seu Hotel de Ville em Crissier, Suíça MARCEL GILLIERON/AFP
Um mês e meio depois de o seu
restaurante – o Hotel de Ville em Crissier, Suíça – ter sido considerado
o melhor do mundo pela "La Liste", um novo ranking criado por
iniciativa do Governo francês, o chef franco-suíço Benoît Violier, 44 anos, foi encontrado morto na sua casa, no domingo, num aparente suicídio.
A notícia da morte de Violier coincidiu com a muito aguardada cerimónia de lançamento do Guia Michelin França 2016,
na qual foram anunciadas as novas estrelas atribuídas pelo famoso guia
aos melhores restaurantes do país. Antes ainda do início da cerimónia,
os mais conceituados chefs franceses manifestaram o seu pesar e
choque pelo desaparecimento do colega, cujo restaurante tem três
estrelas Michelin, confirmadas em Novembro na edição suíça do guia.
Paul Bocuse, o “papa” da gastronomia francesa, descreveu Violier como “um grande chef,
um grande homem, um talento gigantesco”, enquanto Anne-Sophie Pic, a
única mulher a ter sido distinguida com três estrelas Michelin, usou o
Twitter para se declarar “terrivelmente triste pelo brutal
desaparecimento de Benoît Violier”. Também os responsáveis pelo guia se
manifestaram “perturbados” pela morte de um “chef de enorme talento”.
O
facto de Violier ter decidido pôr fim à vida com uma arma de fogo numa
altura em que é considerado o melhor do mundo reavivou inevitavelmente o
debate sobre a enorme pressão que este tipo de distinções coloca sobre
os chefs.
Ao fim de muitas décadas de uma influência sem
rival, o Guia Michelin viu recentemente chegar concorrência. Primeiro
foi a cada vez mais mediática lista "The World’s 50 Best Restaurants",
promovida pela revista britânica Restaurant. Ano após ano, esta
lista tem vindo a conquistar mais atenção, visibilidade e, claro,
influência. Dizem os seus defensores que trouxe uma lufada de ar fresco
ao panorama da avaliação de restaurantes, sendo mais aberta nos
critérios aplicados do que o clássico Guia Michelin.
Além disso,
com o "World’s 50 Best Restaurants" as gastronomias e os restaurantes de
outras regiões do mundo começaram a surgir em lugares de destaque – o
topo da lista tem sido disputado nos últimos anos entre o dinamarquês
Noma e o espanhol El Celler de Can Roca, actual número um. O restaurante de Violier não está entre os 50 nem os 100 mais votados da lista de 2015.
Os
críticos da lista de origem britânica argumentam, por seu lado, que
esta se baseia nos votos de 972 pessoas em todo o mundo, entre chefs, jornalistas, bloggers
de gastronomia e frequentadores de restaurantes, e que não tem o mesmo
nível de rigor das avaliações dos sempre anónimos e sóbrios inspectores
Michelin.
No meio desta disputa, em Dezembro surgiu outra avaliação. O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês anunciou "La Liste",
que imediatamente foi vista como uma resposta francesa à iniciativa da
revista britânica. "La Liste" é feita com outro sistema, partindo de um
algoritmo que trabalha a partir de 200 guias de restaurantes de 92
países além de fontes como o TripAdvisor.
E no topo desta lista de
1000 restaurantes em 48 países surgiu o pequeno e discreto Hotel de
Ville de Crissier, a cuja cozinha presidia desde 2012 o chef Benoît
Violier, que trabalhava com a sua mulher, Brigitte, responsável pela
sala e pela decoração. O segundo lugar é ocupado pelo restaurante
nova-iorquino Per Se, do chef Thomas Keller.
Nascido na
cidade costeira francesa de La Rochele, numa família de produtores de
vinho, Violier era conhecido como um perfeccionista e um apaixonado pela
caça que tinha uma cozinha muito sazonal, privilegiando os produtos
biológicos. No Hotel de Ville sucedeu ao suíço Philippe Rochat, que
considerava o seu mentor e que morreu no ano passado, tal como o pai de
Violier.
Em 2013, o franco-suíço (obtivera a nacionalidade suíça há dois anos) fora já distinguido pelo guia francês Gault & Millau como chef do ano. Depois do anúncio da "La Liste", disse ao The New York Times
que sentia “uma pesada responsabilidade por ser o número um” e explicou
que a chave do seu sucesso era a consistência. “Esta lista é o
reconhecimento da seriedade”, sublinhou.
Moro condena Zelada a 12 anos de prisão por corrupção
José Cruz/ Agência Brasil
Jorge Luiz Zelada: o ex-diretor de área Internacional da Petrobras foi
condenado a 12 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de corrupção e
lavagem de dinheiro
São Paulo - O juiz federal Sérgio Moro
condenou nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, o ex-diretor de área
Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada a 12 anos e dois meses de
prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Moro condenou, ainda, o lobista João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do PMDB na estatal e aliado do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), a seis anos e oito meses de reclusão.
Foram condenados também Eduardo Costa Vaz Musa. ex-gerente da estatal
petrolífera, a dez anos de reclusão e Hamylton Pinheiro Padilha Júnior a
oito anos de prisão.
Segundo a denúncia da Procuradoria da República, Zelada, na condição de
Diretor Internacional da Petrobras, e Eduardo Musa, gerente da área
internacional da Petrobras, aceitaram propina de cerca de US$ 31 milhões
de Hamylton Padilha e de Hsin Chi Su Nobu Su, para favorecer a
contratação, em 22 de janeiro de 2009, da empresa Vantage Drilling
Corporation para afretamento do navio sonda Titanium Explorer pela
Petrobras ao custo de US$ 1,81 bilhão.
Moro decretou o confisco de R$ 123,6 milhões dos saldos sequestrados em
duas contas em nome de Zelada e da offshore Rockfield International,
constituída no Panamá, no Banco Julius Baer, no Principado de Monaco,
com saldo total de cerca de 11,6 milhões de euros.
"As contas receberam os ativos criminosos decorrentes da propina paga no
contrato que é objeto da presente ação penal e que há indícios de que
receberam propinas também decorrentes de outros contratos da Petrobras,
estando sujeitos os saldos à decretação de confisco em outras ações
penais, o que significa que, apesar do elevado valor, não
necessariamente será o confisco ora decretado suficiente para restituir à
vítima o produto dos crimes que constituem objeto deste feito",
assinalou o magistrado.
Na sentença, o juiz Moro assinalou: "No que se refere à Jorge Luiz
Zelada, reitero a existência de provas de que seria titular de outras
contas em nome de offshore no exterior e que não tiveram os saldos
sequestrados por este Juízo, como as contas na Suíça (duas pelo menos),
havendo também transferências dele significativas para contas na China e
que podem ter como destino contas por ele controladas no referido país.
As provas são de que ele movimentou seus ativos criminosos em 2014, já
durante a investigação da Operação Lava Jato,
tentando colocar seus ativos criminosos a salvo no Principado de
Monaco, o que por si só representa a prática de novos atos de lavagem
durante a investigação e tentativa de frustrar a aplicação da lei
penal."
O juiz da Lava Jato destaca que Zelada foi denunciado em novas ações
penais 'e por novos esquemas criminosos, pela prática de novos crimes de
corrupção'.
Em relação a João Augusto Rezende Henriques, o juiz federal observou 'a
persistência do risco à aplicação da lei penal, já que mantém diversas
contas offshores no exterior (pelo menos duas na Suíça) cujos saldos
ainda não foram sequestrados por este Juízo, tendo condições de frustrar
a recuperação do produto do crime'. Cunha
Sérgio Moro alertou para 'indícios de profissionalismo na prática de
crimes de corrupção e lavagem'. O magistrado destacou 'a gravidade em
concreto não só do crime que é objeto da presente ação penal, mas dos
crimes por ele admitidos como o pagamento de propina ao atual presidente
da Câmara dos Deputados, terceiro na linha da sucessão presidencial'. O
deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é alvo de investigação na
Procuradoria Geral da República. Ele nega. Defesas
Em suas alegações finais no processo, Jorge Zelada, por meio do
criminalista Nélio Machado, argumentou que "não se configurou o crime de
corrupção" e "que não houve irregularidades" na contratação do
navio-sonda da Vantage. Argumentou que não houve prejuízo à Petrobrás e
que os delatores e réus no processo Hamylton Padilha e Eduardo Musa
disseram que nunca trataram diretamente com Jorge Zelada sobre a
propina.
Por fim, a defesa pede a absolvição de Zelada. O criminalista alegou
ainda que o juiz Sérgio Moro "é incompetente" e 'suspeito' para julgar o
caso".
A defesa do acusado de operar propinas ao PMDB João Augusto Rezende Henriques
argumentou em suas alegações finais que "mantinha amizades na Petrobras, por ter
trabalhado na empresa, mas não praticou ilícitos criminais". Suas
consultorias via Trend Empreendimentos foram licitas e "que não há prova
material do crime". A defesa pede a "absolvição e a revogação da prisão
preventiva".
Acusado de assaltar escola morre em troca de tiros com a Polícia em Castanhal
Na sexta-feira dia 29, por volta das 20 horas e 30 minutos,
cinco pessoas (quatro homens e uma mulher) invadiram a Escola Estadual Cônego
Leitão, no centro da cidade de Castanhal, no nordeste paraense, e, sob grave
ameaça e emprego de armas de fogo, roubaram vários aparelhos celulares, além de
outros pertences pessoais de alunos e professores. As vítimas vivenciaram momentos de pânico quando tiveram suas
salas invadidas pelos assaltantes.
O bando fugiu em um carro modelo Corsa Sedan, cor branca,
pela rodovia BR-316. Houve acompanhamento policial e, no Bairro do Milagre,
periferia da cidade, o carro foi interceptado.
Os ocupantes abandonaram o veículo e tentaram fugir a pé.
Logo 4 deles foram detidos por guarnições da Polícia Militar. Durante a
perseguição, um policial do grupamento Rondas Ostensivas Com Apoio de
Motocicletas (Rocam) caiu e sofreu leves escoriações pelo corpo.
Outro policial militar, que estava dentro de uma viatura
(carro) sofreu um corte sem gravidade em um de seus braços.
Os suspeitos detidos foram identificados como: Emerson Thiago
Monteiro da Rosa, 25, morador do Bairro Jaderlândia; Jackson da Silva, 19,
também morador do Bairro Jaderlândia; Jhonata Nascimento Barbosa, 20, natural
de Barcarena; e Jéssica Wenne Pinheiro Costa, de 24 anos de idade, moradora do
conjunto Bom Jesus.
Todos foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil do
Centro de Castanhal, para a realização dos procedimentos necessários. Com os
presos, a Polícia Militar recuperou pelo menos 20 aparelhos celulares, além de
outros objetos, como: cordões, pulseiras, relógios e até óculos de grau, que
foram devolvidos às vítimas. Também com os acusados foi encontrado um simulacro
de pistola calibre 380.
Outro envolvido no assalto, identificado como Anderson dos
Santos, de 26 anos, saiu pulando quintais e invadiu uma casa localizada na rua
Hernane Lameira, por trás do Yamada Plza, no Bairro do Milagre.
Ele, armado de um revólver calibre 38, recebeu os policiais
militares na base da bala e acabou sendo atingido por 2 tiros de contenção. O
revólver do assaltante foi apreendido. Nenhum policial foi baleado.
Homens do Corpo de Bombeiros foram acionados, mas Anderson
não resistiu aos ferimentos. O corpo dele foi removido para o Instituto Médico
Legal (IML). Anderson dos Santos possuía entradas na delegacia por crime de
assalto a residências.
Justiça condena 13 policiais por tortura e morte de Amarildo.
A Justiça do Rio de Janeiro condenou 13 dos 25 policiais militares
acusados da tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza. Todos deverão
ser expulsos da corporação. O crime ocorreu em julho 2013, na Favela da
Rocinha, zona sul da capital.Cabe recurso da sentença.
O que recebeu a maior pena é o ex-comandante da Unidade de Polícia
Pacificadora (UPP) da Rocinha major Edson Santos, condenado a 13 anos e
sete meses de prisão pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver.
Para a juíza Daniella Alvarez Prado da 35ª Vara Criminal, ainda que o
major não tenha efetivamente colocado as mãos em Amarildo, ele foi o
mentor intelectual da tortura que teve como resultado a morte. Segundo a
magistrada, o ex-comandante Teve o domínio do fato, Fomentou e
possibilitou que tudo ocorresse.
A segunda maior punição recaiu sobre o soldado Douglas Roberto Vital
Machado: 11 anos e seis meses, pelos crimes de tortura e ocultação de
cadáver.
Outro condenado é o tenente Luiz Felipe Medeiros, subcomandante da UPP
na época do desaparecimento. Outros sete soldados também foram
condenados pela Justiça a 10 anos e quatro meses de reclusão.
Duas policiais receberam pena de nove anos e quatro meses cada uma. O
décimo terceiro réu, o soldado Victor Vinicius Pereira da Silva, morto
no ano passado teve a punição extinta.
O advogado João Tancredo, que auxilia a família de Amarildo, disse que a
condenação é um reconhecimento da morte do pedreiro pelo estado.
O caso ocorreu em julho de 2013, quando o então comandante da UPP, major
Edson Santos, determinou que os policiais de sua unidade localizassem
suspeitos de ligação com a venda de drogas na comunidade e duurante a
ação, os policiais receberam a informação de que Amarildo de Souza
"estaria com as chaves do paiol do tráfico".
O pedreiro então foi detido e levado para a base da UPP. Ali, segundo a
Justiça, sob as ordens dos dois oficiais da UPP, Amarildo foi torturado e
morto por um grupo de policiais, enquanto outros faziam a vigilância do
entorno da base. Depois da morte, os policiais ocultaram o corpo que
até hje não foi encontrado.
Filho de ex-vereadora de Santa Luzia do Pará é preso acusado de receptação
André Yuri Machado, filho da ex-vereador Lúcia Machado, foi
preso na manhã de Sábado dia 30, acusado de receptação.
De acordo com informações, André foi conduzido até a
delegacia de Santa Luzia do Pará, no nordeste paraense, onde passou toda a
manhã prestando esclarecimentos ao delegado Marcelo Mendes.
A Polícia Militar prendeu o filho da ex-parlamentar no Bairro do Km 48,da Br
316, onde estavam escondidas as rodas de uma moto roubada que supostamente
foram compradas por André. André Yuri foi liberado após prestar depoimento.