sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Acionado para resgatar PM, helicóptero tem pane e bloqueia Marginal Pinheiros

Acionado para resgatar PM, helicóptero tem pane e bloqueia Marginal Pinheiros

Por iG São Paulo

Aeronave Águia pousou na pista expressa da via, uma das principais da capital paulista, para resgatar sargento ferido

Policiais observam aeronave que permaneceu por mais de uma hora bloqueando trânsito
Marivaldo Oliveira/Futura Press - 18.09.2015
Policiais observam aeronave que permaneceu por mais de uma hora bloqueando trânsito

Uma pane elétrica levou um helicóptero Águia da Polícia Militar a permanecer parado por mais de uma hora e meia em plena pista expressa da Marginal Pinheiros, uma das principais vias da capital paulista, na manhã desta sexta-feira (18). Até às 13h15, a aeronave seguia no local e recebia apoio de outro helicóptero para levantar voo.
De acordo com o grupamento aéreo da PM, o helicóptero foi enviado ao local, entre as pontes do Morumbi e Jaguaré, zona oeste paulistana, pouco antes das 11h, com o objetivo de resgatar um sargento que foi atropelado por um suspeito de assalto em uma perseguição, próximo ao Parque Villa Lobos.
A aeronave pousou no local, mas os médicos responsáveis pelo resgate decidiram que o PM poderia ser transferido ao hospital por ambulância, dispensando o uso do helicóptero. 
Na hora de levantar voo, no entanto, os PMs constataram uma pane no helicóptero, que precisou ficar em solo. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), foi bloqueado um grande trecho da via no sentido Rodovia Castello Branco, que leva ao interior paulista. 
Cerca de 8,7 km entre as pontes do Morumbi e do Jaguaré ficaram totalmente fechados para trânsito de automóveis, entre 11h e 12h20. Somente após esse horário, quando o helicóptero foi empurrado ao acostamento por policiais, duas faixas da pista expressa foram liberadas.
Ainda assim, o trânsito seguiu complicado, afetando toda a cidade. Às 12h, 67km de congestionamento eram registrados na capital paulista, número amplamente superior à média de 45 km.

Homem é condenado no Reino Unido por usar drone

Homem é condenado no Reino Unido por usar drone

Usar drones em locais indevidos é crime no Reino Unido. Por conta disso, homem acabou sendo condenado pela justiça.
 

Um caso inédito no Reino Unido, um homem foi condenado pela Justiça a pagar 2,4 mil libras (cerca de R$ 14,4 mil) por usar um drone para captar imagens aéreas de estádios. A decisão foi emitida na terça-feira (15). De acordo com a polícia de Londres, este é o “primeiro processo desse tipo a ter sucesso no Reino Unido.”
Nigel Wilson, de 42 anos, é morador de Bingham, em Nottingham, e de acordo com a justiça ele é responsável por sete violações a uma regulação de navegação área de 2009.


Aproveite e leia isto:
Além de ter que pagar a multa, nos próximos dois anos Wilson não poderá possuir, comprar, pilotar um drone e nem auxiliar outra pessoa com um.
A legislação britânica proíbe o sobrevoo em multidões, áreas povoadas ou mesmo se aproximar de prédios com drones. Wilson, no entanto, burlou as regras, e sobrevoou com o seu drone sobre estádios e edifícios em Londres.
“Usar drones para voar sobre áreas congestionadas ou prédios podem ser um risco à segurança pública, e Wilson colocou muitas pessoas em risco”, afirmou Nick Aldworth, inspetor-chefe do Comando de Operações Especiais da polícia metropolitana de Londres.
A lista de infrações cometidas por Wilson realmente é grande. Em setembro de 2014, ele sobrevoou o estádio Anfield, do Liverpool. As imagens foram parar em sua conta no YouTube. Em dezembro do ano passado, a polícia flagrou o homem com o seu drone sobre o Etihad Stadium, casa do Manchester City. Na ocasião ele acabou sendo preso. Em janeiro, após ser solto, a polícia foi obrigada a prender novamente Wilson, já que uma investigação junto da Autoridade de Aviação Civil (CAA, na sigla em inglês) estava sendo instaurada sobre suas atividades aéreas.
“Conforme os drones se tornam amplamente disponíveis, é importante que qualquer um usando esse tipo de aeronave entenda que há regulações estritas e como e onde eles podem voar. E que a polícia, em parceria com a CAA, vai buscar processar qualquer que não seguir essas regras”, afirmou Aldworth.

Fechamento de Coliseu e Fórum Romano causa indignação em Roma

Fechamento de Coliseu e Fórum Romano causa indignação em Roma

Pontos turísticos foram fechados por quatro horas para reunião sindical.
Primeiro-ministro anunciou lei que torna locais serviços públicos essenciais.

Da France Presse
Turistas fazem fila em frente ao Coliseu, em Roma, que ficou quase quatro horas fechado para uma reunião sindical na sexta (18) (Foto: Massimo Percossi/ANSA via AP)Turistas fazem fila em frente ao Coliseu, em Roma, que ficou quase quatro horas fechado para uma reunião sindical na sexta (18) (Foto: Massimo Percossi/ANSA via AP)
As autoridades italianas reagiram com indignação nesta sexta-feira (18) ao fechamento inesperado por quase quatro horas do Coliseu e do Fórum Romano para uma reunião sindical, e anunciaram medidas para evitar danos ao turismo.
"A cultura não pode ser sequestrada. Hoje aprovaremos um decreto especial", ameaçou o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, ao anunciar uma lei que estabelece que os museus e sítios arqueológicos sejam considerados "serviços públicos essenciais", com uma regulamentação do direito de greve específico.
"Feriram a cidade", lamentou o prefeito de Roma, Ignazio Marino, comprometido em uma campanha de medidas para melhorar os serviços da capital após duras críticas recebidas tanto a nível nacional como internacional.
"O copo está cheio", escreveu em tom indignado o ministro da Cultura e Turismo, Dario Franceschini, que apoia a medida de Renzi.
A assembleia sindical dos funcionários do Coliseu - um dos monumentos mais visitados da Itália, que recebe 6 milhões de pessoas ao ano - provocou inúmeros protestos dos turistas, que não haviam sido informados sobre o fechamento.
Nota informa aos turistas sobre o fechamento temporário do Coliseu, em Roma, para uma reunião sindical na sexta (18) (Foto: AP Photo/Gregorio Borgia)Nota informa aos turistas sobre o fechamento temporário do Coliseu, em Roma, para uma reunião sindical na sexta (18) (Foto: AP Photo/Gregorio Borgia)
Esta não é a primeira vez que empregados dos principais monumentos e sítios arqueológicos da Itália, como o de Pompeia, perto de Nápoles, decidem fechar as portas por razões sindicais, impedindo a entrada dos visitantes.
"Já houve outras ocasiões em que sítios arqueológicos muito visitados de nosso país foram fechados para os visitantes de todo o mundo sem que nada fosse feito. Devemos respeitar nossos turistas", lamentou Bernabò Bocca, presidente da Associação Italiana de Hotéis e Turismo.
"Ninguém nos avisou antes. Este é meu último dia em Roma, e comprei as entradas para visitar o Coliseu esta manhã porque viajo à tarde. E agora isso, está fechado", reclamou a francesa Paule, procedente de Paris.
Além do Coliseu, estavam fechados os monumentos vizinhos a ele: o Fórum Romano, o Palatino e as termas de Diocleciano, o que gerou o caos no coração de Roma.
"Era uma assembleia legítima", rebateu Susanna Camusso, secretária-geral do maior sindicato do país, CGIL, que criticou a tendência atual de impedir qualquer protesto e "limitar a democracia".

sábado, 12 de setembro de 2015

Explosão de bilha de gás causa 87 mortos na Índia

Explosão de bilha de gás causa 87 mortos na Índia

Número de vítimas mortais duplicou nas últimas horas. Explosão foi seguida de uma outra devido de material explosivo nas proximidades.
AFP
Uma explosão num restaurante na cidade de Petlawad, na Índia, provocou pelo menos 104 mortos. Na origem do acidente esteve o rebentamento de uma bilha de gás que acabou por dar origem a uma segunda explosão devido à presença de material explosivo armazenado nas proximidades.
A bilha explodiu pelas 8h30 (hora local), um período de grande afluência já que as pessoas se reuniam para o pequeno-almoço no restaurante desta cidade, situada a cerca de 800 quilómetros a Sul de Nova Deli, no estado de Madhya Pradesh. Este facto, a acrescentar à localização de uma paragem de autocarro na mesma zona, contribuiu para o elevado número de vítimas.“Ocorreu uma segunda explosão, há mais vítimas”, afirmou o inspector B.L. Gaur, acrescentando que a força da explosão danificou edifícios adjacentes. De acordo com as autoridades, a segunda explosão foi causada pela presença de dinamite nas proximidades. “Aparentemente alguém armazenou estes explosivos, utilizados na indústria mineira, num destes edifícios”, afimou a representante da Polícia da região, “mas apenas no decorrer da investigação chegaremos a informações exactas”.
Até ao momento o número de feridos  eleva-se 100, de acordo com as informações distintas das autoridades policiais e de saúde, respectivamente. “Mas o número pode ser mais elevado”, afirma M. L. Gond, responsável da Polícia da região.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, reagiu através da sua conta no Twitter, mostrando-se “extremamente triste com a perda de vidas humanas” causada pela explosão.
De acordo com a AFP, as explosões com bilhas de gás são frequentes na Índia, uma vez que as normas de segurança elementares raramente são respeitadas, embora este número de vítimas seja incomum.
Um primeiro balanço de 20 mortos foi rapidamente substituído por um valor mais alto à medida que as equipas de resgate foram descobrindo mais corpos no local.

Justiça dá indenizações a familiares e vítimas da Boate Kiss

Justiça dá indenizações a familiares e vítimas da Boate Kiss

Fernando Frazão/Agência Brasil
Moto passa em frente à Boate Kiss, nesta segunda-feira, um ano após o incêndio que matou 242 pessoas
Moto passa em frente à Boate Kiss: compensações beneficiam oito pessoas e somam cerca de R$ 220 mil
Lucas Azevedo, do Estadão Conteúdo
Porto Alegre - A Justiça gaúcha concedeu nesta semana seis indenizações a sobreviventes e familiares de vítimas da tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS). As compensações beneficiam oito pessoas e somam cerca de R$ 220 mil. No dia 27 de janeiro de 2013, um incêndio consumiu o prédio da casa noturna, ocasionando a morte de 242 pessoas.
Os processos foram julgados pela juíza Eloisa Helena Hernandez de Hernandez, da 1ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública, de Santa Maria. As ações tinham como réus comuns a Santo Entretenimentos (razão social da Boate Kiss), o Estado do Rio Grande do Sul e o Município de Santa Maria. Eles foram citados pelos autores como co-responsáveis pela tragédia.
A magistrada considerou que o Estado e o município falharam no dever de fiscalizar e eventualmente interditar a boate. Entretanto, decidiu que "tal conduta não gera dever de indenizar em razão da ausência de nexo de causalidade direto com o evento danoso". A juíza explica em seu despacho: "Simplesmente porque terceiros agiram ativamente e com suas condutas deram causa ao resultado, logo, são esses terceiros que deverão arcar com as reparações respectivas".
ADVERTISEMENT
Seis sobreviventes que moveram ações receberão indAenizações individuais de R$ 20 mil reais da Santo Entretenimento. Já José Diamantino Fricks e Rosane Portella Fricks, pais de Bruno Portella Fricks, uma das vítimas da tragédia, devem receber R$ 50 mil cada um.
O incêndio na Boate Kiss deixou, além das mortes, mais de 600 feridos. As responsabilidades são apuradas em seis processos judiciais. O principal tramita na 1ª Vara Criminal de Santa Maria, foi dividido e originou outros dois processos (um por falso testemunho e outro por fraude processual).
Em dezembro de 2014, o Ministério Público encaminhou nova denúncia contra 34 pessoas por falsidade ideológica, bem como ofertou aditamento à denúncia de falso testemunho, incluindo novos fatos e novos denunciados.

PF vai investigar mensagens de ódio no Facebook contra presidente Dilma

PF vai investigar mensagens de ódio no Facebook contra presidente Dilma

Por Agência Brasil

Funcionária fez publicação no Facebook dizendo que teria o 'prazer' de fazer o evento para Dilma toda equipe: "Queria saber dos meus colegas se alguém tem algum pedido especial"

Agência Brasil
Presidente Dilma Rousseff esteve em Teresina (PI) para discutir com movimentos sociais convidados a proposição de políticas públicas
Roberto Stuckert Filho_11Set2015/ PR
Presidente Dilma Rousseff esteve em Teresina (PI) para discutir com movimentos sociais convidados a proposição de políticas públicas
A Secretaria-Geral da Presidência da República informou neste sábado (12) que pediu à Polícia Federal para investigar a empresa que prestaria serviços de bufê no evento Dialoga Brasil, em Teresina, na sexta-feira (11), durante visita da presidenta Dilma Rousseff.
Segundo a nota, informações publicadas horas antes do evento, em rede social, poderiam colocar em risco a segurança da presidenta da República, com possível caracterização de incitação a crime contra a sua pessoa.
Uma funcionária do bufê La Trufel, contratado pela Presidência da República, fez uma postagem controversa no Facebook. Ela fez uma publicação com a seguinte frase:“Hoje, a nossa presidente Dilma está em Teresina, e vou ter o 'prazer' de fazer o evento para ela e toda equipe. Queria saber dos meus colegas se alguém tem algum pedido especial, afinal é uma oportunidade única”.
A publicação foi respondida por internautas com mensagens de ódio, inclusive com sugestões de envenenamento da presidente. A assessoria da Secretaria-Geral disse que a mensagem foi vista pela equipe de monitoramento das redes sociais da Presidência, e o serviço foi suspenso duas horas antes do evento.
"Repudiamos qualquer forma de incitação a crime ou a atentado contra qualquer pessoa", diz a nota.
A Advocacia-Geral da União vai avaliar as medidas cabíveis para eventual responsabilização penal e civil dos envolvidos.
Até o fechamento desta matéria, a Agência Brasil não conseguiu contato com o bufê La Trufel nem com a funcionária que fez a publicação.

Rei saudita promete investigar queda de grua sobre mesquita em Meca

Rei saudita promete investigar queda de grua sobre mesquita em Meca

Rei saudita promete investigar queda de grua sobre mesquita em Meca

O rei Salman da Arábia Saudita prometeu hoje que descobrirá o que provocou a queda da grua que matou 107 pessoas na Grande Mesquita de Meca.

«Vamos investigar todas as razões e depois apresentar os resultados aos cidadãos», declarou o monarca no final de uma visita ao local do acidente, um dos mais santos do Islão.
A Agência de Imprensa Saudita, oficial, noticiou que Salman «debateu as causas do acidente e os seus efeitos na mesquita sagrada» depois de ver onde a gigantesca grua caiu durante uma forte trovoada na sexta-feira.
Era uma de várias gruas instaladas no local para obras de ampliação da mesquita.
O incidente ocorreu quando centenas de milhares de crentes de todo o mundo já tinham chegado a Meca para a peregrinação anual.
Entre os mortos, incluem-se indianos e indonésios.
A agência noticiosa saudita indicou que o rei Salman expressou condolências às famílias dos mortos e, em seguida, se deslocou ao hospital local «para inquirir sobre a saúde dos feridos de várias nacionalidades, entre as quais iranianos, turcos, afegãos, egípcios e paquistaneses».
Diário Digital com Lusa

Explosão de gás mata dezenas de pessoas na Índia

Explosão de gás mata dezenas de pessoas na Índia

Pelo menos 35 pessoas morreram e 75 ficaram feridas em um depósito de gás num restaurante no estado de Madhya Pradesh
Agência Brasil
Pelo menos 35 pessoas morreram e 75 ficaram feridas devido à explosão de um depósito de gás num restaurante na Índia, no estado de Madhya Pradesh, no centro do país.
A explosão ocorreu hoje às 8h30 locais (0h30 no horário de Brasília) numa localidade do distrito de Jhabua. Os feridos foram transferidos para diferentes hospitais, de acordo com um porta-voz da polícia local.
Explosão aconteceu em um depósito de gás de um restaurante (Foto: EBC)
“As equipes de resgate estão à procura de pessoas entre os escombros do restaurante porque o edifício desmoronou. Estamos investigando as causas da explosão do depósito”, disse o policial.

De acordo com a polícia, o número de mortos pode aumentar. De acordo com a imprensa local, após a explosão do tanque de gás, houve uma segunda explosão, aparentemente de material pirotécnico num edifício de dois andares contíguo ao restaurante, que desmoronou. A polícia ainda investiga essa hipótese.

Os países que mais recebem refugiados sírios

Os países que mais recebem refugiados sírios

Turquia, Líbano e Jordânia receberam 3,6 milhões de refugiados do país vizinho em conflito.

Da BBC
A Turquia recebeu quase dois milhões de refugiados sírios desde o início da guerra em 2011 (Foto: BBC/Getty)A Turquia recebeu quase dois milhões de refugiados sírios desde o início da guerra em 2011
(Foto: BBC/Getty)
As imagens comovem pelo tamanho da multidão: milhares de pessoas que se agrupam em caravanas humanas para tentar chegar aos países da União Europeia. Elas fogem do horror da guerra civil na Síria, iniciada em 2011.
Mas apesar do que foi apresentado como uma crise migratória sem precedentes nas fronteiras da Europa, trata-se de pouco em comparação com o que vivem os países vizinhos da Síria – que receberam a maior parte dos quase 4,6 milhões de refugiados que escaparam da Síria.
Na que foi considerada pela ONU como "a maior crise humanitária" desde a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos refugiados se deslocou para países vizinhos como Turquia, Líbano e Jordânia para escapar da guerra que envolve o grupo do presidente Bashar Assad, rebeldes aliados e a ameaça do grupo autodenominado "Estado Islâmico".
De acordo com os dados revelados pela Comissão Europeia e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), chegaram à Turquia 1.9 milhão de sírios nos últimos quatro anos. No Líbano foram 1,1 milhão, e na Jordânia, 629,6 mil.
Enquanto a União Europeia discute e analisa onde colocar os 120 mil beneficiários de solicitações de refúgio que planeja receber nos próximos dois anos, os três países mencionados acima já receberam em conjunto 3,6 milhões de sírios – 30 vezes a cifra europeia.
Gráfico: sírios em países vizinhos e na Europa (Foto: BBC)
Só para se ter ideia: a Alemanha, a potência europeia, afirmou que receberia 800 mil refugiados em seu território. Enquanto isso a Turquia, país que aspira entrar no grupo europeu, já aceitou o triplo.
"A desorganização e o sistema de asilo extremamente disfuncional da Europa contribuíram para agravar a crise dos refugiados", afirmou nesta semana à imprensa o representante da Acnur, Antonio Guterres.
"Estamos falando de 4 mil a 5 mil pessoas por dia em um bloco que tem 508 milhões de habitantes". Até o momento a União Europeia recebeu 281,4 mil solicitações de refúgio por parte de sírios.
O Brasil concedeu status de refugiados a mais de dois mil sírios desde 2011 até agosto deste ano, segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados). O número é maior do que o de alguns dos principais portos de destino na Europa e do que quase todos os países do continente americano, exceto pelo Canadá, que recebeu aproximadamente 2.500 no mesmo período, de acordo com o Ministro da Imigração Chris Alexander.
Em janeiro, o país anunciou planos de receber cerca de 10 mil refugiados sírios nos próximos três anos, mas foi criticado por priorizar minorias étnicas e religiosas perseguidas, como cristãos.
Na quinta-feira, o presidente americano Barack Obama também anunciou que os Estados Unidos devem receber "no mínimo" 10 mil refugiados sírios no próximo ano, de acordo com um porta-voz da Casa Branca. Até o momento, o país havia concedido refúgio a cerca de 1.200, desde 2011.
Gastos em solidariedade
A imagem da crise que emocionou o mundo – a foto do corpo de Alan Kurdi, um menino de 3 anos – ocorreu nas praias do país que mais abriga refugiados sírios em seu território: a Turquia.
A situação lá é crítica.
De acordo com a Acnur, o governo turco construiu 25 acampamentos de refugiados – onde atualmente estão alojadas 275 mil pessoas.
O restante dos sírios se estabeleceu em dez cidades do país.
O ex-premiê turco Ahmet Davutoglu afirmou que nos últimos anos seu país gastou cerca de US$ 6 bilhões para atender a emergência.
"Foi um gasto que assumimos quase na totalidade. A União Europeia só investiu US$ 165 milhões. Não podemos enfrentar sozinhos esta crise", escreveu Davutoglu ao jornal The Guardian.
Segundo autoridades turcas, a maioria dos refugiados está satisfeita com o suporte nos acampamentos e ao menos 90% utilizaram serviços de saúde locais.
Líbano e Jordânia
Crise de refugiados na Síria se agravou com o avanço do Estado Islâmico
Uma das situações mais complexas é vivida pelo Líbano – país em que um em cada cinco habitantes é sírio.
Desde o início do conflito, 1,1 milhão sírios buscaram refúgio no país.
"Na Síria nos acostumamos a viver como reis mas aqui somos como mendigos. Pedimos ajuda às pessoas e nos sentimos envergonhados", disse Hanaa, uma síria que chegou a Beirute após escapar da guerra na cidade de Yarmuk.
Na Jordânia a situação é similar. No acampamento de Zaatari, residem cerca de 100 mil das 600 mil pessoas que chegaram nos últimos anos. O governo gasta US$ 50 milhões por ano para mantê-lo.
Deslocamento interno
De acordo com um relatório da Acnur, cerca de 7,6 milhões de pessoas tiveram que se deslocar dentro da Síria para tentar escapar da violência.
Gráfico: número de migrantes que os países da UE podem receber, segundo as cotas (Foto: BBC)
"Damasco recebeu nos últimos anos quase 2 milhões de pessoas, o que duplicou sua capacidade habitacional em um dos últimos bastiões de Assad", afirmou o editor de Oriente Médio da BBC, Jeremy Bowen.
Segundo ele, o que para os analistas do Ocidente é uma crise que está emergindo, para os países vizinhos essa é uma preocupação que existe desde o início da guerra, há mais de quatro anos.
"A diferença agora é que os refugiados, em grande número, estão tratando de chegar aos países mais ricos da Europa", disse ele.
"Mas a razão fundamental para que eles continuem fugindo está na Síria, em um conflito que não tem um final à vista".

terça-feira, 8 de setembro de 2015

"Tínhamos 54 milhões de pessoas que viviam abaixo da pobreza", diz Lula

"Tínhamos 54 milhões de pessoas que viviam abaixo da pobreza", diz Lula

Ele participou de seminário sobre 10 anos do programa de transferência de renda do Paraguai

Nesta terça-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou em Assunção, capital do Paraguai, de um seminário sobre os 10 anos do programa de transferência de renda do país, o Tekoporã. Lula contou a experiência do Brasil na redução da pobreza, levando o país a sair do Mapa da Fome da ONU.
O presidente paraguaio Horácio Cartes apresentou Lula como “um amigo do Paraguai”, ressaltando que as políticas públicas de seu governo tiraram dezenas de milhões de brasileiros da pobreza e inspiraram as políticas sociais também em seu país, em busca de um desenvolvimento econômico inclusivo. O programa Tekoporã passou por três administrações no país ao longo de 10 anos e beneficia mais de 600 mil pessoas. O objetivo é o objetivo é eliminar a pobreza de uma geração para a outra.
Horácio Cartes, presidente do Paraguai, segura o cartão do Bolsa Família, e Lula mostra o do Tekoporã
Horácio Cartes, presidente do Paraguai, segura o cartão do Bolsa Família, e Lula mostra o do Tekoporã
Lula lembrou que quando chegou ao governo o Brasil tinha 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. “Era naquele instante, que não tinha dinheiro, que nós tínhamos que dar o exemplo da inclusão dos mais pobres no orçamento da União.” E das várias viagens que tem feito pelo mundo após deixar o mandato, defendendo políticas públicas de inclusão social e transferência de renda. “Eu tenho viajado por vários países da África e da América Latina, e tenho tentado convencer os presidentes a colocar um dinheirinho para os pobres que não estão aqui, para tentar incluí-lo no orçamento da União com o mesmo carinho que eu incluo outros setores da sociedade”, lembrou Lula.
>> Berzoini: governo estuda criação de tributo para perseguir superávit fiscal
>> Levy estuda maior Imposto de Renda para reduzir déficit e ajustar contas
O ex-presidente defendeu o papel insubstituível do Estado nas políticas sociais, já que nenhuma empresa fará investimentos sem esperar retornos financeiros. “Só quem pode fazer o investimento que o único retorno é a saúde a escola de uma criança e não ter retorno financeiro, é o Estado. Só o Estado pode garantir que as pessoas tenham igualdade de oportunidades e condições”.
O papel central da mulher, da mãe de família, que recebem mais de 90% dos cartões do benefício, também foi lembrado. “A mulher tem mais compromisso com a família, com o bem-estar dos seus filhos”.
Outras políticas sociais, que integradas ao Bolsa Família tiraram 36 milhões de pessoas da miséria, também foram lembradas, como os 50 milhões de hectares disponibilizados para a Reforma Agrária, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e o Luz Para Todos, que levou energia para cerca de 15 milhões de pessoas.
Informações do Instituto Lula

Avião da British Airways pega fogo no aeroporto de Las Vegas

Avião da British Airways pega fogo no aeroporto de Las Vegas

Boeing 777 tinha 172 pessoas a bordo; veja vídeo.
Aeroporto informou que 2 pessoas foram atendidas por 'ferimentos leves'.

Do G1, em São Paulo
Um avião da British Airways pegou fogo no Aeroporto Inernacional McCarran, em Las Vegas, nesta terça-feira (8). Segundo a rede CNN, duas pessoas foram levadas para receber cuidados médicos após "ferimentos leves", segundo o aeroporto.
O incidente ocorreu após as 16h00 (hora local). O fogo foi apagado. O Boeing 777 tinha 159 passageiros e 13 tripulantes a bordo, e voaria para o Aeroporto de Gatwick, que serve Londres. Veja VÍDEO de quando avião estava em chamas publicado em rede social.
Avião pegou fogo antes de decolar de Las Vegas (Foto: Reprodução/Twitter/@pberberian)Avião pegou fogo antes de decolar de Las Vegas (Foto: Reprodução/Twitter/@pberberian)

sábado, 5 de setembro de 2015

Bebé morre à chegada à ilha grega de Agathonissi

Bebé morre à chegada à ilha grega de Agathonissi

Ontem
Um recém-nascido, cuja família de refugiados acabava de chegar à ilha grega de Agathonissi, morreu este sábado, enquanto a polícia e deslocados entraram em confrontos no porto de Lesbos, no leste do mar Egeu.
 
Dimitris Michalakis/REUTERS
Confrontos em Lesbos
O bebé de dois meses morreu algumas horas após a sua chegada à ilha, proveniente das costas turcas nas proximidades, após ter sido admitido num centro de acolhimento local com escassos meios, precisou à cadeia de televisão pública ERT o presidente da câmara local, Evangelos Kottoros.
As autoridades não forneceram detalhes sobre a sua identidade ou as causas da morte.
Em Lesbos, mais a norte no leste do mar Egeu, forças antimotim usaram gás lacrimogéneo contra milhares de refugiados que tentavam ultrapassar barreiras de segurança para embarcar ao início da noite num navio especialmente fretado para transferir para Atenas os migrantes que têm chegado à ilha, indicou fonte policial.
Segundo a mesma fonte, um refugiado ferido durante os confrontos foi hospitalizado.
Durante o dia de hoje, centenas de refugiados e migrantes já se tinham manifestado aos gritos de "Asilo, Asilo" frente ao principal centro de acolhimento da ilha em protesto pela lentidão dos processos de registo e que têm atrasado a sua transferência para Atenas. Na ocasião, as forças policiais foram atingidas por pedras.
As autoridades das ilhas gregas do leste do mar Egeu, em particular Lesbos e Kos, têm referido não ter meios suficientes para enfrentar o fluxo de migrantes, e quando a Grécia já registou 230.000 chegadas por mar desde janeiro.

A propina atômica do PMDB em Angra 3

Tempo

A propina atômica do PMDB em Angra 3

A Procuradoria-Geral da República obtém evidências de que os senadores Renan Calheiros, Edison Lobão e Romero Jucá receberam propina de empreiteiras pelo contrato da usina nuclear

DIEGO ESCOSTEGUY
(Versão reduzida da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana)
Às vésperas das eleições do ano passado, já com a Lava Jato fazendo a República tremer, o empreiteiro Ricardo Pessôa, dono da UTC, encontrou-se com o presidente da Eletronuclear, almirante Othon Pinheiro. O almirante era o responsável pela retomada da construção da usina nuclear de Angra 3, parada desde a década de 1980. Naquele momento, após anos de negociações, os contratos, que somavam R$ 3,1 bilhões, estavam prestes a ser assinados com o consórcio de empreiteiras liderado por Pessôa. O almirante Othon, que fora indicado ao cargo pelos senadores do PMDB, foi direto: “Vocês estão muito bem qualificados, vão ganhar, então vocês vão precisar contribuir para o PMDB”. Estava verbalizada, mais uma vez na longa história da corrupção política do Brasil, a chamada regra do jogo – o uso criminoso da máquina pública para enriquecer políticos e empresários, mantendo ambas as partes no comando do Estado.
Capa edição 900 - A propina atômica do PMDB (Foto: Divulgação/ÉPOCA)

Até agora, sabia-se que Pessôa, que se tornou um dos principais delatores da Lava Jato, acusara Lobão de participar do esquema nas obras de Angra 3. Houve menções vagas, também, a negociações entre o cartel do petrolão, com Pessôa à frente, e chefes do PMDB. Muito do que já se conhece da delação de Pessôa, porém, restringe-se às propinas para as campanhas presidenciais do PT em 2006 (Lula), 2010 (Dilma) e 2014 (Dilma novamente), cuja investigação foi pedida sigilosamente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki. Quase nada se sabe sobre os bastidores – e as provas – da negociação e dos pagamentos de propina das empreiteiras do consórcio de Angra 3 aos senadores do PMDB. Segundo as investigações, se cartel havia entre as empreiteiras, cartel havia também entre os senadores do PMDB. E esse cartel do Senado é o próximo alvo de Janot e sua equipe – uma caça que se desenrolará nas semanas que virão, ameaçando ainda mais a frágil estabilidade política que ainda resta no Congresso, especialmente após a dura denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também do PMDB.
>> Expresso: Janot encaminha ao STF pedidos para investigar propina em campanhas do PT
ÉPOCA obteve acesso ao material de caça de Janot. Trata-se de um conjunto de documentos das investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Polícia Federal e da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba sobre a participação dos senadores do PMDB no esquema de Angra 3 – a maioria deles, inéditos. A reportagem também entrevistou investigadores, parlamentares e operadores do PMDB. Dessa apuração, emergem os detalhes desconhecidos do caso que, até o momento, destaca com mais força o envolvimento da trinca do PMDB do Senado – o presidente da Casa, Renan Calheiros, Romero Jucá e Lobão – na Lava Jato. Eles já são investigados no Supremo por suspeita de participação no petrolão. Renan, por exemplo, será denunciado em breve num desses processos. No eletrolão, que mimetizava a roubalheira da Petrobras na Eletronuclear e na Eletrobras, descobre-se não somente que os três chefes do PMDB no Senado são acusados de receber propina – descobre-­se que eles negociaram o pedágio pessoalmente, sem intermediários, como homens de negócio.

Nas próximas semanas, Janot pedirá a Teori autorização para investigar Renan e Jucá no caso de Angra 3 – Lobão já é investigado. Entre os investigadores, as últimas semanas foram tensas. Muitos queriam denunciar a turma do PMDB do Senado antes da sabatina de Janot na Casa. Também pressionavam para que o procurador-geral pedisse logo, formalmente, a investigação contra Renan e Jucá no caso Angra 3. No final de julho, os delegados da PF que atuam na Lava Jato, em Brasília, cobraram Janot e sua equipe, por escrito: por que não investigar Renan e Jucá no caso Angra 3? Janot optou pela estratégia de aguardar a recondução para, em seguida, partir para o ataque à turma do Senado. Ele foi reconduzido há duas semanas, com tranquilidade. Agora, sua equipe acelera os trabalhos para preparar os torpedos contra o PMDB do Senado.

O questionamento dos delegados sobre Renan e Jucá também foi enviado ao ministro Teori. Eles tinham razão em reclamar. As provas do caso apontam igualmente para os três senadores do PMDB. Há quatro delações premiadas, fechadas ou em andamento, algumas conhecidas e outras sigilosas, que fornecem as principais provas do que ÉPOCA narra nesta reportagem. A principal é a do empreiteiro Ricardo Pessôa, que tratava diretamente com os senadores e o almirante Othon. Há, também, as delações de dois executivos da Camargo Corrêa: Dalton Avancini e Luiz Carlos Martins. Martins era o homem da Camargo no projeto Angra 3. Está falando aos procuradores em Brasília. Há, por fim, a delação de Walmir Pinheiro, diretor financeiro da UTC, o encarregado de entregar a propina aos senadores do PMDB – e a muitos outros políticos. Teori, até agora, ainda não homologou a delação de Walmir Pinheiro. Em sigilo inquebrantável estão, por enquanto, as provas de que políticos com foro recebiam propinas em contas secretas em paraísos fiscais. Neste caso, também, há mais delações premiadas.
Renan Calheiros  (Foto: Igor Pereira / Editora Globo e Sérgio Lima/Folhapress)
Romero Juca  (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Edison Lobão  (Foto: Givaldo Barbosa/Agência O Globo)
Outro lado
Os senadores do PMDB negam, veementemente, qualquer participação no eletrolão. Lobão disse, por meio de seu advogado: “A hipótese é completamente uma fantasia e o delator não tem nenhum compromisso com a verdade. Pura ficção mental”. Renan admitiu ter se encontrado com Pessôa – mas apenas isso. “O senador informa que esteve com o empresário mencionado. A doação obtida em nome do Diretório foi dentro do que prevê e permite a lei. O Senador agrega que jamais solicitou doações que fossem consequência de quaisquer impropriedades e que não se sente devedor de nenhum doador. O Senador também não conhece nenhum diretor da empresa responsável pela obra citada”, disse, em nota.

O senador Romero Jucá também negou tudo. “Não tenho conhecimento da delação e estou à disposição para prestar qualquer esclarecimento que o Ministério Público pedir. Não participei de nenhuma irregularidade em contratos com qualquer estatal”, disse, por meio da assessoria. Rodrigo Jucá não quis se pronunciar. O Consórcio Angramon, composto das empreiteiras que venceram os contratos de R$ 3,1 bilhões, negou qualquer irregularidade: “O Consórcio Angramon nunca efetuou nenhum pagamento de propina. Não podemos responder pelo que supostamente teria sido feito individualmente por qualquer pessoa ou empresa, mas podemos afirmar que todo ato relativo ao consórcio foi e está sendo executado dentro da legislação”. A UTC diz que não comenta casos sob investigação. Sibá Machado não retornou as ligações de ÉPOCA.

Na quinta-feira, o juiz Sergio Moro aceitou denúncia do MPF contra o almirante Othon e dirigentes das empreiteiras do cartel. Em sua decisão, Moro disse: “O caso é um desdobramento dos crimes de cartel, ajuste de licitação e propinas no âmbito da Petrobras, sendo identificadas provas, em cognição sumária, de que as mesmas empresas, com similar modus operandi, estariam agindo em outros contratos com a Administração Pública, aqui especificamente na Eletrobras Termonuclear S/A – Eletronuclear”. A regra do jogo está sob perigo.
>> Continue lendo esta reportagem em ÉPOCA nas bancas




Em cinco pontos: Qual a solução para a crise de refugiados na Europa?

Image copyright Reuters
Image caption Refugiados chegam a ilha grega após travessia do Mediterrâneo
A União Europeia (UE) admite que seu procedimento para lidar com pedidos de asilo é inadequado diante do maior fluxo de imigrantes experimentado pela Europa desde a Guerra dos Bálcãs, na década de 90.
A Europa e o mundo estão em choque com as tragédias que têm acontecido no Mediterrâneo e com o desespero dos refugiados – a maioria deles, vinda da Síria -, que são explorados por traficantes de pessoas.
Mas, em vez de trocarem acusações, os governantes europeus poderiam se unir para acabar com a crise?
Aqui estão cinco pontos-chave para um possível acordo da UE para amenizar a situação.

Regras de asilo

A Hungria se juntou à Grécia e à Itália na rota de entrada dos milhares de imigrantes que buscam asilo na Europa.
Os centros de acolhimento desses países estão superlotados e eles estão tendo dificuldade para administrar uma enxurrada de pedidos de asilo.
Um compartilhamento maior das informações sobre os imigrantes - por exemplo, do registro de suas impressões digitais e identidade - poderia permitir um melhor acompanhamento dos seus movimentos na região.
Mais equipes de especialistas da UE também vêm sendo prometidas para ajudar as autoridades de cada país a dar rapidez ao procedimento de recebimento dos imigrantes.
Mas também é necessária uma reforma na chamada "Regulação de Dublin", pela qual o imigrante precisa pedir asilo para o primeiro país europeu em que põe os pés - e não para seu destino final.
O sistema não foi criado para aguentar uma crise como a atual. Tanto que na "Agenda Europeia da Imigração" a própria Comissão Europeia diz que a Regulação de Dublin não está funcionando.
Em 2014, apenas cinco Estados europeus tiveram de processar 72% de todas as solicitações de asilo.
A Hungria, por exemplo, defende que a Áustria e a Alemanha deveriam registrar os milhares de refugiados que pretendem se estabelecer por ali.
Outros países na "linha de frente" da rota de entrada dos refugiados e alguns de seus parceiros do leste europeu também costumam ressaltar que a maioria dos imigrantes quer ir para países mais ricos, como Alemanha, Suécia e Reino Unido. "Então, por que registrar esses imigrantes em países onde eles não pretendem ficar?", questionam.
O contra-argumento é que nenhum governo deveria fugir das suas responsabilidades humanitárias - ou "empurrá-las" para estados vizinhos.
Pela legislação internacional, as pessoas que fogem de guerras ou perseguições têm o direito de obter asilo. E fazer pouco ou nada para ajudá-los apenas prolonga o seu sofrimento.
Leia mais: Navio de guerra brasileiro resgata 220 imigrantes no Mediterrâneo
Leia mais: 'Espetáculo de cadáveres em praias europeias' era previsto, diz brasileiro da ONU

Cotas para o acolhimento de refugiados

Há uma grande discussão sobre uma proposta da UE para a criação de "cotas nacionais de asilo" para dividir o "fardo" do acolhimento dos refugiados igualmente entre os países do bloco.
Image copyright EPA
Image caption Imigrantes caminham para a Áustria após viverem momentos de caos e desespero em Budapeste
E é cada vez maior a pressão para que haja um aumento no número de pessoas recebidas na Europa.
A Comissão Europeia tentou, sem sucesso, convencer seus estados-membros a aceitarem uma cota obrigatória de 40 mil sírios e eritreus nos próximos dois anos.
Em julho, eles concordaram em aceitar 32,5 mil de forma voluntária.
A Grã-Bretanha rejeitou qualquer cota, exercendo um direito que o país havia negociado. A Irlanda poderia ter optado pelo mesmo caminho, mas não o fez.
Os governos do Leste Europeu se opõem às cotas dizendo que os imigrantes não gostariam de ficar em seus países.
Em uma nota conjunta divulgada nesta sexta-feira, os líderes da República Checa, Hungria, Polônia e Eslováquia disseram que "qualquer proposta estipulando a introdução de cotas obrigatórias e permanentes como medidas solidárias seria inaceitável."
Mas o projeto para a criação de cotas ainda não foi descartado – e tem o apoio da França, Alemanha e Itália.
A Comissão Europeia deve anunciar um mecanismo permanente para distribuir os refugiados pelos 28 países do bloco.
No entanto, mesmo se aceitas, nesse caso as cotas só se aplicariam para refugiados vindos da Síria e da Eritreia - o que significa que o sistema não resolveria toda a crise.
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, quer uma meta mais ambiciosa, defendendo a "distribuição justa de pelo menos 100 mil refugiados".

Ação no ponto de saída dos imigrantes

A União Europeia intensificou a ação de patrulhas navais perto da costa da Líbia – de onde saíram muitos imigrantes que acabaram mortos em tragédias no oceano. Também há planos para destruir barcos de traficantes de pessoas.
O governo britânico está entre os que reforçam a necessidade de conter o fluxo de imigrantes na fonte, para acabar com as viagens muito arriscadas até a Europa.
Mas as razões que estão levando tantas pessoas a tentar entrar em território europeu são múltiplas e complexas - e para lidar com elas é necessário um esforço de longo prazo.
O fim da guerra na Síria, por exemplo, faria uma grande diferença – já que os sírios formam o maior grupo de imigrantes que buscam asilo na Europa. Mas hoje não parece haver esperança de um fim do conflito no curto prazo.
Mais de 4 milhões de refugiados do país já migraram para a Turquia, Líbano e outros vizinhos da Síria. Mas os países ricos do Golfo receberam pouquíssimos sírios – e críticos dizem que poderiam fazer mais para ajudar.
Também há uma imigração massiva para a Europa da Eritreia, onde há uma grave situação de abuso aos direitos humanos.
Image copyright Getty
Image caption Policial ajuda refugiada em estação de trem em Munique
O fim do conflito com a Etiópia reduziria esses números. Mas a União Europeia também está dividida sobre como atuar nesse conflito.
Na África Subsaariana, mais ajuda externa poderia criar empregos locais e reduzir o fluxo de imigrantes buscando melhores condições econômicas no velho continente.
Mas muitos africanos também fogem de conflitos - na Nigéria, no Sudão, na Somália e na República Democrática do Congo. Mais uma vez, conter esses fluxos migratórios iria requerer soluções políticas, além de econômicas.
Leia mais: Brasil acolhe mais sírios que países na rota europeia de refugiados
Leia mais: De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo

Caminhos legais de imigração

Outro grande desafio para a UE é criar centros de acolhimento na África e no Oriente Médio para conseguir dar conta de todos os pedidos de asilo. Isso ajudaria a evitar tragédias como as que aconteceram na travessia do Mar Mediterrâneo.
Tusk, que comanda as conferências da UE sobre o tema, pediu mais centros de acolhimento "próximos à zonas de conflito fora da Europa, onde já existem campos de refugiados"."Esses centros deveriam ser uma forma de chegar à União Europeia", disse.
Em um esforço para conter o tráfico de pessoas da África Ocidental, a UE já está avançando em um projeto piloto na Nigéria para criar um centro que vai divulgar informações sobre as regras de imigração da Europa e as opções para quem quer viver na região.
O bloco europeu tem um sistema que dá autorizações para profissionais qualificados estrangeiros trabalharem na Europa, mas ele não tem sido muito utilizado porque compete com esquemas de cada um dos países do bloco.
Também há quem defenda que se monte um sistema parecido com o de concessões de "Green Cards" americanos para imigrantes econômicos - entre eles Jan Semmelroggen, um pesquisador da Nottingham Trent University.
Boa parte da Europa tem altos índices de desemprego, mas há uma grande demanda para algumas profissões específicas em seu mercado de trabalho. A Alemanha, por exemplo, quer mais engenheiros, especialistas em computadores e tecnologia.

Deportações

Países europeus deportam menos da metade dos imigrantes que não conseguem asilo. Os traficantes de pessoas sabem disso e usam essa realidade em benefício próprio – cobrando caro para levar os imigrantes à Europa.
Em 2014, só 45% dos pedidos de asilo tiveram sucesso. Para algumas nacionalidades, quase todas as solicitações foram rejeitadas.
Existe uma pressão agora para que a União Europeia estabeleça uma lista de "países de origem que são seguros", o que daria uma base legal para deportar mais imigrantes.
Muitos imigrantes que chegam à Alemanha fugiram da pobreza nos Bálcãs, por exemplo – mas não são refugiados.
Por isso, há quem defenda que a UE deveria declarar que países como Sérvia, Kosovo, Albânia, Bósnia-Hezergovina e Macedônia são "seguros".
Isso é problemático, porém, porque esses países querem entrar na União Europeia – onde a livre circulação de pessoas é um valor fundamental.

Mil refugiados devem passar a noite em estação de trem de Viena

Mil refugiados devem passar a noite em estação de trem de Viena

Cerca de 6,5 mil migrantes chegaram neste sábado à estação Westbahnhof.
Parte deles não conseguiu viajar e dormirá em escritórios e trens parados.

Da EFE
Família com bebê é filmada na estação de trem de Nickelsdof, na Áustria, onde tenta embarcar em direção a Viena (Foto: Joe Klamar / AFP)Família com bebê é filmada na estação de trem de Nickelsdof, na Áustria, onde tenta embarcar em direção a Viena (Foto: Joe Klamar / AFP)
Cerca de mil refugiados que chegaram à Áustria após passarem pela Hungria, a maioria em fuga das zonas de conflito no Oriente Médio, passarão a noite na estação de trens Westbahnhof de Viena.
O porta-voz policial Roman Hahslinger disse à agência austríaca APA que até agora chegaram à estação aproximadamente 6,5 mil refugiados, dos quais a maioria seguiu viagem rumo à Alemanha.
Outros mil terão que esperar até amanhã para continuar a travessia, enquanto a expectativa é que mais 1,5 mil cheguem no domingo pela fronteira com a Hungria.
Para os que passarão a noite na Westbahnhof, a companhia estatal de trens ÖBB disponibilizou 440 assentos para dormir em escritórios fora de uso, enquanto outras 400 pessoas poderão passar a noite em trens parados. Também há cem assentos para dormir na própria estação, enquanto a Prefeitura de Viena preparou outros 300.
Apenas 20 refugiados optaram neste sábado por pedir asilo na Áustria e permanecer no país, confirmou Hahslinger. O transporte de refugiados da fronteira com Viena e da capital para a Alemanha ficarão suspensos durante esta noite.
Refugiados tentam embarcar na estação de trem de Nickelsdorf, na Áustria, em direção a Viena (Foto: Joe Klamar / AFP)Refugiados tentam embarcar na estação de trem de Nickelsdorf, na Áustria, em direção a Viena (Foto: Joe Klamar / AFP)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

França tem “certeza” que asa encontrada era do voo MH370

França tem “certeza” que asa encontrada era do voo MH370

Técnico da Boeing identificou número de série encontrado no destroço em julho como pertencente ao do avião da Malaysia Airlines que desapareceu em março de 2014

Redação / AR

MH370: o fim do mistério?

Contrariando as informações divulgadas pela imprensa internacional ao longo de um mês, as autoridades francesas confirmaram, esta quinta-feira, ao jornal “Le Figaro”, que têm a “certeza” que o fragmento de asa encontrado na Ilha da Reunião, em julho, pertence ao voo MH370 da Malaysia Airlines. O voo MH370 partiu de Kuala Lumpur, em Singapura, rumo a Pequim, na China, em março de 2014, com 239 pessoas a bordo, tendo desaparecido sem deixar rasto.
 
O procurador de Paris disse agora que um técnico da Boeing identificou formalmente um de três números encontrados no destroço como pertencente ao número de série do aparelho que fazia o voo MH370.
"É possível dizer com segurança que o 'flaperon' [destroço de asa] descoberto na ilha de Reunião a 29 de julho pertencia ao voo MH370", declarou o procurador em comunicado.

O comunicado refere que os números de série do fragmento correspondem a uma peça fabricada pela Airbus Defence and Space para a Boeing.

O fragmento da asa, com dois metros de comprimento, foi encontrado ao largo da ilha de Reunião, um território ultramarino francês, e levado para França para ser submetido a análises de especialistas em aviação. Foram também abertas buscas na mesma ilha na esperança de encontrar mais partes do aparelho da Malaysia Airlines.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, tinha afirmado, dias depois de serem encontrados os destroços, que eles pertenciam ao voo da Malaysia Airlines, mas os investigadores preferiram na altura dizer apenas que havia uma "probabilidade muito elevada" de se tratar do avião desaparecido.

Modelo gaúcha está em estado grave após ser atropelada em ciclovia de SP

Modelo gaúcha está em estado grave após ser atropelada em ciclovia de SP

Mariana Livinalli RodriguezMariana Livinalli Rodriguez, de 25 anos, foi atingida por um ônibus num cruzamento da Zona Oeste

Foto: Facebook
Mariana Livinalli Rodriguez
É grave o estado de saúde da modelo gaúcha Mariana Livinalli Rodriguez, de 25 anos, atropelada de bicicleta por um ônibus nesta quarta-feira em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.
Segundo o Hospital das Clínicas (HC), ela teve traumatismo craniano, passou por uma cirurgia e está em coma induzido.
O atropelamento aconteceu na esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Rua Chopin Tavares de Lima, por volta do meio-dia desta quarta-feira. Mariana bateu a cabeça na queda.
Segundo as primeiras informações da Polícia Civil, a vítima teria atravessado a pista no sinal fechado para ciclistas e pedestres e acabou atingida pelo coletivo. A perícia, no entanto, determinará as causas do acidente.

Universal é condenada por estimular fiel a largar camisinha e tratamento de Aids

Universal é condenada por estimular fiel a largar camisinha e tratamento de Aids

Universal
Homem portador do vírus da Aids será indenizado em R$ 300 mil após ter sido influenciado pela igreja a se relacionar sexualmente com sua mulher sem o uso de preservativos
Um homem portador do vírus da Aids ganhará R$ 300 mil em indenização por danos morais após a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) influenciá-lo a interromper seu tratamento médico em nome da cura pela fé.
A decisão foi da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Conforme os autos do processo, o homem teria sido motivado a se relacionar sexualmente com a mulher sem o uso de preservativos, adquirindo então o vírus da doença. Ele também teria sido obrigado a ceder bens materiais para a igreja, segundo informações do site do TJ-RS.
O colegiado chegou a esse valor da indenização após ser informado do estado crítico de saúde a que o homem chegou por deixar de tomar a medicação, em setembro de 2009. Poucos meses depois, com a queda da defesa imunológica, o soropositivo ficou em coma induzido por 40 dias devido a uma broncopneumonia.
O homem e ficou hospitalizado durante 77 dias. A vítima, que adquiriu o vírus em 2005, chegou a perder 50% do peso.
Para o relator do processo, o desembargador Eugênio Facchini Neto, os laudos médicos e o depoimento de uma psicóloga são provas de que o abandono do tratamento pelo paciente, assim como o próprio contato com o vírus, resultou das visitas aos cultos. Esses fatos, somados a outras provas como testemunhos e reportagens, convenceram o magistrado sobre a atuação decisiva da Igreja Universal no sentido de direcionar a escolha do rapaz.
“Assim, apesar de inexistir prova explícita acerca da orientação recebida pelo autor no sentido de abandonar sua medicação e confiar apenas na intervenção divina, tenho que o contexto probatório nos autos é suficiente para convencer da absoluta verossimilhança da versão do autor”, avaliou Facchini Neto.
Fonte: IG

Justiça Federal aceita denúncia contra ex-diretor da Eletronuclear

Justiça Federal aceita denúncia contra ex-diretor da Eletronuclear

Othon Luiz Pinheiro da Silva e mais 13 pessoas passam a ser réus.
Ação penal apura crimes investigados pela 16ª fase da Operação Lava Jato.

Fernando Castro Do G1 PR
O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta quinta-feira (3) denúncia contra o ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva e outras 13 pessoas, entre elas ex-executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix. Assim, todos passam a ser réus em processo derivado da Operação Lava Jato.
A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que foi aceita pela Justiça é referente à 16ª fase da Lava Jato, que investigou contratos firmados por empresas já citadas na operação com a Eletronuclear – instituição de economia mista, cujo controle acionário é da União.
Othon Luiz Pinheiro é acusado de receber R$ 4,5 milhões em propina e está preso em um quartel do Exército, em Curitiba. Ele estava afastado da Eletronuclear desde abril deste ano, após as primeiras denúncias de corrupção, e pediu demissão no início de agosto.
Othon Luiz passa a ser réu na operação Lava Jato
(Foto: Antonio Cruz/ABr)
Othon Luiz participou, em 2011, de audiência no Senado para discutir o sistema de energia nuclear do país  (Foto: Antonio Cruz/ABr)
Veja os réus do processo e os crimes:
- Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-diretor-presidente da Eletronuclear: organização criminosa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e embaraço à investigação de organização criminosa.
- Ana Cristina da Silva Toniolo, filha de Othon Luiz e representante legal da Aratec: evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.
- Rogério Nora de Sá, ex-executivo da Andrade Gutierrez: associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, ex-executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Olavinho Ferreira Mendes, ex-executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Otávio Marques de Azevedo, executivo da Andrade Gutierrez, afastado da presidência da empresa após a prisão: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Flavio David Barra, ex-executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa.
- Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho, executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Carlos Alberto Montenegro Gallo, controlador da CG Consultoria: organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação de organização criminosa.
- Josué Augusto Nobre, titular e controlador da JNobre: organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- Geraldo Toledo Arruda Junior, controlador da Deustschebras Engenharia: lavagem de dinheiro.
- José Antunes Sobrinho, executivo da Engevix Engenharia: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Cristiano Kok, presidente de Engevix Engenharia: organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
- Victor Sérgio Colavitti, controlador da Link Projetos: organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O G1 tentou contato com o advogado Helton Pinto, que representa Othon Luiz Pinheiro, mas ele não retornou às ligações. A Eletronuclear informou que Othon já não faz mais parte da empresa e por isso não iria se pronunciar sobre o caso.
A Andrade Gutierrez afirmou por nota que os advogados dos executivos e ex-executivos da da empresa "informam que as respectivas defesas serão feitas nos autos da ação penal, fórum adequado para tratar o assunto. E que não discutirão o tema pela mídia".
Também em nota, a Engevix informou que "forneceu informações ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, permanecendo à disposição das autoridades competentes e do Poder Judiciário”.
A reportagem tenta contato com as defesas dos demais réus.
Acusações
O foco das investigações da 16ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 28 de julho, foram contratos firmados por empresas já citadas na operação com a Eletronuclear. A empresa foi criada em 1997 para operar e construir usinas termonucleares e responde hoje pela geração de cerca de 3% da energia elétrica consumida no país.

Conforme o MPF, a Andrade Gutierrez repassava valores para uma empresa de Othon Luiz, a Aratec, por meio de empresas intermediárias que atuavam na fase de lavagem de dinheiro – algumas reais, outras de fachada. O MPF sustenta que Othon Luiz Pinheiro recebeu R$ 4,5 milhões de propina.
Além do pagamento de propina, a 16ª fase da Lava Jato apura a formação de cartel e o prévio ajustamento de uma licitação para obras de Angra 3, que foi vencida pelo Consórcio Angramon – Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, EBE e Techint.
Angra 3 será a terceira usina nuclear do país e está em construção na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). Segundo as investigações, houve restrição à concorrência, por parte Eletronuclear, levando as empreiteiras do Consórcio Angramon a saírem vitoriosas.

Fornecido Por Cotação do Euro